quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

ELEMENTOS TEOLÓGICOS



1.    Introdução
O que se destaca mais na Bíblia é o seu conteúdo doutrinário, contradizendo os falsos ensinamentos e apoiando os verdadeiros. Nesta apostila temos um resumo das doutrinas cardeais da fé cristã, visando oferecer ao leitor uma visão da grandeza e da importância dos elementos essenciais dessa fé, que são as doutrinas bíblicas. Que o Espírito Santo nos acompanhe ao longo das páginas deste estudo, revelando-nos as verdades bíblicas que nos tornam aptos para o desempenho da responsabilidade de sermos “sal da terra e luz do mundo”.

2.    Teologia: A Doutrina de Deus
Assim como a Bíblia não assume como objetivo maior provar a existência de Deus, a sã teologia não propõe dissecar o Ser de Deus, mas a apresentá-lO ao nível da compreensão do homem, porque a existência de Deus é fato indiscutível e nem os céus ou o céu dos céus podem conter Deus (1 Rs 8.27).

2.1.       A Existência de Deus
Ao fazer um estudo comparativo entre as religiões, podemos afirmar que existem aqueles que creem em Deus de corpo, alma e espírito; há os que não creem em Deus como um Ser Supremo e outros não creem nEle como a Bíblia ensina. Existem os ateístas que negam a existência de Deus; os agnósticos que alegam crer unicamente no que se pode ver e tocar; os deístas que acreditam que Deus existe, mas negam Sua revelação à humanidade; os materialistas que dizem que os comportamentos físicos e psíquicos humanos são simplesmente movimentos da matéria; os panteístas que ensinam que no Universo tudo é Deus e Deus é tudo e; os teístas que professam a fé em Deus, crendo que Ele existe, se revelou a nós, governa tudo e não é apenas parte do universo, mas Ele criou e sustenta o universo.

2.2.       Cristo, a expressão humana de Deus
Sendo, pois, a pessoa de Jesus Cristo a maior revelação de Deus ao homem no Novo Testamento, Ele declara ser igual ao Pai quanto à Sua essência, natureza e eternidade. Em diversos lugares da Bíblia, Cristo é identificado como:
·         Deus (Hb 1.8)
·         Filho de Deus (Mt 16.16-17)
·         Primeiro e Último – Alfa e Ômega (Is 41.4; Ap 1.8)
·         Santo (At 3.14; Os 11.9)
·         Senhor (At 9.17)
·         Perdoador de pecados (Mc 2.5,10)
·         Doador da vida imortal e da ressurreição (Fp 3.21)
·         Juiz dos vivos e dos mortos (2Tm 4.1)

2.3.       A revelação de Deus
·         Deus se revela através da natureza: A natureza é o espelho de Deus e não podemos rejeitar essa revelação (Sl 19; Gn 1; Sl 104; Rm 1.18-21).
·         Deus se revela a Israel: A revelação de Deus na história de Israel é constante e patente. Deus atesta o fator divino, bem como Sua provisão para com o povo que Ele escolheu para Si para que, através dele, toda a humanidade fosse abençoada.
·         Deus se revela aos profetas: Deus dá ao homem a liberdade de conhecê-lO, com o objetivo de revelar-Se como bem lhe apraz através da criação. Ele se revela para os que são Seus escolhidos, que O buscam, que O servem e andam em comunhão com Ele (Am 3.7).
·         Deus se revela aos apóstolos: Foram os apóstolos os primeiros a receber o impacto da revelação divina em pessoa através de Cristo. Esta revelação foi a que fez com que os apóstolos se tornassem diferentes, humildes, fervorosos, destemidos e vitoriosos.
·         Deus se revela à igreja: Ao precisar Se ausentar fisicamente, Jesus disse que Sua ausência seria ocupada por um Agente revelador de Deus à Igreja (Jo 14.16-17). Isto foi feito através do Espírito Santo.

2.4.       A natureza de Deus e seus atributos
·         Vida: A expressão “Eu Sou” (Êx 3.14) seria suficiente para atestar a vida de Deus. Deus é a própria vida (Jo 5.26) e tanto o Antigo como o Novo Testamento testificam isso.
·         Espiritualidade: Deus é Espírito e não está sujeito a limitações como o ser humano, nem pode ser entendido pela lógica humana. Pode-se manifestar em forma corpórea, o que chamamos “Teofania”.
·         Personalidade: É o conjunto das características que define a individualidade de uma pessoa. Em relação a Deus, a revelação de Sua personalidade se deu já pelos vários nomes e títulos dados a Ele que revelam Seu caráter. Um dos nomes mais usados é “Jeová”, outros são:
o   Eu Sou (Êx 3.14)
o   Jeová Jiré: o Senhor proverá (Gn 22.13-14)
o   Jeová Nissi: o Senhor é minha bandeira (Êx 17.15)
o   Jeová Rafá: o Senhor que sara (Êx 15.26)
o   Jeová Shalom: o Senhor é a nossa paz (Jz 6.24)
o   Jeová Raa: o Senhor é meu pastor (Sl 23.1)
o   Jeová Tisidiquênu: Senhor, Justiça Nossa (Jr 23.6)
o   Jeová Sabaot: o Senhor dos Exércitos (1Sm 1.3)
o   Jeová Samá: o Senhor está presente (Ez 48.35)
o   Jeová Elion: o Senhor Altíssimo (Sl 97.9)
o   Jeová Mikadiskim: o Senhor que vos santifica (Êx 31.13)

