1. Introdução
O que se
destaca mais na Bíblia é o seu conteúdo doutrinário, contradizendo os falsos
ensinamentos e apoiando os verdadeiros. Nesta apostila temos um resumo das
doutrinas cardeais da fé cristã, visando oferecer ao leitor uma visão da
grandeza e da importância dos elementos essenciais dessa fé, que são as
doutrinas bíblicas. Que o Espírito Santo nos acompanhe ao longo das páginas
deste estudo, revelando-nos as verdades bíblicas que nos tornam aptos para o
desempenho da responsabilidade de sermos “sal da terra e luz do mundo”.
2. Teologia: A Doutrina de Deus
Assim como
a Bíblia não assume como objetivo maior provar a existência de Deus, a sã
teologia não propõe dissecar o Ser de Deus, mas a apresentá-lO ao nível da
compreensão do homem, porque a existência de Deus é fato indiscutível e
nem os céus ou o céu dos céus podem conter Deus (1 Rs 8.27).
2.1. A Existência de Deus
Ao fazer
um estudo comparativo entre as religiões, podemos afirmar que existem aqueles
que creem em Deus de corpo, alma e espírito; há os que não creem em Deus como
um Ser Supremo e outros não creem nEle como a Bíblia ensina. Existem os ateístas
que negam a existência de Deus; os agnósticos que alegam crer unicamente
no que se pode ver e tocar; os deístas que acreditam que Deus existe,
mas negam Sua revelação à humanidade; os materialistas que dizem que os
comportamentos físicos e psíquicos humanos são simplesmente movimentos da
matéria; os panteístas que ensinam que no Universo tudo é Deus e Deus é
tudo e; os teístas que professam a fé em Deus, crendo que Ele existe, se
revelou a nós, governa tudo e não é apenas parte do universo, mas Ele criou e
sustenta o universo.
2.2. Cristo, a expressão humana de
Deus
Sendo,
pois, a pessoa de Jesus Cristo a maior revelação de Deus ao homem no Novo
Testamento, Ele declara ser igual ao Pai quanto à Sua essência, natureza e
eternidade. Em diversos lugares da Bíblia, Cristo é identificado como:
·
Deus (Hb 1.8)
·
Filho de Deus (Mt 16.16-17)
·
Primeiro e Último – Alfa e
Ômega (Is 41.4; Ap 1.8)
·
Santo (At 3.14; Os 11.9)
·
Senhor (At 9.17)
·
Perdoador de pecados (Mc
2.5,10)
·
Doador da vida imortal e da
ressurreição (Fp 3.21)
·
Juiz dos vivos e dos mortos
(2Tm 4.1)
2.3. A revelação de Deus
·
Deus se revela através da
natureza: A natureza é o espelho de Deus e
não podemos rejeitar essa revelação (Sl 19; Gn 1; Sl 104; Rm 1.18-21).
·
Deus se revela a Israel:
A revelação de Deus na história de Israel é constante e patente. Deus atesta o
fator divino, bem como Sua provisão para com o povo que Ele escolheu para Si
para que, através dele, toda a humanidade fosse abençoada.
·
Deus se revela aos profetas:
Deus dá ao homem a liberdade de conhecê-lO, com o objetivo de revelar-Se como
bem lhe apraz através da criação. Ele se revela para os que são Seus
escolhidos, que O buscam, que O servem e andam em comunhão com Ele (Am 3.7).
·
Deus se revela aos apóstolos:
Foram os apóstolos os primeiros a receber o impacto da revelação divina em
pessoa através de Cristo. Esta revelação foi a que fez com que os apóstolos se
tornassem diferentes, humildes, fervorosos, destemidos e vitoriosos.
·
Deus se revela à igreja:
Ao precisar Se ausentar fisicamente, Jesus disse que Sua ausência seria ocupada
por um Agente revelador de Deus à Igreja (Jo 14.16-17). Isto foi feito através
do Espírito Santo.
2.4. A natureza de Deus e seus
atributos
·
Vida:
A expressão “Eu Sou” (Êx 3.14) seria suficiente para atestar a vida de Deus.
Deus é a própria vida (Jo 5.26) e tanto o Antigo como o Novo Testamento
testificam isso.
·
Espiritualidade:
Deus é Espírito e não está sujeito a limitações como o ser humano, nem pode ser
entendido pela lógica humana. Pode-se manifestar em forma corpórea, o que
chamamos “Teofania”.
·
Personalidade:
É o conjunto das características que define a individualidade de uma pessoa. Em
relação a Deus, a revelação de Sua personalidade se deu já pelos vários nomes e
títulos dados a Ele que revelam Seu caráter. Um dos nomes mais usados é
“Jeová”, outros são:
o Eu
Sou (Êx 3.14)
o Jeová
Jiré: o Senhor proverá (Gn 22.13-14)
o Jeová
Nissi: o Senhor é minha bandeira (Êx 17.15)
o Jeová
Rafá: o Senhor que sara (Êx 15.26)
o Jeová
Shalom: o Senhor é a nossa paz (Jz 6.24)
o Jeová
Raa: o Senhor é meu pastor (Sl 23.1)
o Jeová
Tisidiquênu: Senhor, Justiça Nossa (Jr 23.6)
o Jeová
Sabaot: o Senhor dos Exércitos (1Sm 1.3)
o Jeová
Samá: o Senhor está presente (Ez 48.35)
o Jeová
Elion: o Senhor Altíssimo (Sl 97.9)
o Jeová
Mikadiskim: o Senhor que vos santifica (Êx 31.13)
·
Autoexistência:
Sabemos que Deus é sempterno e existe
por Si mesmo. É independente de tudo fora de Si mesmo (Jo 5.26).
