1.
Introdução
“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para
o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim
de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa
obra” (2Tm 3.16-17).
O termo “Epístolas Gerais”
abrange as seguintes cartas do Novo Testamento: Hebreus, Tiago, 1 e 2 Pedro, 1,
2 e 3 João e Judas. São chamadas “Gerais” porque são de natureza e alcance
universais.
Com exceção de Hebreus, que
necessita de um estudo pormenorizado em disciplina específica, as demais
epístolas estão num só livro em função da grande semelhança e harmonia no
ensino que elas contém.
TIAGO, por exemplo, tem como
ensino central de sua epístola a religião pura e sem mácula, evidenciada por
uma vida conforme o modelo da Palavra de Deus.
Já 1 PEDRO trata da submissão
e humildade do cristão em meio a sofrimentos, principalmente aquele que lhe é
infligido por causa do nome de Cristo, enquanto 2 PEDRO procura despertar no
crente o interesse por adquirir maior e mais profundo conhecimento da Palavra
de Deus como recurso no combate contra os falsos mestres.
A epístola de 1 JOÃO trata
essencialmente da importância da comunhão no meio da família espiritual de
Deus, ao passo que 2 JOÃO adverte as famílias cristãs quanto ao perigo de se
dar pousada e atenção àqueles que pregam um evangelho estranho. Por sua vez, 3
JOÃO conforta e exorta aqueles que andam na verdade a nunca desviarem seus pés
das santas veredas, ainda que perseguidos e injustiçados por irmãos ambiciosos.
JUDAS, com um vibrante brado
de alerta, chama a atenção dos crentes no sentido de que estejam prontos para a
grande batalha da conservação da fé santíssima, uma vez confiada aos santos.
Em função das cartas que
contém, o Novo Testamento possui um caráter bem mais pessoal que o Antigo
Testamento. Logo que o movimento cristão foi se disseminando além das
fronteiras palestinas e as distâncias geográficas cada vez maiores foram
separando os grupos dos crentes, introduziu-se o uso de cartas. Essas cartas
apostólicas foram mais tarde reconhecidas pela cristandade como divinamente
inspiradas.
As Epístolas Gerais são muito
breves em comparação com as Epístolas Paulinas, o Livro de Atos, os Evangelhos
e Apocalipse. Sua importância, contudo, é grande, pois elas nos ajudam a
compreender a experiência da Igreja do primeiro século em seu crescimento e
integração; também constituem importante elo entre as Epístolas Paulinas e o
Apocalipse.
Para ser reconhecidos como
inspirados e integrantes das “Sagradas Escrituras”, a Igreja Primitiva
examinava, analisava, escolhia e preservava as epístolas e livros para as
gerações futuras, levando em consideração a Apostolicidade, Universalidade,
Conteúdo e Inspiração.
É muito fácil estudarmos a
Palavra de Deus querendo aplicar seus ensinos à vida dos outros. Entretanto, a
verdade é que todos necessitamos da misericórdia de Deus para sermos “conformes à imagem de seu Filho”. Que o
divino Espírito Santo, cuja inteligência sonda as profundezas de Deus,
acompanhe-nos neste estudo, levando ao mais pleno conhecimento das verdades
contidas nestas epístolas.
2. A Epístola de Tiago
Tiago era meio-irmão do Senhor
Jesus Cristo, isto é, filho de José e Maria e, provável que por sua humildade,
ele não faz referência a esta particularidade em sua epístola. Um dos primeiro
crentes judeus em Jerusalém, Tiago foi visitado por Jesus após Sua ressurreição
e um dos primeiros líderes da Igreja cristã a ser martirizado. Sua epístola
foi, talvez, a primeira a ser escrita (46-49 d.C).
Tiago e seus irmãos não criam,
a princípio, que seu irmão Jesus fosse o Messias (Jo 7.5; Mc 3.21). Somente
após Sua ressurreição foi que passaram a crer nEle. A passagem de I Coríntios
15.7 afirma que Jesus apareceu a Tiago.
Quanto ao parentesco com o
Senhor Jesus, os Evangelhos fazem menção a quatro homens como irmãos de Jesus:
Tiago, José, Simão e Judas (Mc 6.3). Há três teorias referentes a isso, duas
delas que defendem a ideia de virgindade perpétua de Maria, falando que eram
filhos de José de um casamento anterior ao com Maria ou que, na verdade, não
eram irmãos e sim primos. A teoria que aceitamos como certa é que eles eram
realmente Seus irmãos e irmãs, filhos de Maria, que os deu à luz após o
nascimento de Jesus. Isto significa que eram irmãos mais novos, filhos de Maria
e José (Mt 13.55).
A Epístola de Tiago ensina a
viver de maneira prática e santa. É de caráter mais prático do que doutrinário
e seu tema é: A Religião Pura.