·         Autoexistência: Sabemos que Deus é sempterno e existe por Si mesmo. É independente de tudo fora de Si mesmo (Jo 5.26).
·         Eternidade: Do início ao fim, a Bíblia nos mostra que Deus não tem princípio nem fim de dias: é um Deus eterno (Gn 1.1; Dt 33.27). Sua duração corresponde a idades sem fim (Sl 90.2; Ef 3.21).
·         Imutabilidade: Na qualidade de um Ser infinito, absolutamente independente e eterno, Deus não está sujeito à mudança (Ml 3.6).
·         Onisciência: A Bíblia afirma que Deus é perfeito em todo o conhecimento e sabedoria (Is 40.28). Seu conhecimento é imensurável (Sl 147.5). A palavra onisciência deriva de 2 palavras latinas, omnis  e scientia e significa “conhecimento de tudo”.
·         Onipotência: A palavra onipotência provém de 2 termos latinos “omnis e potentia” que, juntos, significam “todo poder” (Jó 42.2)
·         Onipresença: Este atributo significa que Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele vê todas as nossas atitudes, não importa onde estejamos (Sl 139). Entretanto, Deus não está presente em vários lugares com um mesmo sentido e propósito.
·         Veracidade: A veracidade é um dos múltiplos aspectos da perfeição divina, pois Deus é veraz e perfeito. A mentira não faz parte da Sua natureza.
·         Conselho: O conselho divino é aplicado em relação ao mundo material e espiritual que abrange todos os Seus eternos propósitos, inclusive a criação e redenção, levando em consideração o livre arbítrio do homem (Ef 1.11).
·         Sabedoria: A sabedoria de Deus estabelece uma relação com a Sua inteligência; é a perfeição de Deus por meio da qual Ele aplica o Seu conhecimento para alcançar Seus fins, de maneira que O glorifica. Ressalta-se que sabedoria e conhecimento são diferentes.
·         Vontade: Deus é soberano e dotado de vontade própria. Sua vontade e querer independem de motivação exterior (Sl 135.6).
·         Bondade: À luz das Escrituras, a bondade de Deus é tratada de forma genérica ou específica. Portanto, a Sua bondade se manifesta em diversos níveis, abrangendo os santos anjos, os filhos de Israel, a Igreja...
·         Graça: Graça é uma dádiva gratuita da generosidade para com alguém que não tem o direito de reclamá-la. A graça de Deus é o manancial de bênçãos espirituais concedidas aos pecadores.
·         Misericórdia: Deus, através da misericórdia, se revela compassivo e piedoso para aqueles que estão em situação de miséria espiritual e precisando de socorro.
·         Longanimidade: Indicada pela expressão erek aph, significa ou ‘lento para ira’. É Deus chamando o pecado ao arrependimento.
·         Santidade: Provém do termo kadosh é significa pureza moral, ou seja, Ele não pode pecar nem tolerar o pecado. Ela faz com que o homem reconheça sua inferioridade perante a majestade do Altíssimo.

2.5.       A Trindade Divina
Depois de trazer a existência a todas as coisas através de um simples e poderoso “Haja”, quis Deus formar o homem quando disse: “FAÇAMOS o homem a NOSSA imagem, conforme a NOSSA semelhança...” (Gn 1.26). A respeito do homem após a queda, Deus disse: “... Eis que o homem é como um de NÓS...” (Gn 3.22). No relato bíblico sobre a confusão das línguas em Babel, Deus disse: “Vinde, DESÇAMOS E CONFUDAMOS ali a sua linhagem...” (Gn 11.7). Na visão de Isaías, quando de seu chamado, lemos que Deus perguntou: “... A quem enviarei, e quem há de ir por NÓS?... (Is 6.8).
Os verbos em destaque foram colocados propositalmente para mostrar que em todos os casos, a trindade estava presente: Pai, Filho e Espírito Santo.
Tanto no Antigo, como no Novo Testamento, títulos divinos são atribuídos às três pessoas da Trindade, como Êxodo 20.2, João 20.28 e Atos 5.3-4.

3.    Cristologia: A Doutrina de Cristo
A revelação de Cristo não ocorre por canais humanos e naturais, mas é produto da revelação divina através de vidas transformadas pelo Espírito Santo. Quanto maior a revelação que o leitor tiver da pessoa e da obra de Cristo, mais útil lhe será para o bem da Sua obra na terra.
Sabemos que Cristo, assim como Deus Pai, é sempterno e estava presente mesmo antes da criação do mundo. Esse mesmo Cristo, no Antigo Testamento, é chamado de mistério. Já no Novo Testamento, o mistério foi revelado através da encarnação como homem, nascido de mulher, gerado pelo Espírito Santo.
Ao longo do Antigo Testamento, há profecias que falam a respeito do nascimento de Cristo. As primeiras são veladas, mas ao se aproximar o momento do nascimento do Messias, elas se tornam mais claras.
Sobre a vida de Cristo na terra, o Antigo Testamento já manifestava Suas muitas funções, como: profeta (Dt 18.15), sacerdote (ISm 2.35), rei (Jr 23.5-6), alicerce (Is 28.16), servo (Is 52.13) e operador de milagres (Is 35.5-6). Já quanto à morte e ressurreição de Jesus, encontramos profecias em: Sl 22, Is 53 e Sl 16.
Não obstante, o Antigo Testamento contém muitas profecias a serem cumpridas por ocasião da volta gloriosa de Cristo à terra: Gn 49.10-12, Nm 24.17, Jó 19.25, Sl 72, Jr 23.3-8, entre outros.