·
Eternidade:
Do início ao fim, a Bíblia nos mostra que Deus não tem princípio nem fim de
dias: é um Deus eterno (Gn 1.1; Dt 33.27). Sua duração corresponde a idades sem
fim (Sl 90.2; Ef 3.21).
·
Imutabilidade:
Na qualidade de um Ser infinito, absolutamente independente e eterno, Deus não
está sujeito à mudança (Ml 3.6).
·
Onisciência:
A Bíblia afirma que Deus é perfeito em todo o conhecimento e sabedoria (Is
40.28). Seu conhecimento é imensurável (Sl 147.5). A palavra onisciência deriva de 2 palavras
latinas, omnis e scientia
e significa “conhecimento de tudo”.
·
Onipotência:
A palavra onipotência provém de 2
termos latinos “omnis e potentia”
que, juntos, significam “todo poder” (Jó 42.2)
·
Onipresença:
Este atributo significa que Deus está em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele
vê todas as nossas atitudes, não importa onde estejamos (Sl 139). Entretanto,
Deus não está presente em vários lugares com um mesmo sentido e propósito.
·
Veracidade:
A veracidade é um dos múltiplos aspectos da perfeição divina, pois Deus é veraz
e perfeito. A mentira não faz parte da Sua natureza.
·
Conselho:
O conselho divino é aplicado em relação ao mundo material e espiritual que
abrange todos os Seus eternos propósitos, inclusive a criação e redenção,
levando em consideração o livre arbítrio do homem (Ef 1.11).
·
Sabedoria:
A sabedoria de Deus estabelece uma relação com a Sua inteligência; é a
perfeição de Deus por meio da qual Ele aplica o Seu conhecimento para alcançar
Seus fins, de maneira que O glorifica. Ressalta-se que sabedoria e conhecimento
são diferentes.
·
Vontade:
Deus é soberano e dotado de vontade própria. Sua vontade e querer independem de
motivação exterior (Sl 135.6).
·
Bondade:
À luz das Escrituras, a bondade de Deus é tratada de forma genérica ou específica.
Portanto, a Sua bondade se manifesta em diversos níveis, abrangendo os santos
anjos, os filhos de Israel, a Igreja...
·
Graça:
Graça é uma dádiva gratuita da generosidade para com alguém que não tem o
direito de reclamá-la. A graça de Deus é o manancial de bênçãos espirituais
concedidas aos pecadores.
·
Misericórdia:
Deus, através da misericórdia, se revela compassivo e piedoso para aqueles que
estão em situação de miséria espiritual e precisando de socorro.
·
Longanimidade:
Indicada pela expressão erek aph,
significa ou ‘lento para ira’. É Deus chamando o pecado ao arrependimento.
·
Santidade:
Provém do termo kadosh é significa
pureza moral, ou seja, Ele não pode pecar nem tolerar o pecado. Ela faz com que
o homem reconheça sua inferioridade perante a majestade do Altíssimo.
2.5. A Trindade Divina
Depois de
trazer a existência a todas as coisas através de um simples e poderoso “Haja”,
quis Deus formar o homem quando disse: “FAÇAMOS o homem a NOSSA imagem,
conforme a NOSSA semelhança...” (Gn 1.26). A respeito do homem após a queda,
Deus disse: “... Eis que o homem é como um de NÓS...” (Gn 3.22). No relato
bíblico sobre a confusão das línguas em Babel, Deus disse: “Vinde, DESÇAMOS E
CONFUDAMOS ali a sua linhagem...” (Gn 11.7). Na visão de Isaías, quando de seu
chamado, lemos que Deus perguntou: “... A quem enviarei, e quem há de ir por
NÓS?... (Is 6.8).
Os verbos
em destaque foram colocados propositalmente para mostrar que em todos os casos,
a trindade estava presente: Pai, Filho e Espírito Santo.
Tanto no
Antigo, como no Novo Testamento, títulos divinos são atribuídos às três pessoas
da Trindade, como Êxodo 20.2, João 20.28 e Atos 5.3-4.
3. Cristologia: A Doutrina de
Cristo
A
revelação de Cristo não ocorre por canais humanos e naturais, mas é produto da
revelação divina através de vidas transformadas pelo Espírito Santo. Quanto
maior a revelação que o leitor tiver da pessoa e da obra de Cristo, mais útil
lhe será para o bem da Sua obra na terra.
Sabemos
que Cristo, assim como Deus Pai, é sempterno
e estava presente mesmo antes da criação do mundo. Esse mesmo Cristo, no Antigo
Testamento, é chamado de mistério. Já no Novo Testamento, o mistério foi
revelado através da encarnação como homem, nascido de mulher, gerado pelo
Espírito Santo.
Ao longo
do Antigo Testamento, há profecias que falam a respeito do nascimento de
Cristo. As primeiras são veladas, mas ao se aproximar o momento do nascimento
do Messias, elas se tornam mais claras.
Sobre a
vida de Cristo na terra, o Antigo Testamento já manifestava Suas muitas
funções, como: profeta (Dt 18.15), sacerdote (ISm 2.35), rei (Jr 23.5-6), alicerce (Is 28.16), servo
(Is 52.13) e operador de milagres
(Is 35.5-6). Já quanto à morte e ressurreição de Jesus, encontramos profecias
em: Sl 22, Is 53 e Sl 16.
Não
obstante, o Antigo Testamento contém muitas profecias a serem cumpridas por
ocasião da volta gloriosa de Cristo à terra: Gn 49.10-12, Nm 24.17, Jó 19.25,
Sl 72, Jr 23.3-8, entre outros.
