1. Introdução
Bibliologia
é a parte da teologia que estuda os assuntos introdutórios das Escrituras.
Também pode ser chamado de Isagoge
que significa “conduzir para dentro”. Isso se dá com a ajuda do Espírito Santo!
2. A importância das Escrituras
Deus tem
se revelado através dos tempos por meio de Suas obras, isto é, a Criação (Rm
1.20; Sl 19.1-6). Na Palavra de Deus temos uma revelação especial, sendo a
Bíblia como Palavra escrita e Cristo como Palavra Viva. Essa revelação
tornou-se necessária devido à queda do homem.
A
necessidade do estudo das Escrituras está explícita nos textos de I Pe 3.15, II
Tm 2.15, Is 34.16 e Sl 119.130 e é indispensável entender que estudar é mais do
que ler ou decorar: é aplicar a mente a um assunto, de modo sistemático,
constante e compenetrado, por meio do raciocínio, da percepção e da memória.
3. Porque estudar a Bíblia?
1.
É o único manual de vida:
O crente é salvo para servir ao Senhor e a Bíblia é indispensável para o
desempenho eficiente de sua função.
2.
Alimenta nossa alma:
Bom apetite pela Bíblia é sinal de saúde espiritual, conforme I Pe 2.2.
3.
É o instrumento que o
Espirito Santo usa (Ef 6.17): O
Espírito Santo nos faz lembrar daquilo que estudamos.
4.
Enriquece espiritualmente
nossa vida: Essa riqueza provém da revelação do
Espírito. Quem desejar entender a Bíblia somente da capacidade intelectual,
muito cedo desistirá.
O homem
deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo e praticar a
Bíblia para ser santo.
4. Como estudar a Bíblia
Ø Conhecendo
Seu Autor: Ela é o único livro cujo Autor está
presente quando se lê. Amando o Autor, a compreensão é mais fácil!
Ø Ler
a Bíblia diariamente: Não basta ir aos cultos,
ouvir sermões e testemunhos, acompanhar estudos bíblicos e ler boas obras
literárias. É preciso a leitura bíblica individual e diária.
Ø Ler
a Bíblia com a melhor atitude mental e espiritual:
Coração aberto e mente espiritual são requisitos primordiais.
Ø Em
oração, devagar e meditando: A
meditação aprofunda o sentido. O foco não é recorde de leitura e sim aplicação
pessoal e coletiva.
Ø Ler
a Bíblia toda: É a única forma de conhecermos a
verdade completa dos assuntos da Bíblia. É uma riqueza insondável!
5. Os livros antigos
Como todo
livro antigo, a Bíblia, em sua composição original, também tinha a forma de
rolo feito de papiro e de pergaminho (Jr 36.2). Aqui vemos o zelo de Deus com
este Livro, pois mesmo diante de perseguições e atentados, ele chegou até nós.
A Bíblia
foi originalmente escrita em forma de rolo, sendo cada livro um rolo. Assim,
vemos que, a princípio, os livros sagrados não estavam reunidos uns aos outros
como o temos agora em um volume único. O que tornou isso possível foi a
invenção do papel no século II pelos chineses, bem como do prelo de tipos
móveis em 1450 d. C., por Gutenberg, tipógrafo alemão.
A palavra
Bíblia (do grego biblos ou biblíon)
significa coleção de livros. Devido as Escrituras constituírem uma unidade
perfeita, ela passou a significar O Livro, no singular, pois ela é, num todo,
“A Revelação de Deus à Humanidade”.
Entre
outros nomes, citamos a seguir os mais comuns que a Bíblia emprega a si mesma: Escrituras
(Mt 21.42), Sagradas Escrituras (Rm 1.2), Livro do Senhor (Is
34.16), A Palavra de Deus (Hb 4.12) e Os Oráculos de Deus (Rm
3.2).
6. A Estrutura da Bíblia
A Bíblia
divide-se em 2 partes principais: o Antigo Testamento com 39 livros e o Novo
Testamento com 27 livros, totalizando 66 livros que foram escritos num período
aproximadamente de 16 séculos, por cerca de 40 autores.
Aqui está
um dos milagres da Bíblia. Esses escritores pertenciam às mais variadas
profissões e atividades, viveram e escreveram em países, regiões e continentes
diferentes, em épocas e condições diversas. Entretanto, seus escritos formam
uma harmonia perfeita. Isto prova que Um só os dirigia no registro da revelação
divina.
A palavra
testamento provém do grego diatheke e
significa “aliança ou concerto”. Também representa a última vontade de alguém
quanto à distribuição de seus bens após a morte.
O Antigo
Testamento também é chamado de Antigo Concerto e o Novo Testamento de Nova
Aliança. As línguas da escrita original da Bíblia foram o hebraico, grego e
aramaico.