3.1.       A Divindade de Cristo
Ao tornar-se homem, Cristo em nada limitou a Sua divindade, mesmo ao deixar o esplendor da Sua glória por um tempo, para assumir a forma humana. A Bíblia comprova a divindade de Cristo em diversas passagens, onde Ele é chamado de Deus (Jo 1.1), Senhor (At 9.17), Filho de Deus (Mt 16.16), Eterno (Ap 22.13), Onipotente (Mt 28.18), Onisciente (Jo 16.30), Onipresente (Mt 28.20).
Vejamos também cinco ofícios ou ministérios divinos desempenhados por Cristo, cada um dos quais evidencia Sua divindade: Criador (Cl 1.16), Sustentador de Todas as Coisas (Cl 1.17; Hb 1.3), Perdoador (Mt 9.2), Ressuscitador (Jo 6.40) e Juiz (Jo 5.22; IITm 4.1).

3.2.       A Humanidade de Cristo
Ao falarmos de humanidade de Cristo, não diminuímos a Sua divindade. Jesus era Deus-Homem; a união destas duas naturezas numa só pessoa é para a mente humana algo inexplicável, porém uma verdade indiscutível.
Os evangelistas proporcionam genealogias bem detalhadas no sentido de identificarem Cristo com a raça humana, especificamente com Abraão e Davi. Mateus traça a linhagem de Jesus através de José, esposo de Maria, mostrando Seu direito legal de ser rei, pela descendência de Salomão. Lucas mostra que Maria também era descendente de Davi.
Interessante notar que Cristo submeteu-se às leis do desenvolvimento humano. Lucas diz que “crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.” (Lc 2.40, 52). Além disso, Jesus apresentou aspectos humanos como: aparência de homem (Hb 2.14-17), chamado de Filho do Homem (1Tm 2.5), sentiu-se cansado (Jo 4; Mt 8.24-25) e sentiu tristeza (Lc 19.41; Jo 11.35).

3.3.       A Morte de Cristo
A principal missão de Cristo ao tornar-Se homem quando veio à terra, não foi a de ensinar ou realizar milagres, mas sim morrer pelos pecados do mundo, tarefa que nenhum profeta poderia cumprir (Mc 10.45).
Muitas vezes, no decorrer do Seu ministério, Jesus declarou a própria morte para os discípulos, como para todos os ouvintes. No Calvário, Ele disse o propósito disto: perdão (Lc 23.34), paraíso (Lc 23.43), Deus não pode suportar pecado (Mt 27.46) e vitória (Jo 19.30; Lc 23.46).
A cruz trouxe expiação, redenção, reconciliação e propiciação.

3.4.       A Ressurreição de Cristo
O apóstolo Paulo vê a ressurreição corporal de Jesus como o fundamento da pregação cristã. Ele declara que, se a ressurreição de Cristo não tivesse ocorrido, o Evangelho inteiro e sua pregação seriam em vão. É bem verdade que, de todas as religiões do mundo, o Cristianismo é a única que tem seu fundador ressurreto!
Havendo examinado vários argumentos contrários à ressurreição, as evidências que comprovam a veracidade desse fato histórico são: o túmulo vazio, os lençóis deixados em ordem, o testemunho dos soldados e dos discípulos.

4.    Pneumatologia: A Doutrina do Espírito Santo
Considerando o que a Bíblia expõe quanto à personalidade do Espírito Santo, certificamo-nos de que Ele não é simplesmente uma influência, pois o título “Consolador” dado a Ele em João 14.16 é traduzida por “Advogado” em relação a Jesus em I João 2.1. A prova de identificação do Espírito Santo com o Pai, com o Filho e com os cristãos encontra-se no pronunciamento do batismo e na bênção apostólica (Mt 28.19; IICo 13.13).
O Espírito Santo possui atributos de uma personalidade que pensa (Rm 8.27), que tem vontade (ICo 12.11) e que sente tristeza (Ef 4.30). Ele exerce atividades pessoais revelando (2Pe 1.21), ensinando (Jo 14.26), testificando de Jesus (Jo 15.26), comandando (At 16.6-7), intercedendo (Rm 8.26), dando testemunho da nossa filiação com Deus (Gl 4.6) e falando (Ap 2.7). Ele também é suscetível ao trato pessoal: pode-se mentir perante Ele (At 5.3) e também blasfemar contra Ele (Mt 12.31-32), pecado este que não tem perdão.
Foi o Espírito Santo quem deu vida à criação (Gn 1.2) e é Ele quem convence o homem do pecado, da justiça e do juízo. Foi o Espírito Santo quem levantou Cristo da morte, mediante a ressurreição.
O Espírito Santo também é representado por símbolos que demonstram sua atuação através dos vários ministérios exercidos em favor do povo de Deus. São eles: fogo (Lc 3.16), vento (At 2.2), água (Jo 7.37-39), óleo (Lv 8.12), selo (Ef 1.13) e pomba (Mt 3.16-17).
Atualmente, a dispensação em que vivemos é tempo oportuno para as atividades especiais do Espírito Santo entre os homens; sobre Ele pesa a responsabilidade de alcançar todo este vasto mundo, dirigindo os homens para Deus.
Nota: São 7 dispensações e estamos vivendo a 6ª. São elas: inocência, consciência, governo humano, patriarcal, lei, GRAÇA e milenar.