3.1. A Divindade de Cristo
Ao
tornar-se homem, Cristo em nada limitou a Sua divindade, mesmo ao deixar o
esplendor da Sua glória por um tempo, para assumir a forma humana. A Bíblia
comprova a divindade de Cristo em diversas passagens, onde Ele é chamado de Deus (Jo 1.1), Senhor (At 9.17), Filho de
Deus (Mt 16.16), Eterno (Ap
22.13), Onipotente (Mt 28.18), Onisciente (Jo 16.30), Onipresente (Mt 28.20).
Vejamos
também cinco ofícios ou ministérios divinos desempenhados por Cristo, cada um
dos quais evidencia Sua divindade: Criador
(Cl 1.16), Sustentador de Todas as
Coisas (Cl 1.17; Hb 1.3), Perdoador (Mt
9.2), Ressuscitador (Jo 6.40) e Juiz (Jo 5.22; IITm 4.1).
3.2. A Humanidade de Cristo
Ao
falarmos de humanidade de Cristo, não diminuímos a Sua divindade. Jesus era
Deus-Homem; a união destas duas naturezas numa só pessoa é para a mente humana
algo inexplicável, porém uma verdade indiscutível.
Os
evangelistas proporcionam genealogias bem detalhadas no sentido de
identificarem Cristo com a raça humana, especificamente com Abraão e Davi. Mateus
traça a linhagem de Jesus através de José, esposo de Maria, mostrando Seu
direito legal de ser rei, pela descendência de Salomão. Lucas mostra que Maria
também era descendente de Davi.
Interessante
notar que Cristo submeteu-se às leis do desenvolvimento humano. Lucas diz que “crescia o menino e se fortalecia,
enchendo-se de sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens.”
(Lc 2.40, 52). Além disso, Jesus apresentou aspectos humanos como: aparência de homem (Hb 2.14-17), chamado de Filho do Homem (1Tm 2.5), sentiu-se cansado (Jo 4; Mt 8.24-25) e sentiu tristeza (Lc 19.41; Jo 11.35).
3.3. A Morte de Cristo
A
principal missão de Cristo ao tornar-Se homem quando veio à terra, não foi a de
ensinar ou realizar milagres, mas sim morrer pelos pecados do mundo, tarefa que
nenhum profeta poderia cumprir (Mc 10.45).
Muitas
vezes, no decorrer do Seu ministério, Jesus declarou a própria morte para os
discípulos, como para todos os ouvintes. No Calvário, Ele disse o propósito
disto: perdão (Lc 23.34), paraíso (Lc 23.43), Deus não pode suportar pecado (Mt
27.46) e vitória (Jo 19.30; Lc
23.46).
A cruz
trouxe expiação, redenção, reconciliação e propiciação.
3.4. A Ressurreição de Cristo
O apóstolo
Paulo vê a ressurreição corporal de Jesus como o fundamento da pregação cristã.
Ele declara que, se a ressurreição de Cristo não tivesse ocorrido, o Evangelho
inteiro e sua pregação seriam em vão. É bem verdade que, de todas as religiões
do mundo, o Cristianismo é a única que tem seu fundador ressurreto!
Havendo
examinado vários argumentos contrários à ressurreição, as evidências que
comprovam a veracidade desse fato histórico são: o túmulo vazio, os lençóis deixados em ordem, o testemunho dos soldados
e dos discípulos.
4. Pneumatologia: A Doutrina do
Espírito Santo
Considerando
o que a Bíblia expõe quanto à personalidade do Espírito Santo, certificamo-nos
de que Ele não é simplesmente uma influência, pois o título “Consolador” dado a
Ele em João 14.16 é traduzida por “Advogado” em relação a Jesus em I João 2.1.
A prova de identificação do Espírito Santo com o Pai, com o Filho e com os
cristãos encontra-se no pronunciamento do batismo e na bênção apostólica (Mt
28.19; IICo 13.13).
O Espírito
Santo possui atributos de uma personalidade que pensa (Rm 8.27), que tem
vontade (ICo 12.11) e que sente tristeza (Ef 4.30). Ele exerce atividades
pessoais revelando (2Pe 1.21), ensinando (Jo 14.26), testificando de Jesus (Jo
15.26), comandando (At 16.6-7), intercedendo (Rm 8.26), dando testemunho da
nossa filiação com Deus (Gl 4.6) e falando (Ap 2.7). Ele também é suscetível ao
trato pessoal: pode-se mentir perante Ele (At 5.3) e também blasfemar contra
Ele (Mt 12.31-32), pecado este que não tem perdão.
Foi o
Espírito Santo quem deu vida à criação (Gn 1.2) e é Ele quem convence o homem
do pecado, da justiça e do juízo. Foi o Espírito Santo quem levantou Cristo da
morte, mediante a ressurreição.
O Espírito
Santo também é representado por símbolos que demonstram sua atuação através dos
vários ministérios exercidos em favor do povo de Deus. São eles: fogo (Lc 3.16), vento (At 2.2), água (Jo
7.37-39), óleo (Lv 8.12), selo (Ef 1.13) e pomba (Mt 3.16-17).
Atualmente,
a dispensação em que vivemos é tempo oportuno para as atividades especiais do
Espírito Santo entre os homens; sobre Ele pesa a responsabilidade de alcançar
todo este vasto mundo, dirigindo os homens para Deus.
Nota:
São 7 dispensações e estamos vivendo a 6ª. São elas: inocência, consciência, governo humano, patriarcal, lei, GRAÇA e
milenar.
Pela
dispensação da graça, vemos o Espírito Santo agir de forma surpreendente. Em
João Batista, por exemplo, já antes do nascimento ele foi influenciado e cheio.