A divisão
bíblica se dá da seguinte forma:
|
Antigo
Testamento
|
Novo
Testamento
|
|
Lei – Gênesis a
Deuteronômio
|
Evangelhos – Mateus a João
|
|
História – Josué a Ester
|
História – Atos dos
Apóstolos
|
|
Poesia e Sabedoria – Jó a
Cantares
|
Epíst. Paulinas – Romanos a
Filemon
|
|
Profetas Maiores – Isaias a
Daniel
|
Epístolas Gerais – Hebreus
a Judas
|
|
Prof. Menores – Oseias a
Malaquias
|
Profecia - Apocalipse
|
É
importante ressaltar que a nossa Bíblia não está organizada por datas e sim por
assunto, facilitando a compreensão da Revelação de Deus ao homem. Esta
organização é chamada de Septuaginta. Por exemplo: O primeiro livro do Antigo
Testamento é Jó, mas como não falar primeiro da criação do mundo? Já no Novo
Testamento, o primeiro livro a ser escrito foi I Tessalonicenses, mas
tornava-se necessário apresentar Jesus nos Evangelhos em primeiro lugar. O
remanejamento dos livros não alterou sua divindade, apenas facilitou nossa
compreensão.
7. O Tema Central da Bíblia
Jesus é o
tema central da Bíblia. Ele mesmo o declara em Lucas 24.44 e João 4.39. Leia
também Atos 3.18; 10.43 e Apocalipse 22.16.
Se olharmos com cuidado, veremos
que em tipos, figuras, símbolos e profecias, Jesus ocupa o lugar central das
Escrituras; isto além da Sua manifestação como está registrada em todo o Novo
Testamento.
Destacamos abaixo o tratamento
dado a Jesus Cristo por cada um dos livros bíblicos, segundo seus contextos,
autores e propósitos divinos:
Em Gênesis Ele é a Semente da Mulher,
Em Êxodo Ele é o nosso Cordeiro pascoal,
Em Levítico é o nosso Sumo Sacerdote
Em Números é a Coluna de Nuvem de Dia e Coluna de Fogo a Noite,
Em Deuteronômio é o verdadeiro profeta,
Em Josué é o Capitão do Exército do Senhor,
Em Juízes é o nosso Juiz Libertador,
Em Rute é o nosso Parente Remidor,
Em 1 Samuel é o nosso Profeta,
Em 2 Samuel é o nosso Sacerdote,
Em Êxodo Ele é o nosso Cordeiro pascoal,
Em Levítico é o nosso Sumo Sacerdote
Em Números é a Coluna de Nuvem de Dia e Coluna de Fogo a Noite,
Em Deuteronômio é o verdadeiro profeta,
Em Josué é o Capitão do Exército do Senhor,
Em Juízes é o nosso Juiz Libertador,
Em Rute é o nosso Parente Remidor,
Em 1 Samuel é o nosso Profeta,
Em 2 Samuel é o nosso Sacerdote,
Em 1 Reis é o Rei Sábio,
Em 2 Reis é o Rei Fiel,
Em 2 Reis é o Rei Fiel,
Em 1 Crônicas é o Grande Monarca,
Em 2 Crônicas é o Monarca que Permanece,
Em Esdras é o Grande Escriba,
Em Neemias é o nosso Restaurador,
Em Ester é o nosso Escape da Morte,
Em Jó É o nosso Redentor que vive,
Em Salmos é o nosso Pastor,
Em Provérbios é a Sabedoria de Deus,
Em Eclesiastes é a nossa Vida Completa,
Em Cantares de Salomão é o Amado da nossa Alma,
Em Isaías é o Messias Prometido,
Em Jeremias é o Renovo da Justiça,
Em Lamentações é Aquele que Chora por Nós,
Em Ezequiel é o Renovo Principal,
Em Daniel É a Pedra que esmiúça,
Em Oséias é o Marido Fiel,
Em Joel é o nosso Batizador,
Em Amós é o Divino Lavrador,
Em Obadias é o nosso Salvador,
Em Jonas é o Grande Missionário,
Em Miquéias é o Libertador Divino,
Em Naum é o Juiz das Nações,
Em Habacuque é o Deus da nossa Salvação,
Em Sofonias é o Senhor Zeloso,
Em Ageu é o Desejado das Nações,
Em Zacarias é o Renovo da justiça,
Em Malaquias é o Sol da justiça,
Em Mateus é o Rei dos Judeus,
Em Marcos é o Servo de Deus,
Em Lucas é o Filho do Homem,
Em João é o Filho de Deus,
Em Atos é o Senhor Ressurreto,
Em Romanos é Aquele que nos Faz Mais do que Vencedores,
Em 1 Coríntios é o Senhor nosso,
Em 2 Coríntios é o nosso Conforto,
Em Gálatas É o nosso Libertador do julgo da Lei,
Em Efésios é Aquele que Cumpre Tudo em Todos,
Em Filipenses é o Modelo de Humildade,
Em Colossenses é a Plenitude de Deus,
Em 1 Tessalonicenses é Aquele que há de vir Arrebatar a Igreja,
Em 2 Tessalonicenses é Aquele que Virá para Julgar os Ímpios,
Em 1 Timóteo é o Único Mediador entre Deus e os Homens,
Em 2 Timóteo É o Nosso Modelo,
Em Tito é o nosso Exemplo,
Em Filemom é o nosso Senhor e Mestre,
Em Hebreus é o Sacerdote Eterno,
Em Tiago é o Modelo Singular,
Em 1 Pedro é a Pedra Angular da nossa Fé,
Em 2 Pedro é a nossa Força,
Em 1 João é o nosso Advogado Junto ao Pai,
Em 2 João é a nossa Verdade,
Em 3 João é o nosso Caminho,
Em Judas é o nosso Protetor,
Em Apocalipse é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aleluia!