Pela dispensação da graça, vemos o Espírito Santo agir de forma surpreendente. Em João Batista, por exemplo, já antes do nascimento ele foi influenciado e cheio. Cristo teve Seu ministério todo guiado pelo Espírito Santo. A Igreja também foi marcada no dia de Pentecostes, descrito em Atos 2.
Na vida do crente, o Espírito Santo é o grande Executivo da vontade divina no plano da redenção, pois Ele traz convicção, regenação e santificação. É este Espírito que trabalha em nosso espírito, alma e corpo.
Há um evento que não deve surpreender o leitor das Escrituras, pois é bênção prometida desde o Antigo Testamento, relacionada com o plano divino da salvação em Cristo, que é o batismo com o Espírito Santo. Essa bênção precisa ser focada por nós, pois ela nos faz estarmos mais preparados para a batalha, pois fortalece nossa fé e desejo em ser útil no Reino de Deus.

4.1.       Os Dons do Espírito Santo
Os dons do Espírito Santo é algo que recebemos e que não podem ser guardados ou menosprezados. Eles são importantes para a Igreja, pois, por meio deles, consumam-se o aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério e a edificação do corpo de Cristo. Eles estão enumerados em três passagens: Romanos 12.6-8, I Corintios 12.4-11 e Efésios 4.11.
São eles:
·         Palavra de Sabedoria (ICo 12.8)
·         Palavra do Conhecimento (ICo 12.8)
·         Discernimento de Espíritos (ICo 12.10)
·         Profecia (ICo 12.10)
·         Variedade de Línguas (ICo 12.10)
·         Interpretação de Línguas (ICo 12.10)
·         Fé (ICo 12.9)
·         Cura (ICo 12.9)
·         Operações de Milagres (ICo 12.10)

5.    Angeologia: a Doutrina dos Anjos
Os anjos foram criados por Deus em um passado remotíssimo, sendo mais elevados do que os homens e criados em uma inumerável quantidade, mas não são eternos como Deus nem podem ser adorados. Podem assumir forma humana, dependendo da missão, são altamente inteligentes, gloriosos, poderosos e, como seres espirituais, não se casam.
Como agentes de Deus, os anjos são ministradores a favor dos santos, guardas do povo do Senhor, executores dos juízos divinos e comunicadores de boas-novas.

5.1.       Origem, Rebeldia e Queda de Lúcifer
Ao tratarmos dos anjos, estamos lidando com um mundo invisível dos espíritos; mundo que se constitui em verdadeiro desafio à mente e à força humana. A Bíblia parece sugerir que a mais exaltada posição do reino dos espíritos era ocupada no principio por Lúcifer, uma criatura perfeita em todos os seus caminhos, desde a sua criação (Ez 28.12-15).
A maior catástrofe da historia da criação universal foi, sem dúvida, a rebelião e complô contra Deus por parte de Lúcifer e a consequente queda de, possivelmente, um terço dos anjos que se juntaram a ele em sua traição.
Lúcifer, “O Filho da Alva”, foi criado, como todos os demais anjos, para glorificar a Deus. Entretanto, ao invés de ser fiel a Deus e honrá-lO para sempre, Lúcifer intentou reinar sobre o céu e a criação, em lugar de Deus. Ele queria para si a supremacia e a autoridade devida exclusivamente ao Altíssimo.
O orgulho tomara conta da mente e do coração de Lúcifer e, após ser deposto da presença do Altíssimo, foi transformado em Satanás, chefe das potestades do ar e o príncipe deste mundo, arqui-inimigo de Deus e dos que amam a Jesus Cristo.
Satanás é o agente da tentação. A vida do ser humano é uma batalha constante, do berço à sepultura. Interiormente, o crente possui a paz de Deus que nele habita, mas exteriormente experimenta conflitos constantes com o mundo e o Diabo. Para triunfar nesta batalha, é necessário estar guardado sob as asas do Senhor e conhecer as diferentes maneiras de agir do adversário da nossa alma, pois ele não pode alcançar vantagem sobre nós (2Co 2.11).

6.    Antropologia: A Doutrina do Homem
A Bíblia fala da criação do homem, mostrando que ela foi precedida por um solene conselho divino (Gn 1.26), sendo feito um tipo divino, a imagem e semelhança de Deus, sendo a obra-prima do Criador e a coroa da criação.
A natureza do homem é definida pela filosofia e demais ciências humanas, mas para conhecê-lo, temos que tomar posse das Escrituras, pois só ela responde plena e satisfatoriamente toda e qualquer indagação quanto ao passado, presente e futuro.
Por ser tricotômico, o homem é composto por espírito, alma e corpo. O espírito é a sede da imagem de Deus no homem; é o âmago e a fonte da vida humana. É ele que distingue o homem das demais coisas criadas, fazendo-o racional. A alma é uma entidade espiritual, incorpórea, que pode existir dentro do corpo ou fora dele, como as mencionadas em Ap 6.9; 20.4-5 e Mt 10.28. O corpo é a entidade que a Bíblia menos fala. Ele é o templo e morada do espírito; ele une o órgão dos sentidos ao espírito.