Cristo teve Seu ministério todo guiado pelo Espírito Santo. A Igreja também foi
marcada no dia de Pentecostes, descrito em Atos 2.
Na vida do
crente, o Espírito Santo é o grande Executivo da vontade divina no plano da
redenção, pois Ele traz convicção, regenação e santificação. É este Espírito que trabalha em nosso espírito, alma
e corpo.
Há um
evento que não deve surpreender o leitor das Escrituras, pois é bênção
prometida desde o Antigo Testamento, relacionada com o plano divino da salvação
em Cristo, que é o batismo com o
Espírito Santo. Essa bênção precisa ser focada por nós, pois ela nos faz
estarmos mais preparados para a batalha, pois fortalece nossa fé e desejo em
ser útil no Reino de Deus.
4.1. Os Dons do Espírito Santo
Os dons do
Espírito Santo é algo que recebemos e que não podem ser guardados ou
menosprezados. Eles são importantes para a Igreja, pois, por meio deles,
consumam-se o aperfeiçoamento dos santos, a obra do ministério e a edificação
do corpo de Cristo. Eles estão enumerados em três passagens: Romanos 12.6-8, I
Corintios 12.4-11 e Efésios 4.11.
São eles:
·
Palavra de Sabedoria (ICo
12.8)
·
Palavra do Conhecimento (ICo
12.8)
·
Discernimento de Espíritos
(ICo 12.10)
·
Profecia (ICo 12.10)
·
Variedade de Línguas (ICo
12.10)
·
Interpretação de Línguas (ICo
12.10)
·
Fé (ICo 12.9)
·
Cura (ICo 12.9)
·
Operações de Milagres (ICo
12.10)
5. Angeologia: a Doutrina dos
Anjos
Os anjos
foram criados por Deus em um passado remotíssimo, sendo mais elevados do que os
homens e criados em uma inumerável quantidade, mas não são eternos como Deus
nem podem ser adorados. Podem assumir forma humana, dependendo da missão, são
altamente inteligentes, gloriosos, poderosos e, como seres espirituais, não se
casam.
Como
agentes de Deus, os anjos são ministradores a favor dos santos, guardas do povo
do Senhor, executores dos juízos divinos e comunicadores de boas-novas.
5.1. Origem, Rebeldia e Queda de
Lúcifer
Ao
tratarmos dos anjos, estamos lidando com um mundo invisível dos espíritos;
mundo que se constitui em verdadeiro desafio à mente e à força humana. A Bíblia
parece sugerir que a mais exaltada posição do reino dos espíritos era ocupada
no principio por Lúcifer, uma criatura perfeita em todos os seus caminhos,
desde a sua criação (Ez 28.12-15).
A maior
catástrofe da historia da criação universal foi, sem dúvida, a rebelião e
complô contra Deus por parte de Lúcifer e a consequente queda de,
possivelmente, um terço dos anjos que se juntaram a ele em sua traição.
Lúcifer,
“O Filho da Alva”, foi criado, como todos os demais anjos, para glorificar a
Deus. Entretanto, ao invés de ser fiel a Deus e honrá-lO para sempre, Lúcifer
intentou reinar sobre o céu e a criação, em lugar de Deus. Ele queria para si a
supremacia e a autoridade devida exclusivamente ao Altíssimo.
O orgulho
tomara conta da mente e do coração de Lúcifer e, após ser deposto da presença
do Altíssimo, foi transformado em Satanás, chefe das potestades do ar e o
príncipe deste mundo, arqui-inimigo de Deus e dos que amam a Jesus Cristo.
Satanás é
o agente da tentação. A vida do ser humano é uma batalha constante, do berço à
sepultura. Interiormente, o crente possui a paz de Deus que nele habita, mas
exteriormente experimenta conflitos constantes com o mundo e o Diabo. Para
triunfar nesta batalha, é necessário estar guardado sob as asas do Senhor e
conhecer as diferentes maneiras de agir do adversário da nossa alma, pois ele
não pode alcançar vantagem sobre nós (2Co 2.11).
6. Antropologia: A Doutrina do
Homem
A Bíblia
fala da criação do homem, mostrando que ela foi precedida por um solene
conselho divino (Gn 1.26), sendo feito um tipo divino, a imagem e semelhança de
Deus, sendo a obra-prima do Criador e a coroa da criação.
A natureza
do homem é definida pela filosofia e demais ciências humanas, mas para conhecê-lo,
temos que tomar posse das Escrituras, pois só ela responde plena e
satisfatoriamente toda e qualquer indagação quanto ao passado, presente e
futuro.
Por ser
tricotômico, o homem é composto por espírito,
alma e corpo. O espírito é a
sede da imagem de Deus no homem; é o âmago e a fonte da vida humana. É ele que
distingue o homem das demais coisas criadas, fazendo-o racional. A alma é uma
entidade espiritual, incorpórea, que pode existir dentro do corpo ou fora dele,
como as mencionadas em Ap 6.9; 20.4-5 e Mt 10.28. O corpo é a entidade que a
Bíblia menos fala. Ele é o templo e morada do espírito; ele une o órgão dos
sentidos ao espírito.
6.1. Homem como Imagem e
Semelhança de Deus
Havendo
Deus criado todas as coisas de acordo com a Sua vontade e pelo poder da Sua
Palavra, no sexto dia da criação Ele criou e a seguir formou o homem, imagem e
semelhança Sua o criou (Gn 1.26-27).
A
expressão “imagem de Deus” relacionada ao homem refere-se à sua indelével
constituição com ser racional e moralmente responsável por seus atos. Como
imagem de Deus que é, apesar dos defeitos nocivos da queda, o homem ainda se
distingue dos irracionais pelo poder de pensar e concentrar-se, pela lei moral
nele inerente, pelo valor da dignidade e multiplicidade das atividades que, em
conjuntas, visam o bem comum de todos.