Em 2 Crônicas é o Monarca que Permanece,
Em Esdras é o Grande Escriba,
Em Neemias é o nosso Restaurador,
Em Ester é o nosso Escape da Morte,
Em Jó É o nosso Redentor que vive,
Em Salmos é o nosso Pastor,
Em Provérbios é a Sabedoria de Deus,
Em Eclesiastes é a nossa Vida Completa,
Em Cantares de Salomão é o Amado da nossa Alma,
Em Isaías é o Messias Prometido,
Em Jeremias é o Renovo da Justiça,
Em Lamentações é Aquele que Chora por Nós,
Em Ezequiel é o Renovo Principal,
Em Daniel É a Pedra que esmiúça,
Em Oséias é o Marido Fiel,
Em Joel é o nosso Batizador,
Em Amós é o Divino Lavrador,
Em Obadias é o nosso Salvador,
Em Jonas é o Grande Missionário,
Em Miquéias é o Libertador Divino,
Em Naum é o Juiz das Nações,
Em Habacuque é o Deus da nossa Salvação,
Em Sofonias é o Senhor Zeloso,
Em Ageu é o Desejado das Nações,
Em Zacarias é o Renovo da justiça,
Em Malaquias é o Sol da justiça,
Em Mateus é o Rei dos Judeus,
Em Marcos é o Servo de Deus,
Em Lucas é o Filho do Homem,
Em João é o Filho de Deus,
Em Atos é o Senhor Ressurreto,
Em Romanos é Aquele que nos Faz Mais do que Vencedores,
Em 1 Coríntios é o Senhor nosso,
Em 2 Coríntios é o nosso Conforto,
Em Gálatas É o nosso Libertador do julgo da Lei,
Em Efésios é Aquele que Cumpre Tudo em Todos,
Em Filipenses é o Modelo de Humildade,
Em Colossenses é a Plenitude de Deus,
Em 1 Tessalonicenses é Aquele que há de vir Arrebatar a Igreja,
Em 2 Tessalonicenses é Aquele que Virá para Julgar os Ímpios,
Em 1 Timóteo é o Único Mediador entre Deus e os Homens,
Em 2 Timóteo É o Nosso Modelo,
Em Tito é o nosso Exemplo,
Em Filemom é o nosso Senhor e Mestre,
Em Hebreus é o Sacerdote Eterno,
Em Tiago é o Modelo Singular,
Em 1 Pedro é a Pedra Angular da nossa Fé,
Em 2 Pedro é a nossa Força,
Em 1 João é o nosso Advogado Junto ao Pai,
Em 2 João é a nossa Verdade,
Em 3 João é o nosso Caminho,
Em Judas é o nosso Protetor,
Em Apocalipse é o Rei dos reis e Senhor dos senhores. Aleluia!
Considerando o Senhor Jesus
Cristo como centro da Bíblia, o Dr. Scofield resume os 66 livros em 4 palavras,
da seguinte forma:
1. Preparação: Todo o
Antigo Testamento, ao tratar da preparação para o advento de Jesus Cristo.
2. Manifestação: Os
Evangelhos, ao tratar da encarnação, manifestação e vida de Jesus Cristo.
3. Explanação: São as
Epístolas que fornecem o esclarecimento sobre a doutrina de Cristo.
4. Consumação: O livro de
Apocalipse, ao tratar da consumação de todas as coisas preditas, através de
Cristo.
Por fim, o Antigo Testamento tem
929 capítulos e 23.214 versículos, enquanto que o Novo Testamento tem 260
capítulos e 7.959 versículos. Assim, a Bíblia toda possui 1.189 capítulos e
31.173 versículos. Estes totais variam um pouco, dependendo da versão do texto
original do Antigo e do Novo Testamento.
8. Observações
Úteis e Práticas
Ø
Apontamentos
Individuais:
Habitue-se a tomar notas de suas meditações na Palavra de Deus. A memória
falha!
Ø
Referencias
Bíblicas: O sistema mais simples e rápido
para escrever referências bíblicas é o adotado pela Sociedade Bíblica do
Brasil: duas letras, sem ponto, para cada livro. Entre o capítulo e versículo
põe-se apenas um ponto. Ex: Jo 3.7, Hb 13.9.