6.1.       Homem como Imagem e Semelhança de Deus
Havendo Deus criado todas as coisas de acordo com a Sua vontade e pelo poder da Sua Palavra, no sexto dia da criação Ele criou e a seguir formou o homem, imagem e semelhança Sua o criou (Gn 1.26-27).
A expressão “imagem de Deus” relacionada ao homem refere-se à sua indelével constituição com ser racional e moralmente responsável por seus atos. Como imagem de Deus que é, apesar dos defeitos nocivos da queda, o homem ainda se distingue dos irracionais pelo poder de pensar e concentrar-se, pela lei moral nele inerente, pelo valor da dignidade e multiplicidade das atividades que, em conjuntas, visam o bem comum de todos.
O Homem possui a semelhança de Deus num duplo aspecto: semelhança natural, visada intelectualmente, havendo conformidade de estrutura mental e semelhança moral, consistindo nas qualidades morais que fazem parte do caráter do homem. Além disso, há uma semelhança entre Deus e o homem que envolve a existência interminável.
Quanto ao destino do homem, ele está destinado para a vida aqui no mundo, para amar ao próximo, dominar sobre a criação e para louvor e a glória de Deus, o seu Criador.
Desde o inicio, o homem foi livre para poder escolher. Sabemos que esse livre arbítrio também proporcionou a queda, quando o homem escolheu desobedecer ao Senhor. Essa queda gerou várias consequências e, entre as mais conhecidas, destacamos:
a)    Medo e fuga
b)    Maldição sobre a serpente
c)    Incômodos universais da gravidez e parto da mulher
d)    Maldição da terra
e)    O redobrado labor e sofrimento do homem na aquisição do pão diário
f)       A perda da natureza inocente
g)    Expulsão do jardim do Éden
h)    Morte espiritual
i)        Perda da semelhança moral com Deus
j)        Incompatibilidade com a vontade de Deus
k)     Escravidão ao pecado e ao diabo
l)        Existência física diminuída

7.    Harmatiologia: A doutrina do Pecado
Na Bíblia, o mal moral que assola o mundo define-se claramente como pecado, iniquidade, delito, dívida, transgressão, contravenção e injustiça. Biblicamente, o homem é apresentado como pecador por natureza, mas sabemos que Deus não é o autor do pecado, pois Ele é santo (Is 6.3) e odeia o pecado, prova disso que Ele enviou Jesus Cristo como provisão para destruir o pecado e salvar os homens.
O pecado teve origem no mundo angelical, quando um dos seres dotados de relativa perfeição, chamado Lúcifer, se rebelou contra Deus. Jesus fala do Diabo como aquele que é homicida desde o princípio (Jo 8.44).
Quase todas as religiões dão testemunho do conhecimento universal do pecado e da necessidade de reconciliação com um Ser superior. A voz da consciência acusa o homem diante do seu fracasso em alcançar o ideal da vida perfeita.
É bom lembrar que nem todo mal é pecado. Por exemplo, quando passamos mal não é porque estamos em pecado, mas é uma das consequências do pecado cometido no inicio. O pecado é a causa do mal, enquanto que o mal é o efeito do pecado.
O pecado inclui tanto a culpa como a corrupção da pessoa e ele não reside em outro lugar, senão no coração, o âmago da alma, de onde flui a vida.
O estado pecaminoso em que nasce o ser humano é definido teologicamente como “pecado original”, pois se deriva de Adão. Já os maus pensamentos conscientes, palavras e atitudes pecaminosas são chamadas de “pecados praticados”. Na Bíblia, “pecado” no singular é uma referência precisa ao pecado original, à natureza decaída do homem; enquanto que a palavra “pecados” no plural refere-se ao pecado praticado no nosso dia-a-dia.
O pecado pode ser tanto por comissão como por omissão. Isto quer dizer que, aquele que não faz o bem que deveria fazer é tão pecador diante de Deus quanto aquele que derrama sangue do seu próximo.
O crente é sempre advertido contra o pecado que tão de perto nos rodeia (Hb 12.1) e a caminhar para o alvo, que é a semelhança da estatura e perfeição do Senhor que o comprou com o Seu precioso sangue. Todavia, muitas vezes o crente peca, infelizmente. Isto é devido a nossa natureza pecaminosa, ao mundo que está sob o domínio de Satanás e a falta de oração e de cuidado estudo das Escrituras. Quem age assim, está correndo sérios riscos espirituais, podendo se tornar presa fácil do adversário.
As consequências do pecado conhecido e tolerado na vida do crente são muitas, dentre elas destacamos a perda da comunhão com Deus, perda do galardão, possível morte prematura, mau exemplo aos outros e endurecimento do coração. Por isso, o cristão precisa lidar com o pecado como a Bíblia ensina, reconhecendo-o, evitando-o, detestá-lo, resisti-lo com confiança em Deus, confessá-lo e buscar o perdão de Deus e, por fim, abandoná-lo.