O Homem
possui a semelhança de Deus num duplo aspecto: semelhança natural,
visada intelectualmente, havendo conformidade de estrutura mental e semelhança
moral, consistindo nas qualidades morais que fazem parte do caráter do
homem. Além disso, há uma semelhança entre Deus e o homem que envolve a
existência interminável.
Quanto ao
destino do homem, ele está destinado para a vida aqui no mundo, para amar ao
próximo, dominar sobre a criação e para louvor e a glória de Deus, o seu
Criador.
Desde o
inicio, o homem foi livre para poder escolher. Sabemos que esse livre arbítrio
também proporcionou a queda, quando o homem escolheu desobedecer ao Senhor.
Essa queda gerou várias consequências e, entre as mais conhecidas, destacamos:
a) Medo
e fuga
b)
Maldição sobre a serpente
c)
Incômodos universais da
gravidez e parto da mulher
d)
Maldição da terra
e)
O redobrado labor e
sofrimento do homem na aquisição do pão diário
f)
A perda da natureza inocente
g)
Expulsão do jardim do Éden
h)
Morte espiritual
i)
Perda da semelhança moral com
Deus
j)
Incompatibilidade com a
vontade de Deus
k)
Escravidão ao pecado e ao
diabo
l)
Existência física diminuída
7. Harmatiologia: A doutrina do
Pecado
Na Bíblia,
o mal moral que assola o mundo define-se claramente como pecado, iniquidade,
delito, dívida, transgressão, contravenção e injustiça. Biblicamente, o homem é
apresentado como pecador por natureza, mas sabemos que Deus não é o autor do
pecado, pois Ele é santo (Is 6.3) e odeia o pecado, prova disso que Ele enviou
Jesus Cristo como provisão para destruir o pecado e salvar os homens.
O pecado
teve origem no mundo angelical, quando um dos seres dotados de relativa
perfeição, chamado Lúcifer, se rebelou contra Deus. Jesus fala do Diabo como
aquele que é homicida desde o princípio (Jo 8.44).
Quase
todas as religiões dão testemunho do conhecimento universal do pecado e da
necessidade de reconciliação com um Ser superior. A voz da consciência acusa o
homem diante do seu fracasso em alcançar o ideal da vida perfeita.
É bom
lembrar que nem todo mal é pecado. Por exemplo, quando passamos mal não é
porque estamos em pecado, mas é uma das consequências do pecado cometido no
inicio. O pecado é a causa do mal, enquanto que o mal é o efeito do pecado.
O pecado
inclui tanto a culpa como a corrupção da pessoa e ele não reside em outro
lugar, senão no coração, o âmago da alma, de onde flui a vida.
O estado
pecaminoso em que nasce o ser humano é definido teologicamente como “pecado
original”, pois se deriva de Adão. Já os maus pensamentos conscientes, palavras
e atitudes pecaminosas são chamadas de “pecados praticados”. Na Bíblia,
“pecado” no singular é uma referência precisa ao pecado original, à natureza
decaída do homem; enquanto que a palavra “pecados” no plural refere-se ao
pecado praticado no nosso dia-a-dia.
O pecado
pode ser tanto por comissão como por omissão. Isto quer dizer que, aquele que não
faz o bem que deveria fazer é tão pecador diante de Deus quanto aquele que
derrama sangue do seu próximo.
O crente é
sempre advertido contra o pecado que tão
de perto nos rodeia (Hb 12.1) e a caminhar para o alvo, que é a semelhança
da estatura e perfeição do Senhor que o comprou com o Seu precioso sangue.
Todavia, muitas vezes o crente peca, infelizmente. Isto é devido a nossa
natureza pecaminosa, ao mundo que está sob o domínio de Satanás e a falta de
oração e de cuidado estudo das Escrituras. Quem age assim, está correndo sérios
riscos espirituais, podendo se tornar presa fácil do adversário.
As
consequências do pecado conhecido e tolerado na vida do crente são muitas,
dentre elas destacamos a perda da comunhão com Deus, perda do galardão,
possível morte prematura, mau exemplo aos outros e endurecimento do coração.
Por isso, o cristão precisa lidar com o pecado como a Bíblia ensina,
reconhecendo-o, evitando-o, detestá-lo, resisti-lo com confiança em Deus,
confessá-lo e buscar o perdão de Deus e, por fim, abandoná-lo.
8. Soteriologia: A Doutrina da
Salvação
A questão
da salvação do homem é tratada em toda a Bíblia e é composta por arrependimento
e conversão. Tudo iniciou com a corrupção total e a culpa universal, gerando a precisão
da providência salvadora. Deus, através da Sua graça, refreou o pecado, atraiu os homens a Ele e regenerou os
crentes.
Há três
tipos de graça provinda de Deus, manifestada aos homens: Graça por graça
que é o profundo amor do Pai que O constrange a providenciar a salvação e até a
convencer o homem a aceitá-la (Jo 1.16); a Graça Comum que não salva
automaticamente o homem, mas revela-lhe a bondade de Deus e; a Graça
Especial que, na medida em que o homem responde afirmativamente à graça que
o atrai a Deus, ele é beneficiado por uma “graça especial” que o ajuda a chegar
cada vez mais perto dEle.
Na
provisão de Cristo, vemos que a fonte da nossa salvação é a graça de Deus, mas
não se deve confundir graça com tolerância, pois Deus é amor, mas
também é justiça e santidade. Lembremos que Deus ama o pecador, mas odeia o
pecado. Cristo morreu por todos os homens, mas apenas os que nEle creem recebem
a provisão da salvação.