Ø
Referências
concordando com o Português: Na Bíblia
temos livros, evangelhos e cartas. Ao tratar de livro, usamos a pronunciação no
masculino. Por exemplo: I Cr (Primeiro Crônicas), II Re (Segundo Reis), I Sm
(Primeiro Samuel), II Pe (Segunda Pedro), I Tm (Primeira Timóteo). Igualmente,
se quer focar a primeira parte do versículo, a chamamos de “parte a”, bem como
a segunda parte representa “parte b”.
Ø
Texto:
Conjunto de palavras contidas numa passagem.
Ø
Contexto:
É a parte anterior e a posterior do texto em relevo.
Ø
Siglas
das diferentes versões em vernáculo: ARC
(Almeida Revista e Corrigida), ARA (Almeida Revista e Atualizada).
Ø
O
tempo antes e depois de Cristo: Antes de
Cristo é antes da encarnação/nascimento de Cristo e é representado por a.C. Já o tempo Depois de Cristo é
representado por d.C.
Ø
Manuseio
do volume sagrado:
Obtenha completo domínio do manuseio da Bíblia, a fim de encontrar com rapidez
qualquer referencia bíblica.
9. A
Inspiração Divina da Bíblia
O que diferencia a Bíblia dos demais livros do mundo é a sua inspiração
divina. Por isso ela é chamada “A Palavra de Deus”.
A própria Bíblia reivindica a si mesmo como inspiração de Deus, pois a
expressão “Assim diz o Senhor”, qual
carimbo de autenticidade divina, ocorre mais de 2.600 vezes nos seus 66 livros,
além de outras expressões equivalentes. Foi o Espírito de Deus quem falou
através dos escritores da Bíblia.
Há varias teorias falsas quanto à inspiração da Bíblia, as quais não
devemos ignorar, destacando a Teoria da Inspiração Natural Humana que
ensina que a Bíblia foi escrita por homens intelectuais apenas; a Teoria da
Inspiração Divina Comum que ensina que a inspiração dos escritores da
Bíblia é a mesma que hoje sobrevém quando oramos, pregamos, cantamos, ensinamos
e andamos em comunhão com Deus; a Teoria da Inspiração Parcial que prega
que apenas algumas partes da Bíblia foram inspiradas e outras não; a Teoria
do Ditado Verbal que ensina que houve inspiração para as palavras, não
dando lugar para o estilo do escritor e a Teoria da Inspiração das Ideias,
ensinando que Deus inspirou as ideias da Bíblia, mas não as suas palavras.
Mas, então, qual é a teoria correta sobre a inspiração da Bíblia?
A teoria correta sobre a inspiração da Bíblia é chamada de Teoria da
Inspiração Plenária ou Verbal, que ensina que todas as partes da Bíblia
foram igualmente inspiradas, que os escritores não funcionaram como máquinas
inconscientes; que houve cooperação vital e contínua entre eles e o Espírito de
Deus, que os capacitava. Essa teoria afirma que homens santos escreveram a
Bíblia com palavras de seu vocábulo, mas sob uma influência tão poderosa do
Espírito Santo que o que escreveram foi a Palavra de Deus.
Ressalta-se que há uma diferença entre Revelação e Inspiração Divina.
Revelação é a ação de Deus pela qual Ele dá a conhecer ao escritor coisas
desconhecidas e que o homem por si só não podia jamais saber. A Inspiração nem
sempre implica em revelação. Toda a Bíblia foi inspirada por Deus, mas nem toda
ela foi dada por revelação. Lucas e Moises, por exemplo, foram inspirados a
examinar trabalhos prontos e o que presenciaram para escrever seus trabalhos.
Já o texto de Daniel 12.8 e I Pedro 1.10-12, trata-se de uma revelação.
Há também diferença entre “declaração da Bíblia” e “registro de
declaração”, pois a Bíblia não mente, mas registra mentiras que outros
proferiram. Nesse caso, não é a mentira do registro bíblico que foi inspirada,
e sim o registro da mentira. Durante a leitura bíblica é preciso verificar quem,
pra quem, para que tempo e em que sentido está falando.
10. Alguns
Pormenores da Bíblia
Ø
Os
escritores: Foram
homens de todas as atividades da vida humana. Moisés foi legislador, Josué foi
um grande comandante. Davi e Salomão foram reis e poetas, Daniel foi ministro
do estado. Pedro, João e Tiago foram pescadores, Amós era boiadeiro e assim por
diante...
Ø
As
condições: Moisés escreveu o Pentateuco nas
solitárias paragens do deserto, Jeremias nas trevas de uma masmorra. Davi nas
verdes colinas do campo, João no exílio na ilha de Patmos. Paulo escreveu parte
de suas epístolas na prisão.
Ø
Circunstâncias:
Estas também foram as mais diversas. Davi, por exemplo, escreveu no calor das
batalhas; Salomão na calma da paz.
Há alguns
que escreveram em grande tristeza, outros em muita alegria. Todas as
circunstâncias, aos olhos humanos, trariam um grande desastre a Escritura, mas
como UM SÓ era o mentor, as condições e circunstâncias não impediram que o
Livro Sagrado tivesse uma só revelação e um só propósito.