Na saudação, ao início de sua
epístola, Tiago se dirige aos crentes dispersos, isto é, situados fora de
Jerusalém. Era grave a situação nas igrejas daquela época. Os crentes estavam
passando por muitas provações e, ao invés de reagirem com fé e perseverança,
eles se tornavam cada vez mais fracos após cada provação. Tiago, então,
exorta-os a se alegrarem diante das provações.
Uma vez que necessitamos e
desejamos sabedoria, Tiago ensina como obtê-la (1.5-8). É tão simples que
ficamos pasmos! Basta pedirmos a Deus! Ele Se deleita em dar, segundo a nossa
necessidade: Peça, porém, com fé, sem duvidar.
Nas igrejas para as quais
Tiago escreveu sua epístola, havia ricos e pobres e ambos os grupos devem
considerar sua condição de vida de maneira certa. O pobre, ao converter-se a
Jesus Cristo, eleva-se por sua fé a um nível superior. O rico, ao converter-se
ao Senhor Jesus, nivela-se aos seus irmãos pobres, uma vez que ele passa a
entender que as riquezas deste mundo são transitórias, de curta duração e
extinguíveis “murchará o rico em seus
caminhos” (1.9-11).
Tiago 1.12 diz:
“Bem-aventurado o varão que sofre a tentação”. Muitas vezes confundimos quanto
à origem da tentação. Alguns dizem: “Foi o Diabo quem me induziu a fazer isto”
ou “Deus me tentou”. Porém, Tiago esclarece dizendo: “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e
seduz” (1.14). Isto significa que a origem da tentação é a cobiça da
própria natureza pecaminosa do homem.
A ideia geral da Epístola de
Tiago envolve a chave do amadurecimento espiritual nas provações e sofrimentos,
que são a paciência e a perseverança: ‘Todo
homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar’.
As práticas mais importantes
da religião pura sugeridas por Tiago são: Visitar órfãos e viúvas em suas dores
e; Guardar-se incontaminado do mundo (1.27).
No capítulo 2, Tiago fala sobre
a acepção de pessoas. Infelizmente, hoje existem nas igrejas os mesmos
problemas enfrentados pela Igreja Primitiva. Um deles relaciona-se à acepção de
pessoas, isto é, alguns são tratados com mais atenção do que outros. Os ricos
são acatados e tratados de modo privilegiado ao passo que os pobres são
negligenciados e até mesmo desprezados. Tiago não chama tal prática de “erro”,
mas de “pecado” (2.9). A lei régia para a Igreja neste particular é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo...”
(2.8).
Dos versos 14 a 26, Tiago fala
sobre a fé e as obras. Ele apresenta o exemplo de um irmão que diz a outro
necessitado de roupa e alimento “Ide em
paz, aquecei-vos e fartai-vos” (v.16). Bem intencionado, ele deseja que
sejam satisfeitas as necessidades de seu irmão, contudo, nada faz para
ajudá-lo. De que vale a fé que se mostra impassiva ante os sofrimentos, que não
se dispõe a acudir o necessitado? De nada adianta! A fé expressa só em
palavras, sem ação, é morta, pois a fé que não resulta em obras não justifica
ninguém. O apóstolo termina exemplificando Abraão e Raabe.
No capítulo 3, Tiago fala
sobre o pecado da língua: “Com ela,
bendizemos ao Senhor e Pai; também com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à
semelhança de Deus” (v.9). É possível que na igreja judaica houvesse muitas
pessoas contenciosas, presunçosas e temperamentais, que costumavam bendizer a
Deus durante os cultos na igreja, mas que, ao saírem, passavam a falar mal uns
dos outros, cobiçando a posição eclesiástica e social do semelhante, e julgando
os irmãos na fé, por isso o autor sagrado diz: “Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim”
(v.10).
Persistindo nesse assunto,
Tiago destaca, nos versos 13 a 18, a sabedoria verdadeira e a falsa. A
sabedoria falsa produz inveja, rivalidade e contendas, que ofusca a Jesus
Cristo. Tiago chama essa sabedoria de demoníaca (v.16). Em contraste, ele fala
da sabedoria que vem do alto, revelada na pessoa que vive de maneira
virtuosa, na mais inteira dependência do Senhor. Ela é pura, pacífica, meiga,
conciliadora, misericordiosa, simples e sincera, por isso, produz bons frutos.
Quem possui sabedoria semeia a boa semente, produz justiça e retidão. Esta é a
verdadeira sabedoria.