8.    Soteriologia: A Doutrina da Salvação
A questão da salvação do homem é tratada em toda a Bíblia e é composta por arrependimento e conversão. Tudo iniciou com a corrupção total e a culpa universal, gerando a precisão da providência salvadora. Deus, através da Sua graça, refreou o pecado, atraiu os homens a Ele e regenerou os crentes.
Há três tipos de graça provinda de Deus, manifestada aos homens: Graça por graça que é o profundo amor do Pai que O constrange a providenciar a salvação e até a convencer o homem a aceitá-la (Jo 1.16); a Graça Comum que não salva automaticamente o homem, mas revela-lhe a bondade de Deus e; a Graça Especial que, na medida em que o homem responde afirmativamente à graça que o atrai a Deus, ele é beneficiado por uma “graça especial” que o ajuda a chegar cada vez mais perto dEle.
Na provisão de Cristo, vemos que a fonte da nossa salvação é a graça de Deus, mas não se deve confundir graça com tolerância, pois Deus é amor, mas também é justiça e santidade. Lembremos que Deus ama o pecador, mas odeia o pecado. Cristo morreu por todos os homens, mas apenas os que nEle creem recebem a provisão da salvação.
Ao examinar a morte de Cristo e Sua ressurreição, devemos considerar quatro aspectos diferentes desta salvação:
1. Substituição: Sendo o homem condenado à morte por causa do pecado, a solução para esta situação crítica era a substituição vicária de Cristo. Ele não se tornou pecador, mas tomou sobre Si a responsabilidade d nossos pecados.
2. Ressurreição: Sem ressurreição, a cruz teria feito de Cristo o maior mártir do mundo. Mas a cruz, com a ressurreição, fez dEle o único Salvador do mundo. A ressurreição de Cristo é a garantia da vitória sobre a morte.
3. Reconciliação: A obra da reconciliação entre Deus e o homem foi completada no momento da morte de Cristo, quando exclamou: “Está consumado”. Quanto aos santos do Antigo Testamento, a resposta está na palavra kafar que significa cobrir, que é traduzida por expiar.
4. Redenção: A base da redenção tem sua origem no conceito de resgate. O conceito central de redenção é, pois, libertar alguém pagando o preço do seu resgate. O Novo Testamento descreve a redenção em termos da compra de um escravo no mercado. O Salmo 49.7-8 diz que nenhum homem pode pagar o resgate da alma do seu semelhante, mas a morte de Cristo foi suficiente para salvar todos os homens (2Co 5.14; Hb 9.12,28; 7.27; 10.10).

8.1.       O Lado Divino da Conversão do Pecador
Relacionado à soteriologia, há esforços da parte de Deus quanto à experiência da conversão do pecador. São elas:
·  Presciência: Presciência é conhecer de antemão os eventos e possibilidades futuras. Ela não afeta as decisões do homem nem seu livre arbítrio. É uma garantia da certeza de que os planos e propósitos de Deus para a Igreja nunca serão frustrados.
·  Eleição: É a escolha de Deus de homens para salvação e privilégios, baseada na escolha que, inicialmente, eles fizeram de viver com Deus. Deus escolheu Jesus para morrer por nós, agora precisamos escolher viver nEle para sermos vencedores.
·  Predestinação: Sua essência jaz no fato de que Deus tem um plano geral e original para o mundo e que Seus propósitos nunca serão abalados. A predestinação nunca predetermina as escolhas do homem, mas preordena as escolhas de Deus no que concerne ao Seu relacionamento com as inclinações, necessidades e escolhas do homem (Rm 8.28-29).
·  Chamamento: Deus jamais força alguém a aceitá-lO, mas convida a todos a receberem a salvação. Isto é o chamamento e é feito através do Espírito Santo para convencer-nos do pecado, justiça e juízo.

Há duas teorias sobre a questão do recebimento da salvação: o determinismo e o livre-arbítrio. O determinismo afirma que Deus predetermina quem será salvo e quem será condenado, sem qualquer escolha da parte do homem quanto a isso. Já o livre-arbítrio afirma que Deus respeita as decisões do homem e, conforme essa decisão trata com ele sobre a salvação.

8.2.       A Participação do Homem na Conversão
Deus tomou a iniciativa da redenção, efetuando a provisão da salvação, pela morte e ressurreição de Seu Filho. O homem precisa participar disso através da conversão, arrependimento e fé.
A palavra conversão significa virar-se para a direção oposta e é composta por arrependimento + fé. O homem precisa dar as costas para o pecado, crer em Deus, abandonar a vida errônea e voltar-se para os braços de Cristo e da vida eterna. É importante ressaltar que o arrependimento sem conversão é remorso e por si só não efetua transformação.

Situação do homem antes
A solução
O resultado
Papel de Deus
Nova situação do homem
Culpado perante a lei
Justificação
Declarado justo
Juiz
Posição
A morte espiritual
Regeneração
Nova vida
Criador
Poder
Inimigo de Deus
Adoção
Tornado Filho
Pai
Privilégio
Escravidão do pecado
Santificação
Liberdade do Espirito
Galardoador
Progressão

9.    Eclesiologia: A Doutrina da Igreja
O ensino das Escrituras sobre a Igreja é apresentado em linguagem clara como todas as demais doutrinas; contudo, a concepção de cristãos sobre o assunto é, às vezes, muito indefinido. Isso se deve ao fato de que, segundo o emprego humano, o termo igreja detém numerosos e variados significados e concepção. O termo IGREJA é usado para fazer distinção entre religiosos e não religiosos e para representação denominacional. Mas a Igreja, do grego ekklesia, é aquela que continuaria a obra de Cristo na terra, que passou a existir concretamente a partir do dia de Pentecostes, conforme Atos 2.
A Igreja é definida como um grupo de pessoas que foram chamados para fora, isto é, estão no mundo, mas não pertencem ao mundo e estão sendo usadas para transformar o mundo. Ela é formada exclusivamente de pessoas nascidas de novo pelo poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus, conforme João 3.5, para que, por meio dela, o Senhor Jesus realize a Sua obra.
A Igreja é o corpo de Cristo e noiva do Cordeiro e seu gozo consiste em saber a vontade do Senhor e cumpri-la. Sua maior glória será viver em Cristo, na Sua semelhança (IJo 3.2).
O fundamento da Igreja é Cristo (Dn 2.34; Ef 2.20) e, quando Ele subiu ao céu, concedeu dons à Sua Igreja e, em sua organização, conta com um pastor para supervisioná-la, conduzindo, alimentando e defendendo as ovelhas (IPe 2.25). É bem verdade que uma pesada responsabilidade recai sobre o ministro evangélico, mas na mesma proporção, será sua recompensa.