Se alguma
falha for encontrada na Bíblia, será sempre do lado humano, como: tradução mal
feita, grafia inexata, interpretação forçada, má compreensão de quem estuda,
falsa aplicação do sentido do texto, etc.
11. A
Aprovação da Bíblia por Jesus
Inúmeras pessoas sabem quem é Jesus; creem que Ele fez milagres; creem em
Sua ressurreição e ascensão, mas não creem na Bíblia. Tais pessoas precisam
saber a posição de Jesus quanto à Bíblia. Devem saber que Ele:
a)
Leu-a
(Lc 4.16-20);
b) Ensinou-a (Lc 24.27);
c) Chamou-a “a palavra de Deus” (Mc 7.13);
d)
Cumpriu-a
(Lc 24.44).
Quem de fato aceita Jesus, aceita também a Bíblia como a Palavra de Deus,
pois assim como o Espírito Santo testifica no crente que este é filho de Deus,
testifica também que a Bíblia é a mensagem de Deus para este mesmo filho.
12. A
Bíblia é sempre nova e inesgotável
O tempo não afeta a Bíblia. É o livro mais antigo do mundo e, ao mesmo
tempo o mais atual. Ela é tão atual como o jornal de amanhã. Todas as vezes que
lemos textos conhecidos como João 3.16 e Salmo 23, descobrimos coisas que nunca
tínhamos visto antes. Isso prova que ela procede de Deus – O Pai de todos!
Além disso, a Bíblia é imparcial. Se fosse um livro originado pelo homem,
ela não poria a descoberto as faltas e falhas dele. O homem jamais teria
produzido um livro como a Bíblia, que dá toda a glória a Deus enquanto mostra a
fraqueza do homem (Jó 17.1-14; Sl 50.21,22; I Co 1.19-25).
13. Os
Livros Apócrifos
Na Bíblia de edição católico-romana, o total de livros é 73 porque, desde
o Concílio de Trento em 1546, a Igreja Romana inclui no cânon do Antigo
Testamento 7 livros apócrifos, além de 4 acréscimos ou apêndices a livros
canônicos, perfazendo assim um total de 11 escritos apócrifos.
A palavra apócrifo significa,
literalmente, escondido, oculto, em referência a livros de então que tratavam
de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No sentido religioso, o termo significa
Não Genuíno, desde sua aplicação por
Jerônimo. Os livros apócrifos nunca foram reconhecidos pelos judeus como parte
do cânon hebraico. Jamais foram citados por Jesus, nem foram reconhecidos pela
Igreja Primitiva. Esses livros são:
a)
Tobias
b) Judite
c) Sabedoria de Salomão
d) Eclesiástico
e) Baruque
f) 1 Macabeus
g) 2 Macabeus
Os 4 acréscimos ou apêndices aos livros canônicos são:
a)
Ester
(a Ester 10.4-16,24);
b) Cântico dos três santos filhos (a Daniel 3.24-90)
c) História de Suzana (a Daniel 13)
d)
Bel
e o dragão (a Daniel 14)
A Igreja Romana aprovou os apócrifos em 18 de abril de 1546 como meio de
combater a Reforma Protestante, então recente. Houve prós e contras dentro da
própria igreja, como houve também depois.
No inicio, os reformadores protestantes publicaram a Bíblia com os
apócrifos, colocando-os entre o Antigo e o Novo Testamento; não como livros
inspirados, mas bons para leitura e de valor literário e histórico. Porém, em
1629, foram omitidos de vez na Bíblia Evangélica, para evitar confusão entre o
povo simples, que nem sabe discernir entre um livro canônico e um apócrifo.
14. As
línguas Originais da Bíblia
As línguas originais da Bíblia são o HEBRAICO e ARAMAICO para o Antigo
Testamento e o GREGO para o Novo Testamento.
Todo o Antigo Testamento foi escrito em hebraico, o idioma oficial da
nação judaica, exceto algumas passagens de Esdras, Jeremias e Daniel, escritas
em aramaico. Como a maior parte das línguas do ramo semítico, o hebraico, lê-se
da direita para a esquerda. A pronuncia tradicional do hebraico foi fixada
pelos massoretas, no século VI.
O aramaico é um idioma semítico falado já há 2.000 anos antes de Cristo,
em Arã ou Síria, que é a mesma região. A influência dessa língua foi profunda
sobre o hebraico, começando no cativeiro do reino de Israel em 722 a.C., na
Assíria e continuando através do cativeiro Babilônico do reino de Judá em 587
a.C. No tempo de Cristo, o aramaico já era muito popular e foi a língua usada
pelo Senhor, seus discípulos e a Igreja Primitiva em Jerusalém
O Novo Testamento foi originalmente escrito em grego. A única dúvida
paira sobre o Evangelho de Mateus que muitos eruditos afirmam ter sido escrito
em aramaico.
O grego do Novo Testamento não é o clássico dos filósofos, mas o dialeto
popular do homem comum, denominado “koiné”. Nos primórdios do Cristianismo, o
Evangelho pregado ou escrito em grego podia ser compreendido pelo mundo todo.