No capítulo 4, Tiago vê os
judeus cristãos como contenciosos, que disputavam acerca de doutrinas e
provocavam desordem na igreja. Ele vai dizer que estavam com a mente mundana,
pois a tendência do coração humano é jamais contentar-se com o que tem. “O inferno e o abismo nunca se fartam, e os
olhos do homem nunca se satisfazem” (Pv 27.20). Quando se deixa dominar por
esse mal, o homem é capaz de práticas terríveis. Por isso, Tiago apontou
àqueles cristãos a posição decadente em que se encontravam. Conclusão: todas as
lutas e contendas, esforços empenhados para a satisfação de seus desejos, era
inúteis: “Nada tendes...” (v.2).
Após apontar esta situação
seriíssima, Tiago mostra que o segredo da vitória na guerra contra a mente
mundana está no fato de o crente sujeitar-se inteiramente a Deus, de modo a
crescer em santificação. Isto o torna apto a resistir ao Diabo e a vencê-lo sem
dificuldade. “Chegai-vos a Deus, e ele se
chegará a vós outros.” (v.8). Somente pela manifestação de um
arrependimento sincero é que Deus pode acolher o homem em Seus braços,
dispensar-lhe Sua graça e Seu perdão. O Senhor deleita-Se em conceder a Sua
graça àquele que a busca em amor.
Dos versos 13 a 16 do capítulo
4, Tiago fala do orgulho e aquele que diz “Hoje
ou amanhã iremos a tal cidade e lá passaremos um ano, negociaremos e teremos
lucros” esta caindo em jactância, isto é, a vaidade de sentir-se
autossuficiente para planejar sua vida. As atividades eram legítimas, porém
conduzidas de forma incorreta, pois eram realizadas sem a participação direta
do Senhor, sem consultar a Sua vontade.
O último capítulo de Tiago
fala sobre o perigo das riquezas adquiridas desonestamente e, a partir do verso
7, conclui tratando sobre a paciência, a libertação da murmuração e o perigo do
juramento, ensinando que devemos dizer simplesmente “sim” ou “não” e que
sejamos cem por cento honestos no nosso trato com as pessoas para não cairmos
em juízo.
Na sua epístola, Tiago trata
de vários problemas relativos à discórdia, ao pecado e à desunião na igreja.
Agora ele mostra como os crentes poderiam resolver esses problemas: orando e se
alegrando juntos, e também confessando seus pecados uns aos outros. O resultado
deste procedimento é a cura do doente e a restauração dos desviados. A oração
da fé salva o doente, pois a súplica do justo tem grande eficácia.
3. A Primeira Epístola de Pedro
O apóstolo Pedro foi um dos
primeiros e mais próximos discípulos de Jesus. Um grande exemplo do que Deus
pode fazer com um homem fraco e indeciso está na figura de Pedro, que, embora
recebesse a revelação divina de que Jesus era o Filho de Deus (Mt 16.16), mais
tarde O negou por três vezes. Não muito depois, quando foi batizado com o
Espírito Santo, no cenáculo, Pedro foi transformado em um evangelista poderoso,
cuja pregação levou três mil almas a Cristo de uma só vez.
Ao escrever esta epístola aos
crentes da Ásia Menor, Pedro está “apascentando as ovelhas”, conforme Jesus
havia pedido (Jo 21.17). Escreveu-lhes com o intuito de animá-los em um momento
em que muitos estavam passando por provações. Embora não sofressem ainda
martírio nem prisão, eram alvo de difamação e ódio, por não quererem tomar
parte das práticas licenciosas de seus vizinhos pagãos.
Pedro se tornou o primeiro
pregador pentecostal e é a figura principal dos primeiros capítulos do livro de
Atos. Foi um instrumento usado por Deus na operação de inúmeros milagres, como
na ressurreição de Dorcas (At 9.36-41).
O tema da 1ª Epístola de Pedro
é “Submissão e Sofrimento” e o objetivo é encorajar os crentes. Por três vezes
encontramos neste seu escrito a frase: “Sede
sóbrios e vigilantes” (1.13; 4.7; 5.8).
O apóstolo Pedro inicia sua 1ª
Epístola falando sobre a salvação, encorajando os crentes a, mesmo em meio às
provações, se alegrarem, pois Deus nos regenerou para:
1. Uma viva esperança (pela
ressurreição de Cristo dentre os mortos) – 1.3.
2. Uma herança incorruptível
(reservada nos céus para nós) – 1.4.
3. Uma vida guardada pelo
poder de Deus (mediante a fé) – 1.5.
Mesmo não tendo visto ainda
Jesus em carne, nós O amamos e cremos nEle. Nossa fé traz como resultado
imediato na vida uma plenitude de alegria indizível e gloriosa, ao mesmo tempo
em que estamos divisando o fim desta fé, qual seja: a salvação das nossas almas
(1Pe 1.8,9).
Após lembrar seus leitores
sobre os galardões e bênçãos decorrentes do novo nascimento, Pedro exorta: “...cingindo o vosso entendimento, sede
sóbrios...” (1.13). Ele os anima com a garantia da vitória em meio à luta e
agora os chama para iniciar a batalha de fato.