9.1.       A Missão da Igreja
A missão da Igreja no mundo seria um mistério, se não soubéssemos que sua principal missão é a de continuar a obra de redenção do homem caído, vindo a ser para o mundo aquilo que Cristo é para a Igreja. A origem da Igreja pode estar no passado, mas a sua missão está claramente no presente: ser uma benção para as nações, assim como Cristo, o Seu divino fundador.
Entre outras missões, a Igreja consiste em:
·         Constituir aqui um lugar de Habitação para Deus (ICo 3.16);
·         Dar testemunho da verdade (ITm 3.15);
·         Tornar conhecida a multiforme sabedoria de Deus (Ef 3.10);
·         Dar eterna glória a Deus (Ef 3.20-21);
·         Edificar seus membros (Ef 4.11-13);
·         Disciplinar seus membros (Mt 18.15-17);
·         Evangelizar o mundo (Mt 28.18-20).

10. Escatologia Bíblica: A Doutrina das Últimas Coisas
Escatologia é uma palavra grega proveniente de 2 termos: escathos (último) e logos (estudo). Significa “Estudo das Últimas Coisas”. O Livro do Apocalipse ou Revelação foi escrito por João, o Evangelista, na Ilha de Patmos e nele trata sobre essa doutrina. Gênesis tratou do Início; Apocalipse trata do Fim!
Antes de quaisquer informações, é de praxe entender que a nossa corrente de interpretação escatológica é denominada Futurista Pré-Tribulacionista e Pré-Milenista.
Observemos que Jesus sempre falou sobre os sinais que antecederiam os eventos apocalípticos, mas não disse em que data voltaria ou tudo isso se cumpriria. Acima de tudo, nossa esperança deve estar firmada na promessa de que Jesus vai voltar e nos arrebatará.
O capítulo 2 de Apocalipse é o ponto de partida para o entendimento dos fatos. Nele vemos as Cartas às 7 Igrejas da Ásia. Escatologicamente, cada carta retrata um estágio diferente da história da Igreja. A 1ª carta, direcionada à Éfeso representa a primeira geração após os apóstolos. A carta à Laodiceia representa a igreja atual.

A volta de Jesus é iminente, pois os sinais evidenciam este grande acontecimento escatológico, como Falsos cristos e profetas; Guerras, Fome, Pestes, Terremotos, Apostasia, Perseguição aos Crentes, Iniquidades e Diminuição do Amor (Mt 24.4-14). Vale ressaltar que a 2ª vinda de Jesus se dará em 2 fases: Na primeira Ele virá como um ladrão de noite (Mt 24.42-44) e na segunda todo o olho O verá (Ap 1.7).
Após os sinais se cumprirem e, no momento em que Deus Pai dar a ordem, Jesus arrebatará Sua Noiva. Todos os que morreram em Cristo ressuscitarão e os Salvos Vivos serão transformados e, juntos, subiremos aos Céus com Cristo (ITs 4.13-17). Ressaltamos que os que morreram em Cristo não estão no céu ainda e sim no Paraíso (antigo Seio de Abraão) e que este evento antecederá a Grande Tribulação ou 70ª semana de Daniel.
Ao sermos arrebatados, participaremos do Tribunal de Cristo para, conforme as nossas obras, sermos galardoados (2Co 5.10). As obras poderão ser “perecíveis” ou “não perecíveis”. As PERECÍVEIS se queimarão no fogo e elas são de madeira, feno e palha. As NÃO PERECÍVEIS são de ouro, prata e pedras preciosas. Ressaltamos que, se a obra de alguém queimar, sofrerá dano, mas o tal será salvo, todavia, como pelo fogo (I Co 3.15). É neste evento que os pastores darão conta dos seus rebanhos, os maridos darão conta das suas esposas e os crentes darão conta de seus talentos.
Após galardoar seus servos fiéis, Jesus conduzirá a Igreja às mansões celestiais, onde será servida a grande Ceia do Senhor. Será um grande banquete, onde seremos servidos pelo próprio Cristo. Todos os salvos no Arrebatamento participarão. Os que forem salvos durante a Grande Tribulação serão salvos, mas não terão a oportunidade de participar das Bodas. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras e todo o que ama e pratica a mentira (Ap. 22.15).
Como ter a certeza que não participaremos da Grande Tribulação? Leiamos Apocalipse 3.10!
Depois que os crentes em Jesus Cristo tiverem sido arrebatados, a Grande Tribulação começará na terra. Esta é a 70ª Semana de Daniel. Neste evento se manifestará o Anticristo, que se colocará no lugar de Jesus. Ele é a besta que João viu subindo do mar (Ap 13.1). Será um grande líder político e operará maravilhas no governo único. Sua marca é o número 666. Ele, junto ao Diabo e o Falso Profeta formarão a trindade satânica.
Ainda dentro deste tema, vemos o juízo de Deus sobre o mundo, conforme Ap 6.1-17 e 8.1-14, onde João vê um livro selado com 7 selos e somente Jesus pode desatá-lo.
      Ao abrir o 1º selo, surge um cavalo branco com um cavaleiro. Este é o Anticristo que virá seduzir as nações
      O 2º selo trás um cavalo vermelho, representando uma terrível guerra mundial, atacando Jerusalém e profanando o templo.
      O 3º selo trás um cavalo preto que simboliza a fome devido a guerra. Quem não tiver o sinal da besta não poderá comprar ou vender.
      O 4º selo trás um cavalo amarelo, símbolo da morte pela fome e guerra.
      O 5º selo é aberto e João vê os mártires que foram mortos na Grande Tribulação por sua fé em Cristo, testemunho e Amor (Ap 6.9-11).
      O 6º selo trás um grande tremor na terra, eclipse total do sol, a lua fica vermelha, “estrelas” caem, o espaço sideral muda, os monte e ilhas ficam arrasados por causa da ira do Cordeiro (Ap 6:12-17).
      O 7º selo será aberto na segunda metade da Grande Tribulação e 7 anjos tocarão 7 trombetas, sendo acontecimentos terríveis que cairão sobre a terra.