15. Os
Manuscritos da Bíblia
Manuscritos são rolos ou livros da antiga literatura, escritos à mão.
Quanto ao formato, podem ser códices ou rolos. Códice é um manuscrito em
formato de livro, feito de pergaminho. Já o rolo podia ser tanto de papiro como
de pergaminho e sua caligrafia podia ser Uncial ou Cursivo.
Não há nenhum manuscrito original saído das mãos dos escritores bíblicos,
que seja conhecido. É provável que, se houvesse algum, os homens o adorassem
mais do que ao divino Autor.
16. A
Sequência da História Bíblica
Ø
Época
Pré-Abraâmica: Esta
época abrange dois períodos da história, sendo o Período Antediluviano que
compreende de Adão ao Dilúvio, de 4004-2348 a.C., isto é, 1656 anos; e o
Período do Dilúvio a Abraão, que compreende de 2348 a 1921 a. C., perfazendo
427 anos.
Ø
Período
Patriarcal: Este período estende-se de Abraão a
José. De Canaã ao Egito, entre 1921 a 1635 a. C., ano da morte de José. É com
Abraão que começa a história de Israel como povo eleito.
Ø
Israel
no Egito: Compreende o período entre a morte
de José ao advento do Êxodo, de 1635 a 1491 a. C. Abrange o tempo da escravidão
do povo hebreu no Egito.
Ø
Israel
no Deserto: Este período estende-se do Êxodo ao
último acampamento de Israel em Sitim, nas planícies de Moabe. Tempo: 1491-1451
a. C. Nesse período foi fundada a Lei e o Tabernáculo.
Ø
A
Conquista de Canaã: Tempo: 1451-1444 a. C., isto
é, 7 anos descrito no Livro de Josué. Este foi o primeiro período de Israel em
sua própria terra.
Ø
Os
Juízes (Teocracia): Período que abrange da morte
de Josué ao fim do governo de Samuel, de 1425 a 1095 a. C., mais de 300 anos.
Ø
Monarquia
(Reino Unido): De 1095 a 975 a. C., totalizando
120 anos. Este período abrange os reinados de Saul, Davi e Salomão.
Ø
Reino
Dividido: Este período compreende de 975 a
606 a. C., um período de tempo de mais de 300 anos, abrangendo da divisão do
reino entre Israel e Judá aos cativeiros dos reinos do Norte e do Sul.
Ø
Profetas
do Reino Dividido: O ministério dos profetas,
no seu geral, durou cerca de 400 anos: de 800-400 a. C. Envolve profetas
literários e não-literários.
Ø
O
Cativeiro do Reino de Judá: O Reino de Judá foi levado
em cativeiro para a Babilônia em três principais levas sucessivas de cativos,
da seguinte forma:
o
606
a.C.:
Nabucodonosor subjulgou e prendeu Jeoaquim, rei de Judá e levou cativos os
membros da família real, inclusive Daniel.
o
597
a.C.: Nabucodonosor
voltou e saqueou o templo, levando mais 10.000 judeus entre príncipes, oficiais
e líderes.
o
587
a.C.: As tropas
destruíram a cidade, colocaram fogo em tudo e deixaram apenas os pobres e
deficientes.
Ø
Restauração
pós-cativeiro: O
cativeiro durou 70 anos, de 606-536 a. C., e curou Israel da idolatria de vez
por todas, até os dias de hoje.
Ø
O
Período Interbíblico: Contempla de Malaquias até o
advento de Cristo, que compreende mais de 400 anos. O período inicia com Israel
sob domínio persa. Interbíblico quer dizer “entre a Bíblia”; isto porque diz
respeito a um período em branco, em que não houve revelação divina escrita.
Durante o período interbíblico, encontramos a Palestina sob o domínio de 3
impérios mundiais - Persa, Grego e Romano. Além de um período de 104 anos
independente sob os Macabeus.
Ø
O
Nascimento de Jesus Cristo: Foi durante o Império
Romano, no Reinado de Herodes, o Grande, que nasceu Jesus Cristo, no ano 5 a.C.
Como o rei estava atormentado pelo fantasma da conspiração contra seu governo,
sofreu grande pertubação quando os magos vindos do Oriente lhe perguntaram: “Onde está o recém-nascido Rei dos Judeus?”.
Herodes mandou matar todos os inocentes em Belém, mas Deus conduziu José, Maria
e Jesus ao Egito. No ano seguinte (4 a.C.), Herodes morreu de hidropisia e
câncer nos intestinos.
Ø
Até
os nossos dias: Após a morte de Herodes,
Jesus e seus pais passam a morar em Nazaré. Jesus cresce, cumpre Seu
Ministério, morre e ressuscita, ascende aos céus em glória e hoje está à
direita de Deus, intercedendo por nós como nosso Advogado.