Devemos alimentar o pensamento
com a esperança de que a nossa salvação que já se iniciou, há de se completar
no dia em que Jesus ressurgir na terra em glória. Devemos ter sempre presente o
fato de que fomos redimidos, pelo sangue de Cristo, de uma vida vazia e vã.
Devemos nos desembaraçar de todo peso do pecado que tenazmente nos assedia,
pois toda impureza na vida nos impede de sermos bons soldados de Cristo.
Decorrente da nossa separação
da impureza há um resultado natural: um sincero e profundo amor fraternal. Se
não amamos nossos irmãos em Cristo, é sinal de que ainda residem resquícios de
impureza em nossa vida.
Como fazer para obter mais
amor e amar os irmãos de todo coração? A orientação de Pedro é: amai-vos, de
coração, uns aos outros; despojai-vos de toda maldade, dolo, hipocrisia, inveja
e toda sorte de maledicência (1Pe 2.1).
O recém-nascido se alimenta de
leite e dele depende muito para crescer e se desenvolver normalmente. A criança
que não é devidamente alimentada pode sofrer prejuízo mental e físico
permanente. Pedro nos diz: “desejai
ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para
que, por ele, vos seja dado crescimento para salvação” (2.2).
Para recebermos alimento
espiritual, achegamo-nos a Cristo, a Pedra Viva. Seguindo-O, tornamo-nos também
pedras vivas a formar a grande casa espiritual de Deus. Portanto, é sumamente
importante o amor fraternal. Um crente sozinho não constitui casa espiritual,
pois que é integrada por todos os crentes, como pedras vivas (2.4-5).
Jesus é a Pedra que vive
(2.4), a Pedra Angular posta por Deus Pai que O elegeu antes da fundação do
mundo para ser a base e o sustentador de nossa grande salvação.
Em 1Pe 2.9-12, o apóstolo se
dirige aos cristãos, chamando-os, pela terceira vez, de peregrinos e
forasteiros neste mundo. Ele destaca quatro posições dos crentes em Jesus
Cristo: raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade
exclusiva de Deus.
Por pertencerem a Deus, os
cristãos são forasteiros neste mundo. Devem agir, portanto, como cidadãos dos
céus, recusando seguir os vis modelos de conduta da sociedade secular em que
vivem, abstendo-se das paixões carnais e apresentando um procedimento exemplar
entre os descrentes. Enquanto não obedecermos plenamente estas instruções
preliminares, não estaremos em condição de seguir os demais ensinos que Pedro
apresenta na epístola:
·
Sujeitai-vos a
toda instituição humana – 1Pe 2.13;
·
Sede submissos,
com todo o temor ao vosso senhor/patrão – 1Pe 2.18;
·
Mulheres, sede
submissas a vossos maridos – 1Pe 3.1;
·
Maridos, vós
igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo
consideração para com a vossa mulher... tratai-a com dignidade. – 1Pe 3.7;
·
Sede todos de
igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos, misericordiosos, humildes – 1Pe 3.8;
·
Igualmente aos
jovens: sede submissos aos que são mais velhos – 1Pe 5.5.
Nas palavras finais da sua 1ª
Epístola, Pedro fala sobre os pastores e suas atitudes ao cuidarem do rebanho de
Deus. O pastor deve servir ao rebanho de Deus, não por necessidade, mas
espontaneamente; não por ganância, mas de boa vontade; não como um ditador, mas
servindo de modelo ao rebanho.
1Pe 5.6-11 possui os conselhos
finais, mostrando como vencer na batalha. Se reconhecermos que a fonte da nossa
força é Deus, nos livrarmos de toda preocupação e ansiedade, sendo sóbrios e
vigilantes e resistindo ao Diabo, temos a promessa de que ele fugirá de nós.
4. A Segunda Epístola de Pedro
Em sua segunda epístola, Pedro
trata do perigo das divisões na Igreja de Cristo por causa do ensino dos falsos
profetas. A fim de combater este perigo, o apóstolo instrui os leitores a
reforçarem seu conhecimento a respeito de Cristo. A epístola dá ênfase à
necessidade de a Igreja crescer em conhecimento para que possa combater os
falsos mestres.
Também é importante crescer em
outras áreas da vida espiritual, conforme 2Pe 1.5-7, sendo: virtude,
conhecimento, domínio próprio, perseverança, piedade, fraternidade e amor.
O tema de 2 Pedro é “A
Necessidade de Conhecimento para se Combater as Falsas Doutrinas”. Este
conhecimento é através da Bíblia Sagrada que resulta no crescimento do homem
interior.