Ao
examinar a morte de Cristo e Sua ressurreição, devemos considerar quatro
aspectos diferentes desta salvação:
1.
Substituição: Sendo o homem condenado à
morte por causa do pecado, a solução para esta situação crítica era a
substituição vicária de Cristo. Ele não se tornou pecador, mas tomou sobre Si a
responsabilidade d nossos pecados.
2.
Ressurreição: Sem ressurreição, a cruz
teria feito de Cristo o maior mártir do mundo. Mas a cruz, com a ressurreição,
fez dEle o único Salvador do mundo. A ressurreição de Cristo é a garantia da
vitória sobre a morte.
3.
Reconciliação: A obra da reconciliação entre
Deus e o homem foi completada no momento da morte de Cristo, quando exclamou: “Está consumado”. Quanto aos santos do
Antigo Testamento, a resposta está na palavra kafar que significa cobrir,
que é traduzida por expiar.
4.
Redenção: A base da redenção tem sua origem
no conceito de resgate. O conceito central de redenção é, pois, libertar alguém
pagando o preço do seu resgate. O Novo Testamento descreve a redenção em termos
da compra de um escravo no mercado. O Salmo 49.7-8 diz que nenhum homem pode
pagar o resgate da alma do seu semelhante, mas a morte de Cristo foi suficiente
para salvar todos os homens (2Co 5.14; Hb 9.12,28; 7.27; 10.10).
8.1. O Lado Divino da Conversão do
Pecador
Relacionado
à soteriologia, há esforços da parte de Deus quanto à experiência da conversão
do pecador. São elas:
· Presciência:
Presciência é conhecer de antemão os eventos e possibilidades futuras. Ela não
afeta as decisões do homem nem seu livre arbítrio. É uma garantia da certeza de
que os planos e propósitos de Deus para a Igreja nunca serão frustrados.
· Eleição:
É a escolha de Deus de homens para salvação e privilégios, baseada na escolha
que, inicialmente, eles fizeram de viver com Deus. Deus escolheu Jesus para
morrer por nós, agora precisamos escolher viver nEle para sermos vencedores.
· Predestinação:
Sua essência jaz no fato de que Deus tem um plano geral e original para o mundo
e que Seus propósitos nunca serão abalados. A predestinação nunca predetermina
as escolhas do homem, mas preordena as escolhas de Deus no que concerne ao Seu
relacionamento com as inclinações, necessidades e escolhas do homem (Rm
8.28-29).
· Chamamento:
Deus jamais força alguém a aceitá-lO, mas convida a todos a receberem a
salvação. Isto é o chamamento e é feito através do Espírito Santo para
convencer-nos do pecado, justiça e juízo.
Há duas
teorias sobre a questão do recebimento da salvação: o determinismo e o livre-arbítrio. O determinismo afirma que Deus
predetermina quem será salvo e quem será condenado, sem qualquer escolha da
parte do homem quanto a isso. Já o livre-arbítrio afirma que Deus respeita as
decisões do homem e, conforme essa decisão trata com ele sobre a salvação.
8.2. A Participação do Homem na
Conversão
Deus tomou
a iniciativa da redenção, efetuando a provisão da salvação, pela morte e
ressurreição de Seu Filho. O homem precisa participar disso através da
conversão, arrependimento e fé.
A palavra
conversão significa virar-se para a
direção oposta e é composta por arrependimento + fé. O homem precisa dar as
costas para o pecado, crer em Deus, abandonar a vida errônea e voltar-se para
os braços de Cristo e da vida eterna. É importante ressaltar que o
arrependimento sem conversão é remorso e por si só não efetua transformação.
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Situação do homem antes
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A solução
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O resultado
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Papel de Deus
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Nova situação do homem
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Culpado
perante a lei
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Justificação
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Declarado
justo
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Juiz
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Posição
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A morte
espiritual
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Regeneração
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Nova vida
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Criador
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Poder
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Inimigo de
Deus
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Adoção
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Tornado
Filho
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Pai
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Privilégio
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Escravidão
do pecado
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Santificação
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Liberdade do Espirito
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Galardoador
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Progressão
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9. Eclesiologia: A Doutrina da
Igreja
O ensino
das Escrituras sobre a Igreja é apresentado em linguagem clara como todas as
demais doutrinas; contudo, a concepção de cristãos sobre o assunto é, às vezes,
muito indefinido. Isso se deve ao fato de que, segundo o emprego humano, o
termo igreja detém numerosos e variados significados e concepção. O termo
IGREJA é usado para fazer distinção entre religiosos e não religiosos e para
representação denominacional. Mas a Igreja, do grego ekklesia, é aquela que continuaria a obra de Cristo na terra, que
passou a existir concretamente a partir do dia de Pentecostes, conforme Atos 2.
A Igreja é
definida como um grupo de pessoas que foram chamados para fora, isto é, estão
no mundo, mas não pertencem ao mundo e estão sendo usadas para transformar o
mundo. Ela é formada exclusivamente de pessoas nascidas de novo pelo poder do
Espírito Santo e da Palavra de Deus, conforme João 3.5, para que, por meio
dela, o Senhor Jesus realize a Sua obra.
A Igreja é
o corpo de Cristo e noiva do Cordeiro e seu gozo consiste em saber a vontade do
Senhor e cumpri-la. Sua maior glória será viver em Cristo, na Sua semelhança
(IJo 3.2).
O
fundamento da Igreja é Cristo (Dn 2.34; Ef 2.20) e, quando Ele subiu ao céu,
concedeu dons à Sua Igreja e, em sua organização, conta com um pastor para
supervisioná-la, conduzindo, alimentando e defendendo as ovelhas (IPe 2.25). É
bem verdade que uma pesada responsabilidade recai sobre o ministro evangélico,
mas na mesma proporção, será sua recompensa.