A época do Cristianismo nos dias do Novo Testamento tem três períodos:
1. O período da Vida de Cristo,
apresentado nos Evangelhos;
2. O período da Igreja em Jerusalém,
visto em Atos até o capítulo 12;
3. O período da Igreja Missionária,
em Atos 13 em diante, e nas Epístolas.
17. Cronologia
Bíblica
A cronologia bíblica é quase toda incerta, alias, toda cronologia antiga
o é. As datas eram contadas tomando-se por base os eventos importantes dentro
de cada povo. Quanto a Bíblia, seus escritores não tinham preocupação com
datas; apenas registravam os fatos. As descobertas arqueológicas e o estudo
incansável de dedicados eruditos no assunto vêm melhorando e esclarecendo a
cronologia em geral, inclusive a bíblica.
Antes
de Cristo e Depois de Cristo
18. O
tempo e suas divisões
Ø O Dia Natural: Período em que há luz – 12 horas (Jo 11.9);
o
A
Hora Primeira: 06:00
horas da manha;
o
A
Terceira Hora: 09:00
horas de hoje;
o
A
Sexta Hora: 12:00
horas de hoje;
o
Nona
Hora: 15:00
horas de hoje;
No
tempo do Antigo Testamento, o dia era simplesmente dividido em 3 períodos:
o
Manha: das 06:00 as 10:00 horas;
o
Calor
do Dia: 10:00 as
14:00 horas;
o
Frescor
do Dia: 14:00 as
18:00 horas;
O dia civil era contado de um por do sol a outro (Lv 23.32).
A noite, no AT, estava dividida em 3 vigílias, de 4 horas cada:
o
Primeira: das 18:00 as 22:00 horas;
o
Segunda: das 22:00 as 02:00 horas;
o
Terceira: das 02:00 as 06:00 horas;
Já no NT, a noite
tinha 4 vigílias de 3 horas cada, segundo o sistema dos romanos:
o Primeira: “Tarde”, das 18:00 as 21:00 horas;
o Segunda: “Meia-noite”, das 21:00 as 24:00 horas;
o Terceira: “Cantar do Galo”, das 00:00 as 03:00 horas;
o Quarta: “Manha”, das 03:00 as 06:00 horas
O nosso sistema é sexagesimal, dividido
em 60 minutos.
19.
Geografia
Bíblica
Jerusalém – um nome sempre bendito: Em hebraico, este nome significa habitação
de paz. É mencionado pela primeira vez em Gênesis 14.18, com o nome de
Salem. Jerusalém é citada em Josué 10.1.
Geografia de Jerusalém: Jerusalém constitui-se na mais célebre cidade
do mundo. É venerada por 3 religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e
Islamismo. Sua localização é privilegiada, todavia, com o passar do tempo, seus
aspectos primitivos sofreram profundas e diversificadas alterações. Contudo,
ninguém poderá diminuir a glória de ser a Cidade do Grande Rei.
Mar
Mediterrâneo
Com extensão de 4.500 km, é o maior dos mares interno e aparece nas
Escrituras como o Mar Grande, Mar Ocidental, Mar dos Filisteus, Mar de Jafa.
Biblicamente é tratado simplesmente de MAR.
Afirma Paul Valery: O Mediterrâneo tem sido uma verdadeira maquina
de fabricar civilização.
Mar Morto
Chamado de Mar Salgado pelos escritores
bíblicos em virtude da alta densidade de sal em suas águas. Provavelmente, na
região ocupada pelo Mar Morto, situavam as impenitentes Sodoma e Gomorra.
Do Mar Morto, Israel extrai formidáveis divisas em sal e minérios. Riquezas do mar Morto, em toneladas: 22
trilhões de cloreto de magnésio, 11 trilhões de cloreto de sódio, 7 trilhões de
cloreto de cálcio, 2 trilhões de cloreto de potássio e 1 trilhão de brometo de
magnésio.
Mar da
Galileia
Este não é propriamente um mar. Trata-se de um
lago de água doce alimentado pelo Rio Jordão. No NT recebe os nomes de Mar de
Quinerete, Tiberíades e Lago de Genezaré
Encontra-se a 45 km a leste do Mediterrâneo e
a 100 km ao nordeste de Jerusalém. Tem 24 km de comprimento, 14 de largura e 50
metros de profundidade.
Rio Jordão
Este rio tem 3 fontes: Banias, Dan, Hasbani,
que não nascem em território israelense, mas começam a correr a partir do monte
Hermom, localizado na Síria. Em hebraico, Jordão significa declive ou o que
desce, por causa de seu vertiginoso curso: do cume do Hermom para a mais
profunda depressão do planeta: o Mar Morto.
Possui 252 km de extensão, com muitos
meandros, com clima quente e sufocante, sempre esteve ligado a Historia
Sagrada. Foi em seu leito que Naamã foi curado da lepra e em suas margens, João
batista batizou Jesus.
Rio Querite
Perseguido pela indecente e diabólica Jezabel,
o profeta Elias recebeu a ordem do Senhor de esconder-se junto ao ribeiro de
Querite (I Rs 17.3-5).