O pensamento chave de 2 Pedro
é “conhecimento”. As palavras saber e conhecimento ocorrem
dezesseis vezes ao longo da epístola.
Infelizmente muitos crentes
entram pela porta da salvação, mas nada acrescentam à sua fé. Fé é o fundamento
sobre o qual algo deve ser edificado. Somos salvos pela fé. O mesmo termo usado
para salvação é ‘nascer de novo’. Isso implica crescimento a seguir. Logo,
cresçamos em Cristo.
No capítulo 2, Pedro descreve
cuidadosamente os falsos mestres em 4 aspectos: método, mensagem, motivação e
maldição.
O método dos falsos mestres é introduzir heresias destruidoras
de forma dissimulada ou encoberta, em ‘cultos’ particulares e clandestinos,
inclusive nos lares. A mensagem de
tais mestres ataca a natureza divina de Cristo e da Bíblia. Sua motivação é a avareza, um desejo
anormal ou extremo de obter e possuir cada vez mais daquilo que já tem.
Geralmente, trata-se de cobiça relacionada ao dinheiro, à fama e ao poder. Por
fim Pedro fala sobre a maldição que
há de vir sobre esses hereges. O seu fim será a destruição, mesmo parecendo que
seu julgamento demore (2.3).
O julgamento de Deus não falha
quando consideramos Seu padrão, estabelecido nas Escrituras. Nem mesmo os anjos
escaparam do juízo de Deus quando pecaram (2.4). Deus não julgará também o
homem?
Pedro continua sua exortação
nos versos 21 e 22 afirmando que o último estado desses homens tornou-se pior
que o primeiro: “Pois o melhor lhes fora
nunca tivessem conhecido o caminho da justiça do que, após conhecê-lo, volverem
para trás, apartando-se do santo mandamento que lhes fora dado”. Em
seguida, enfatiza: “Com eles aconteceu o
que diz certo adágio verdadeiro: o cão voltou ao seu próprio vômito; a porca
lavada voltou-se para o lamaçal”.
Ambas as Epístolas de Pedro
foram escritas para lembrar aos crentes aquilo que já sabiam. Para encerrar o
capítulo, Pedro lembra as palavras dos profetas e apóstolos, afirmando que nos
últimos dias surgirão escarnecedores e conclui dizendo que, mesmo estando
firmes, há possibilidade de cairmos se nos deixarmos enganar por falsas
doutrinas e pelo pecado (3.17). Sabendo que existe esta possibilidade, devemos
nos preparar antes de encontrarmos o perigo, como diz Pedro:
Antes, crescei na
graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a
glória, tanto agora como no dia eterno (2Pe
3.18).
5. A Primeira Epístola de João
É universalmente aceito, desde
os primórdios do Cristianismo, que o autor do quarto Evangelho seja também o
autor das três epístolas chamadas: 1, 2 e 3 Epístolas de João.
O apóstolo João foi uma
destacada figura do Novo Testamento que aprendeu com Cristo a lição sobre o
amor. Foi João o discípulo que reclinou a cabeça do peito de Jesus e ficou
conhecido como o apóstolo amado.
Como apóstolo do amor, João
era um homem de personalidade disciplinada e firme. Defendia com fervor as
doutrinas da Igreja e não suportava heresias, combatendo-as corajosamente.
Estes dois elementos do seu temperamento, o amor e o a firmeza, evidenciam-se
em sua 1ª Epístola. Fervor é a palavra que melhor descreve este servo.
João foi, talvez, a pessoa que
mais desfrutou de estreita comunhão pessoal com o Mestre aqui na terra. Podemos
dizer que Jesus e João foram amigos profundos. Quando estava morrendo na cruz,
Jesus incumbiu Seu melhor amigo João de tomar conta de sua mãe Maria (Jo
19.25-27).
João esteve presente no dia de
Pentecostes, ocasião em que foi batizado no Espírito Santo. Sabemos que João
foi exilado na ilha de Patmos por causa “da
Palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Ap 1.9).
Querendo avisar os crentes
sobre os “lobos” que estavam
aparecendo naqueles dias, João procura apresentar à Igreja princípios de
salvação através de Cristo e aconselha seus membros a fortalecerem sua crença
no Filho de Deus. Uma expressão usada é “desde
o princípio”, ilustrando que Deus é eterno e que Seu amor dura para sempre.
O tema de 1 João é “Comunhão
na Família, com Deus”. Esta comunhão se torna possível pela experiência
adquirida ao conhecermos melhor o Senhor.
Esta epístola não foi dirigida
a uma única igreja ou a um grupo de igrejas distintamente. Foi escrita por
volta do ano 79 ou 80 d.C., tendo em vista a condição espiritual de seus
leitores; muitos deles, cristãos da segunda geração, já tinham perdido o fervor
e regozijo inicial do Cristianismo.