9.1. A Missão da Igreja
A missão
da Igreja no mundo seria um mistério, se não soubéssemos que sua principal
missão é a de continuar a obra de redenção do homem caído, vindo a ser para o
mundo aquilo que Cristo é para a Igreja. A origem da Igreja pode estar no
passado, mas a sua missão está claramente no presente: ser uma benção para as
nações, assim como Cristo, o Seu divino fundador.
Entre
outras missões, a Igreja consiste em:
·
Constituir aqui um lugar de
Habitação para Deus (ICo 3.16);
·
Dar testemunho da verdade
(ITm 3.15);
·
Tornar conhecida a multiforme
sabedoria de Deus (Ef 3.10);
·
Dar eterna glória a Deus (Ef
3.20-21);
·
Edificar seus membros (Ef
4.11-13);
·
Disciplinar seus membros (Mt
18.15-17);
·
Evangelizar o mundo (Mt
28.18-20).
10. Escatologia Bíblica: A
Doutrina das Últimas Coisas
Escatologia
é uma palavra grega proveniente de 2 termos: escathos (último) e logos
(estudo). Significa “Estudo das Últimas Coisas”. O Livro do Apocalipse ou
Revelação foi escrito por João, o Evangelista, na Ilha de Patmos e nele trata
sobre essa doutrina. Gênesis tratou do Início; Apocalipse trata do Fim!
Antes de
quaisquer informações, é de praxe entender que a nossa corrente de
interpretação escatológica é denominada Futurista
Pré-Tribulacionista e Pré-Milenista.
Observemos
que Jesus sempre falou sobre os sinais que antecederiam os eventos
apocalípticos, mas não disse em que data voltaria ou tudo isso se cumpriria. Acima
de tudo, nossa esperança deve estar firmada na promessa de que Jesus vai voltar
e nos arrebatará.
O capítulo
2 de Apocalipse é o ponto de partida para o entendimento dos fatos. Nele vemos
as Cartas às 7 Igrejas da Ásia. Escatologicamente, cada carta retrata um
estágio diferente da história da Igreja. A 1ª carta, direcionada à Éfeso
representa a primeira geração após os apóstolos. A carta à Laodiceia representa
a igreja atual.

A volta de
Jesus é iminente, pois os sinais evidenciam este grande acontecimento
escatológico, como Falsos cristos e profetas; Guerras, Fome, Pestes,
Terremotos, Apostasia, Perseguição aos Crentes, Iniquidades e Diminuição do
Amor (Mt 24.4-14). Vale ressaltar que a 2ª vinda de Jesus se dará em 2 fases: Na
primeira Ele virá como um ladrão de noite (Mt 24.42-44) e na segunda
todo o olho O verá (Ap 1.7).
Após
os sinais se cumprirem e, no momento em que Deus Pai dar a ordem, Jesus
arrebatará Sua Noiva. Todos os que morreram em Cristo ressuscitarão e os Salvos
Vivos serão transformados e, juntos, subiremos aos Céus com Cristo (ITs 4.13-17).
Ressaltamos que os que morreram em Cristo não estão no céu ainda e sim no Paraíso
(antigo Seio de Abraão) e que este evento antecederá a Grande Tribulação ou 70ª
semana de Daniel.
Ao
sermos arrebatados, participaremos do Tribunal de Cristo para, conforme as
nossas obras, sermos galardoados (2Co 5.10). As obras poderão ser “perecíveis”
ou “não perecíveis”. As PERECÍVEIS se queimarão no fogo e elas são de
madeira, feno e palha. As NÃO PERECÍVEIS são de ouro, prata e pedras
preciosas. Ressaltamos que, se a obra de alguém queimar, sofrerá dano, mas o
tal será salvo, todavia, como pelo fogo (I Co 3.15). É neste evento que os
pastores darão conta dos seus rebanhos, os maridos darão conta das suas esposas
e os crentes darão conta de seus talentos.
Após
galardoar seus servos fiéis, Jesus conduzirá a Igreja às mansões celestiais,
onde será servida a grande Ceia do Senhor. Será um grande banquete, onde
seremos servidos pelo próprio Cristo. Todos os salvos no Arrebatamento
participarão. Os que forem salvos durante a Grande Tribulação serão salvos, mas
não terão a oportunidade de participar das Bodas. Ficarão de fora os cães, os
feiticeiros, os adúlteros, os homicidas, os idólatras e todo o que ama e
pratica a mentira (Ap. 22.15).
Como
ter a certeza que não participaremos da Grande Tribulação? Leiamos Apocalipse 3.10!
Depois
que os crentes em Jesus Cristo tiverem sido arrebatados, a Grande Tribulação
começará na terra. Esta é a 70ª Semana de Daniel. Neste evento se manifestará o
Anticristo, que se colocará no lugar de Jesus. Ele é a besta que João viu
subindo do mar (Ap 13.1). Será um grande líder político e operará maravilhas no
governo único. Sua marca é o número 666. Ele, junto ao Diabo e o Falso Profeta
formarão a trindade satânica.
Ainda
dentro deste tema, vemos o juízo de Deus sobre o mundo, conforme Ap 6.1-17 e 8.1-14,
onde João vê um livro selado com 7 selos e somente Jesus pode desatá-lo.
• Ao
abrir o 1º selo, surge um cavalo branco com um cavaleiro. Este é o
Anticristo que virá seduzir as nações
• O
2º selo trás um cavalo vermelho, representando uma terrível guerra
mundial, atacando Jerusalém e profanando o templo.