O Querite também não é propriamente um rio.
Trata-se de mais um dos wadis existentes na Terra Santa. Para alguns
autores, este riacho não passa de um filete de agua que, na maior parte do ano,
jaz completamente seco. Este rio fica na Transjordania.
Rio Cedrom e Iamurque
O Monte das Oliveira é separado do Moriá pelo
rio Cedrom, cuja designação significa escuro em hebraico. Pelo Cedom
passou o rei Davi quando fugia de seu ambicioso filho (2 Sm 15.23) e, séculos
mais tarde, Jesus passou por esta região (Jo 18.1).
O Rio Iarmuque constitui-se no maior afluente
oriental do Jordão, formado por 3 braços. Não mencionado nas Sagradas
Escrituras, os gregos conheciam este rio como Ieromax e, atualmente, é chamado
de Sheriat-el-Man-jur.
Rio Jaboque
Nasce ao Sul da Montanha de Gileade e corre em
3 direções: leste, norte e noroeste. O Jaboque é perene e seu curso se estende
por, aproximadamente, 130 km.
Em suas imediações, o patriarca Jacó lutou com
o Anjo do Senhor em um combate acirrado. No final, o piedoso hebreu recebeu
inefável benção. Jaboque significa o que derrama.
Rio Quisom
É o maior rio da bacia do Mediterrâneo e o
segundo mais importante de Israel. Em suas imediações, ficava a cidade de
Tminate, onde morava Dalila, a meretriz filisteia que induziu Sansão a
desgraça. Ao contrario do Quisom, suas águas não secam nem mesmo no verão.
Mar Vermelho
Embora não pertença a Terra Santa, encontre-se
estreitamente ligado a historia do povo israelita. O Mar Vermelho separa os
territórios egípcio e saudita. Na parte setentrional, divide-se em 2 braços
pela Península do Sinai: Ocidental (Golfo de Suez) e Oriental (Golfo de Akaba).
Possuindo 2.000 km de comprimento e 300 km de
largura, banha o Sudão, Egito, Eritreia, Arábia Saudita e o Iêmen.
Mar Adriártico
Em Atos 27, encontramos o apostolo Paulo, já
prisioneiro em Roma, sendo transferida a capital do império. Foi uma viagem
turbulenta. No versículo 27, vemos que o mar encontrava-se revolto. Este mar
era o Adriático. Localizado entre a península italiana e balcânica, o mar
Adriático é um dos pequenos mares que formam o Mediterrâneo. Abrange uma área
de +/- 130.000 km², 800 km de extensão e 180 km de largura. É conhecido pelo
baixo nível de salinidade.
Clima da Terra Santa
Localiza-se na faixa subtropical, o que explica a variedade de seu
clima. Contudo, apenas duas estações sobressaem na Terra Santa: a chuvosa e a
seca. Ambas são acompanhadas, respectivamente, de muito frio e calor.
É um país montanhoso. Hebrom é o ponto mais elevado do território
israelita e, nas montanhas, o clima é fresco e bastante ventilado. Isso porque
elas ficam mais elevadas que o Mediterrâneo. No deserto, as temperaturas
oscilam, no verão, entre 43°, 47° e 50°.
20.
Vida
e Costumes dos Povos Bíblicos
Ø Juramento com a mão sob a coxa: Significa submissão,
obediência irrestrita. Por isso Deus tocou a coxa de Jacó (Gn 32.24-32).
Ø Rasgar as vestes: Demonstração de luto,
lamento e tristeza, porem os sacerdotes não podiam fazer isso (Lv 10.6).
Ø Cavalgar sobre jumentas brancas: Costume dos reis, juízes
e fidalgos (Jz 5.10).
Ø Semeadura de sal: Significa desolação perpétua
sobre o local. Castigo perene (Jz 9.45).
Ø Por a aba da capa sobre alguém: Significa proteção.
Ø Um odre na fumaça: Odres são vasilhas feitas
de pele animal para o transporte de liquido. Eram postos na fumaça para ficarem
endurecidos pelo calor (Sl 119.83).
Ø Maria desposada com Jose: No AT, o termo significa noivos.
Entre os hebreus, o noivado era um compromisso serio e somente a morte poderia
dissolvê-lo. O relacionamento sexual, porem, iniciava-se após as núpcias.
Ø Vinagre oferecido a Jesus na cruz: Prática para anestesiar
as vítimas do sofrimento da crucificação. Jesus recusou.
Ø O lugar da mulher na sociedade hebraica: Os israelitas honravam
suas mães, irmãs, esposas e filhas. Cediam-lhes direitos que os outros povos
jamais conferiram as suas mulheres. Se prejudicadas, podiam elas recorrer aos
juízes.
Ø Saudações: Inclinando o corpo um pouco para frente, com a
mão direita sobre o lado esquerdo do peito. Assim era a saudação dos hebreus
dos tempos bíblicos. As expressões mais usadas eram: “Paz!”, “Paz seja
convosco” e “Paz seja sobre esta casa!”.
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