João inicia sua explanação de
uma maneira geral, dizendo que Deus é luz e aquele que anda nas trevas não tem
comunhão com Ele. Nos versos 1 a 4, João destaca o fato da humanidade de
Cristo, assunto sobre o qual, naquele tempo, surgiram dúvidas. Quanto a isso,
declara que Jesus é o Verbo da Vida.
No verso 5 do primeiro
capítulo, encontramos estas palavras: “Deus é Luz”. Luz, aqui, se refere ao
caráter de Deus: Sua santidade, Pureza e Seu esplendor.
Em João 1.8-2.2, o escritor
continua a doutrinar sobre o pecado. A pessoa que afirma que não peca está
enganando a si mesma. Conforme Romanos 3.23 “todos
pecaram...”. Não há um sequer que esteja inseto de culpa.
Se confessarmos, Ele é fiel!
Se confessarmos, Ele é justo! Para quê? Para nos perdoar e purificar! O
problema do pecado tem solução na fidelidade e na justiça do Salvador.
Os mandamentos de Deus são
para o nosso bem. Obedecendo aos mandamentos do Senhor, estamos ingerindo
alimento sagrado e sadio para o nosso “homem
espiritual”. Pela obediência à Palavra de Deus, revelamos nosso amor por
Ele e aumentamos o conhecimento a respeito dEle. Deus se revela àquela que O
ama e O obedece segundo a Sua Palavra.
No capítulo 2, João trata os
crentes como filhinhos (nascidos de novo, cujos pecados foram
perdoados), jovens (são a força e o desafio da juventude – tinham
vencido o mal) e pais (os experientes na fé, crentes maduros, idôneos e
sábios no Senhor).
Após lembrar aos crentes a sua
posição em Cristo, João os admoesta a não amarem o mundo. É um aviso enfático,
um alerta: Cuidado! Não ameis o mundo e nem as coisas do mundo! Perigo à
frente! Cautela!
Como as tentações provém da
carne, da cobiça e do orgulho, João orienta quanto às concupiscências e define:
“Se alguém amar o mundo, o amor do Pai
não está nele” (2.15).
Após admoestar os crentes a
não amarem o mundo, João os adverte contra os anticristos, que eram os falsos
mestres que se opunham aos ensinos de Jesus, negando Sua divindade e afirmando
que Ele não era o Cristo. Estes viviam entre os crentes sem jamais terem sido,
de fato, crentes (v.18-23).
A última hora (v.18) é
uma referência ao tempo entre a assunção de Cristo e o arrebatamento da Igreja.
João, em seus dias, viveu durante essa “última hora”, esperando Cristo voltar.
A unção da terceira pessoa da
Trindade, o nosso conhecimento doutrinário e uma vida dedicada inteiramente ao
Senhor é a proteção contra os anticristos e seus falsos ensinos (2.20; 2.22;
2.28-29).
O capítulo 3 inicia-se falando
do grande amor do Pai, amor este que é puro, santo e constante, a ponto de Deus
nos chamar Seus filhos. Este parentesco envolve certos problemas: “...o mundo não nos conhece... e ainda não
se manifestou o que haveremos de ser” (3.1-2). João, no entanto, explica as
razões disto: se o mundo não conheceu o nosso Progenitor espiritual, como é que
vai reconhecer Seus filhos? Um dia seremos semelhantes a Ele, pois o veremos
face a face, na Sua exata perfeição.
Outra bênção que João aponta é
que quem é nascido de Deus não vive cometendo pecado. A mensagem aqui é que o
crente não vive pecando, pois já não encontra prazer nisso. Não se compraz na
prática do pecado, mas foge dele (3.6).
No verso 10, João declara que
é fácil verificar quem é de Deus e quem é do Diabo: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do Diabo: todo que
não pratica justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão”.
As conclusões finais são: os filhos do maligno continuam na prática do pecado;
os filhos de Deus praticam a justiça.
Dizemos que assassina é uma
pessoa que mata a sangue frio e estamos certos. João, entretanto, apresenta
outro tipo de assassino: aquele que odeia seu irmão. O ódio começa no coração
(internamente), mas se manifesta em atos abomináveis (externamente). De igual
forma, o amor não pode ser apenas em palavras, mas um amor verdadeiro (3.18).
No capítulo 4, João usa os
dois primeiros versículos para tratar de um assunto vital para a vida da Igreja
e do crente individualmente. Trata-se de provar os espíritos, isto é, averiguar
sua procedência (Deus-Homem-Diabo).
A prova fundamental de que um
espírito é verdadeiro é a sua confissão de que Jesus Cristo veio à terra em
carne, isto é, como homem. Da mesma forma, a comprovação do espírito falso é a
negação de Cristo Homem (4.3).
“Sois de Deus”, diz João.