Após os 7 selos, 7 trombetas serão tocadas, uma após a outra:
      A 1ª trombeta trará saraiva e fogo misturado com sangue, queimando a terça parte da vegetação.
      A 2ª trombeta lança um grande monte ardendo em fogo no mar, matando as criaturas marítimas e tornando em sangue a 1/3 do mar.
      A 3ª trombeta tocada lançou uma grande estrela nas águas e muitos morreram de sede.
      A 4ª trombeta feriu 1/3 do sol e da lua, afetando o dia e a noite.
      A 5ª trombeta trará gafanhotos da terra para atormentarem os homens por 5 meses. A dor será tamanha que eles buscarão a morte, mas ela fugirá deles.
      A 6ª trombeta soltará 4 anjos e o exercito de cavaleiros demoníacos para matar a terça parte dos homens.
      A 7ª trombeta, quando tocada, trará o segredo de Deus, como anunciara os profetas. Provavelmente, este segredo está relacionado à nação de Israel, mas antes ela deve experimentar o sofrimento.

No intervalo entre as trombetas e taças, temos o livrinho trazido do céu que João comeu, as 2 testemunhas, a mulher e o dragão, a besta que subiu do mar e a besta que subiu da terra. Após, há o derramamento das 7 taças:
      O anjo derrama a 1ª taça e uma chaga maligna caiu sobre os homens;
      A 2ª taça foi derramada no mar e ele se tornou em sangue.
      A 3ª taça foi derramada nos rios e eles também se tornaram em sangue.
      A 4ª taça foi derramada sobre o sol e ele abrasou os homens com fogo.
      A 5ª taça pairou sobre o trono da besta e os homens mordiam a língua de dor. Enquanto isso, os homens blasfemam contra Deus e não se arrependiam de seus maus caminhos.
      Quando a 6ª taça foi derramada, o rio Eufrates se secou. Este rio era a ultima barreira para a destruição total.
      Findando, a 7ª taça foi derramada pelo 7º anjo e saiu grande voz do trono do céu, dizendo: Está Feito! Haverá, então, grande terremoto e cairá pedras do céu, como praga de saraiva, atingindo os homens.

Após as taças, haverá a queda de Babilônia, que representa todos os sistemas de idolatria opostos a Cristo.
Depois do período tenebroso da Grande Tribulação, Jesus voltará e implantará seu Reino Milenar na terra. Ele virá juntamente com a Sua Igreja, cercado de anjos e será visto por todos (Cl 3:4). Terminada as Bodas do Cordeiro, Jesus voltará com os santos e porá fim às catástrofes mundiais, livrar Israel e implantar seu Reino. Tudo acontece na Batalha do Armagedom, onde os exércitos do Anticristo se reunirão para destruir Israel. A batalha durará 1 dia e Israel não poderá vencer. Um terço dos judeus morrerá, mulheres serão violentadas e a situação será crítica (Zc 13:8;14:2). Jesus descerá e socorrerá Israel. A nação vai reconhecê-lo como o Messias.
Com a vitória de Jesus no Armagedom, começa o período do Milênio. Satanás será preso por 1000 anos e Cristo restaurará a terra e vai governá-la durante este período. Jerusalém será a capital espiritual e política do mundo.
Todos os salvos em Cristo serão reis e sacerdotes e reinarão com poder e autoridade. Vão participar deste evento o remanescente dos israelitas que foram salvos e os que escaparam da Grande Tribulação. Os animais voltarão ao seu temperamento original e haverá saúde e prosperidade para todos.
Terminado o Milênio, Satanás será solto e sairá a enganar a muitos, tentando destruir os planos de Deus, mas depois será lançado no lago de fogo e enxofre, junto com a besta e o falso profeta para sempre. Os ímpios ressuscitarão para comparecerem diante do Trono Branco para o Dia do Juízo do Senhor. Todo joelho se dobrará diante do Justo Juiz para prestar contas. Primeiro serão julgados todos os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Em segundo, os que estiverem vivos naquela ocasião. Em terceiro, os ímpios e ateus que morreram no Milênio e, em quarto, os anjos caídos.
Aqui nesta terra, parece que os ímpios ficam impunes, mas Deus reserva um destino terrível para os tais. Após a morte ficam num estado intermediário de dor, chamado Sheol ou Hades (Lc 16.19-26). Após a condenação por Cristo, irão para o lago de fogo, onde haverá pranto e ranger de dentes, tendo a companhia do Diabo, Anticristo e do Falso Profeta. Haverá Novos Céus e Nova Terra e uma Nova Jerusalém. Com a restauração de todas as coisas, não haverá lembrança das coisas passadas. Tristeza e dor, nunca mais! Amém.

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