• O
3º selo trás um cavalo preto que simboliza a fome devido a guerra. Quem
não tiver o sinal da besta não poderá comprar ou vender.
• O
4º selo trás um cavalo amarelo, símbolo da morte pela fome e guerra.
• O
5º selo é aberto e João vê os mártires que foram mortos na Grande
Tribulação por sua fé em Cristo, testemunho e Amor (Ap 6.9-11).
• O
6º selo trás um grande tremor na terra, eclipse total do sol, a lua fica
vermelha, “estrelas” caem, o espaço sideral muda, os monte e ilhas ficam
arrasados por causa da ira do Cordeiro (Ap 6:12-17).
• O
7º selo será aberto na segunda metade da Grande Tribulação e 7 anjos
tocarão 7 trombetas, sendo acontecimentos terríveis que cairão sobre a terra.
Após os 7
selos, 7 trombetas serão tocadas, uma após a outra:
• A
1ª trombeta trará saraiva e fogo misturado com sangue, queimando a terça
parte da vegetação.
• A
2ª trombeta lança um grande monte ardendo em fogo no mar, matando as
criaturas marítimas e tornando em sangue a 1/3 do mar.
• A
3ª trombeta tocada lançou uma grande estrela nas águas e muitos morreram
de sede.
• A
4ª trombeta feriu 1/3 do sol e da lua, afetando o dia e a noite.
• A
5ª trombeta trará gafanhotos da terra para atormentarem os homens por 5
meses. A dor será tamanha que eles buscarão a morte, mas ela fugirá deles.
• A
6ª trombeta soltará 4 anjos e o exercito de cavaleiros demoníacos para
matar a terça parte dos homens.
• A
7ª trombeta, quando tocada, trará o segredo de Deus, como anunciara os
profetas. Provavelmente, este segredo está relacionado à nação de Israel, mas
antes ela deve experimentar o sofrimento.
No
intervalo entre as trombetas e taças, temos o livrinho trazido do céu que João
comeu, as 2 testemunhas, a mulher e o dragão, a besta que subiu do mar e a
besta que subiu da terra. Após, há o derramamento das 7 taças:
• O
anjo derrama a 1ª taça e uma chaga maligna caiu sobre os homens;
• A
2ª taça foi derramada no mar e ele se tornou em sangue.
• A
3ª taça foi derramada nos rios e eles também se tornaram em sangue.
• A
4ª taça foi derramada sobre o sol e ele abrasou os homens com fogo.
• A
5ª taça pairou sobre o trono da besta e os homens mordiam a língua de
dor. Enquanto isso, os homens blasfemam contra Deus e não se arrependiam de
seus maus caminhos.
• Quando
a 6ª taça foi derramada, o rio Eufrates se secou. Este rio era a ultima
barreira para a destruição total.
• Findando,
a 7ª taça foi derramada pelo 7º anjo e saiu grande voz do trono do céu,
dizendo: Está Feito! Haverá, então, grande terremoto e cairá pedras do céu,
como praga de saraiva, atingindo os homens.
Após as
taças, haverá a queda de Babilônia, que representa todos os sistemas de
idolatria opostos a Cristo.
Depois
do período tenebroso da Grande Tribulação, Jesus voltará e implantará seu Reino
Milenar na terra. Ele virá juntamente com a Sua Igreja, cercado de anjos e será
visto por todos (Cl 3:4). Terminada as Bodas do Cordeiro, Jesus voltará com os
santos e porá fim às catástrofes mundiais, livrar Israel e implantar seu Reino.
Tudo acontece na Batalha do Armagedom, onde os exércitos do Anticristo se
reunirão para destruir Israel. A batalha durará 1 dia e Israel não poderá
vencer. Um terço dos judeus morrerá, mulheres serão violentadas e a situação
será crítica (Zc 13:8;14:2). Jesus descerá e socorrerá Israel. A nação vai reconhecê-lo
como o Messias.
Com
a vitória de Jesus no Armagedom, começa o período do Milênio. Satanás será
preso por 1000 anos e Cristo restaurará a terra e vai governá-la durante este
período. Jerusalém será a capital espiritual e política do mundo.
Todos os
salvos em Cristo serão reis e sacerdotes e reinarão com poder e autoridade. Vão
participar deste evento o remanescente dos israelitas que foram salvos e os que
escaparam da Grande Tribulação. Os animais voltarão ao seu temperamento
original e haverá saúde e prosperidade para todos.
Terminado
o Milênio, Satanás será solto e sairá a enganar a muitos, tentando destruir os
planos de Deus, mas depois será lançado no lago de fogo e enxofre, junto com a
besta e o falso profeta para sempre. Os ímpios ressuscitarão para comparecerem
diante do Trono Branco para o Dia do Juízo do Senhor. Todo joelho se dobrará
diante do Justo Juiz para prestar contas. Primeiro serão julgados todos
os que, desde Caim, amam e praticam a iniquidade. Em segundo, os que
estiverem vivos naquela ocasião. Em terceiro, os ímpios e ateus que
morreram no Milênio e, em quarto, os anjos caídos.
Aqui nesta terra, parece que os ímpios ficam
impunes, mas Deus reserva um destino terrível para os tais. Após a morte ficam
num estado intermediário de dor, chamado Sheol ou Hades (Lc 16.19-26). Após a
condenação por Cristo, irão para o lago de fogo, onde haverá pranto e ranger de
dentes, tendo a companhia do Diabo, Anticristo e do Falso Profeta. Haverá Novos
Céus e Nova Terra e uma Nova Jerusalém. Com a restauração de todas as coisas,
não haverá lembrança das coisas passadas. Tristeza e dor, nunca mais! Amém.
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