Somos vitoriosos contra o mal porque maior é o Deus que em nós habita do que
aquele enganador e príncipe das trevas que está no mundo. Isto prova que o
mundo pecador não faz parte de nós. Há uma distinção. Há uma separação (4.4-6).
No trecho de 4.7 a 5.5 de 1
João, vemos a explanação sobre o amor verdadeiro e a fé vitoriosa, tratando
sobre a origem do amor de Deus, sua manifestação através do envio de Jesus
Cristo, Seu Filho, o aperfeiçoamento desse amor ao aceitarmos Jesus como O
nosso Salvador e a evidência desse amor quando praticamos os mandamentos dados
por Deus, denotando que permanece em nossos corações.
Em 1Jo 5.13 encontramos o
objetivo pelo qual João escreveu esta epístola: “a fim de saberdes que tendes a vida eterna”, ou seja, ela foi
escrita para assegurar aos crentes que eles estavam salvos e eram parte da
família universal de Jesus Cristo.
Podemos e devemos interceder
pelos outros. Notemos, no verso 16, o apóstolo falando sobre a intercessão por
nossos irmãos na fé. Se um membro da Igreja se encontra em pecado, nossa
responsabilidade é de orar a Deus em seu favor; não criticá-lo e nem
condená-lo, mas, compassivamente, orar em seu favor; com amor e lágrimas,
ajudando-o a retornar ao caminho certo. Notemos, no entanto, que João faz uma
distinção entre dois tipos de pecado: o primeiro, não para a morte; o segundo,
para a morte. Ninguém é obrigado a orar por pecado para a morte.
João, o apóstolo amado,
termina a sua epístola com sua expressão predileta para com os convertidos:
“Filhinhos”. Sua admoestação final é que tomem cuidado para não colocar na
posição primordial de Cristo qualquer outro deus. “Guardai-vos dos ídolos...”.
6. A Segunda Epístola de João
A preocupação central de 2
João é advertir seus leitores quanto ao perigo de se dar ouvido a falsos
mestres, cujo propósito é afastá-los da verdade.
O propósito específico de João
em escrever a sua 2ª carta era elogiar uma senhora cristã e seus filhos por
andarem na verdade e preveni-los quanto às pessoas que ensinavam doutrinas
estranhas (v.10).
Tudo leva a crer que a 2ª
Epístola de João tenha sido escrita na mesma época em que a primeira (80-98
d.C.).
Nos primeiros versículos de 2
João temos uma riqueza de ensino sobre a verdade. Em primeiro lugar, João
afirma que aqueles que conhecem a verdade têm especial amor uns pelos outros.
No próximo versículo, o presbítero declara que esta verdade permanecerá para
sempre. Vejamos nos versículos 2 e 3 que aqueles que vivem na verdade também se
tornarão eternos.
João louva aquela senhora
certamente por ter conduzido alguns de seus filhos à verdade. Não há elogio
maior para um pai ou mãe crente do que ouvir que seus filhos andam e vivem na
verdade que aprenderam no lar (v.4).
Nos versos 5 e 6, João afirma
que amar uns aos outros é um preceito básico revelado por Deus nos primeiros
livros da Bíblia (Lv 19.18) e que os pais devem ensinar isto aos seus filhos.
Um remédio contra o desvio espiritual é o crente perceber que a igreja o ama,
que dele se lembra e com ele se preocupa.
No tempo de João, os falsos
mestres que mais perturbavam a igreja tinham feito “parte” dela, mas agora
estavam no mundo: “Porque muitos
enganadores têm saído pelo mundo fora” (v.7). A heresia que João combatia
era uma forma de Espiritismo chamado Gnosticismo.
O crente, especialmente o
obreiro, tem o dever de examinar aquilo que procura entrar em sua casa e
atingir sua família. Isso inclui não somente falsos ensinos, mas também a má
literatura e possíveis visitantes que danificam o fundamento espiritual do lar.
Tudo o que afaste a família de Deus não deve ter acolhida em casa (v.10-11).
A melhor maneira de proteger
nossas famílias de ensinos errôneos, além de evitar os falsificadores da
Palavra de Deus, é vivermos em comunhão com aqueles que vivem e ensinam a
verdade bíblica. João se propõe a visitar esta família para conversar
pessoalmente. O resultado desta comunhão será de muito gozo e alegria para
todos (v.12).
O último versículo fala da
comunhão com outra família. O ensino está bem claro. Devemos iniciar e manter
comunhão espiritual com outros crentes e famílias da igreja, sejam eles
dirigentes, obreiros ou leigos.
7. A Terceira Epístola de João
A 3ª Epístola de João foi
dirigida a um obreiro da igreja chamado Gaio, cerca de 80-98 d.C. Gaio tinha
hospedado e, talvez, ajudado financeiramente um grupo de mestres itinerantes
enviados por João. Sua hospitalidade foi criticada pelo dirigente da sua igreja
que chegou até a expulsar Gaio e outros da comunhão da igreja. João escreve
encorajando-o a continuar o seu ministério e assegurando-lhe que iria visitá-lo
e normalizar a situação.
A carta aborda três
personagens: Gaio, o obreiro fiel; Diótrefes, um líder ditador e ambicioso e;
Demétrio, um obreiro de João que se hospedava na casa de Gaio.
Quando surge um problema com
líderes da igreja, a tendência é falar tanto sobre estes e seus erros que
parece que toda a igreja se resume neles. Em contraste, João trata do erro de
Diótrefes em apenas 3 versículos. Já a fidelidade de Gaio é descrita em 6. A aplicação
está clara: precisamos falar mais dos obreiros consagrados e fiéis do que
daqueles que se omitem na obra do Senhor.
Gaio não somente tinha
praticado boas obras, como havia sido constante nisso, como indica a palavra
“praticas”, no versículo 5. Tratava-se da assistência aos irmãos obreiros
viajantes.
João tinha escrito uma carta
de recomendação à Igreja apresentando alguns mestres, espécie de missionários
itinerantes (v.9). Um líder da igreja chamado Diótrefes foi quem certamente
recebeu a carta, mas não compartilhou seu conteúdo com os membros. Por esta
razão João falou a Gaio sobre a carta e também sobre o egoísmo de Diótrefes
que, além disso, começou a lançar acusações indignas contra os obreiros
itinerantes e, por fim, sua inveja o levou a excluir quem quer que ajudasse
estes obreiros.
João sabia que este problema
não havia solução automática. Assim, ele logo decidiu dirigir-se para aquela
Igreja. Ele estava preocupado com a situação, mas não a ponto de esquecer os
irmãos, seus conhecidos (v.13-15). O bom pastor considera os membros da igreja,
não apenas como um grupo de irmãos, mas também como amigos pessoais, um por um,
nome por nome. É importante tratarmos as pessoas pelo nome, inclusive na
Igreja.
8. A Epístola de Judas
O primeiro versículo da
Epístola de Judas fala sobre seu autor, que se identifica como “servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago”.
Tiago, sem dúvida, era o pastor da igreja de Jerusalém e irmão consanguíneo de
Jesus. A tradição cristã afirma que Judas, o meio-irmão de Jesus, é o autor
desta carta.
De acordo com o verso 3, é
evidente que o autor queria apresentar uma exposição geral do Evangelho, mas
por causa do surgimento e crescimento repentino de ensinos heréticos, de
tendências imorais conduzindo crentes à apostasia, o Espírito Santo guiou Judas
a escrever em torno da ideia geral de “Batalhar pela Fé”. Esses falsos
mestres eram dissimulados de tal forma que agiam como se fossem irmãos na fé.
O grande valor espiritual da
Epístola de Judas é a defesa da fé cristã. A fé “entregue aos santos” é a soma da doutrina cristã contida na
Palavra de Deus.
Judas não é o único escritor
usado pelo Espírito Santo para nos avisar quanto à ação de falsos mestres. O
assunto é tão grande que, percorrendo as páginas do Novo Testamento, vemos
constantemente exortações do Espírito Santo para se “batalhar pela fé” e acautelar-se dos ensinos enganadores.
Avisou-nos: Paulo (Fp 1.16; 2Co 11.13), Pedro (2Pe 2.1) e João (2Jo 7,8).
Judas afirma que os falsos
mestres são culpados por dois erros: transformam em libertinagem a graça de
nosso Deus e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo (v.4). Há 2
advertências claras, nos versos 5 a 7, sobre
o que acontecerá aos oponentes e aqueles que os seguem.
Começando no verso 8, Judas
descreve a maneira ímpia de viver desses homens. Os falsos mestres são
denunciados por suas paixões, rebeldia e irreverência. Pela expressão “contaminam a carne” deduzimos que
pregavam e praticam crassa imoralidade. Estavam afundados na indecência, na
fornicação, adultério e na concupiscência.
No verso 17, a orientação é
clara: Lembrai-vos das palavras dos apóstolos. Há dois ensinos falsos e
perigosos hoje que ameaçam a Igreja de Cristo, na qual precisamos nos atentar:
Teologia da Libertação (ensina que a missão principal da Igreja é cuidar dos
problemas sociais existentes na vida dos povos) e a Teologia da Prosperidade (o
lema é: sirva a Deus e enriqueça).
Como batalhar pela fé? Judas
declara: edificando-vos (v.20), guardando os mandamentos (v.21) e fazendo o
evangelismo cristão (v.22-23), pois assim o louvor e a glória será de Jesus
(v.24-25).
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