1. Introdução
Homilética
é a arte de preparação e comunicação de sermões. Jamais tal estudo anula a
inspiração do Espírito Santo. A Homilética apenas coloca a inspiração dada por
Ele em ordem tal que facilita a exposição do sermão.
Homilética
é ciência quando considerada sob o ponto de vista de seus fundamentos
teológicos, históricos, psicológicos e sociais. Como disciplina teológica, é
aquele ramo da teologia prática e das habilidades ministeriais que trata das
regras relativas à preparação e entrega dos sermões.
Ligados à
Homilética há três outros termos muito relacionados entre si, mas distintos
quanto ao significado, que são: oratória (a arte do bem dizer); eloquência
(capacidade de falar e expressar-se com desenvoltura) e; retórica (a
arte de bem argumentar).
Uma das
funções da Homilética é propiciar ao pregador melhor habilidade na fala, isto
é, na arte de expressar o que sente e sabe. É fato que nem todos possuem o dom
natural da palavra, mas aquele que aspira e exerce o ministério da palavra deve
buscar aprimorar a sua capacidade de expressão. O sucesso do pregador depende
não só de oração e estudo frequente das Escrituras, mas também da sua
persistência em, continuamente, melhorar sua capacidade de expressar a Palavra
de Deus.
A arte de
expressão envolve vários aspectos, dentre os quais: a voz, a técnica de
oratória e o conhecimento da língua materna. O bom pregador presta atenção em
sua forma de se portar, falar e gesticular.
O pregador
não pode equivocar-se entre a razão e a emoção, mas deve dosá-las em seus
sermões para produzir resultados positivos. O sucesso da pregação está na
influência e unção do Espírito Santo, mas Ele não tira a consciência de
ninguém.
O desenvolvimento
do raciocínio baseia-se em conhecimentos e estes são assimilados através da
leitura e meditação na Palavra de Deus. Paulo aconselhou Timóteo, dizendo “...aplica-te à leitura” (1Tm 4.13). A
assimilação de conhecimentos gerais fornece ao pregador um raciocínio rico em
ideias e pensamentos os quais conferem aos sermões maturidade espiritual.
A Bíblia
incentiva a busca de conhecimentos gerais quando diz: “Feliz o homem que acha sabedoria e o homem que adquire conhecimento” (Pv
3.13). A Homilética apresenta as regras técnicas de como o pregador pode tirar
proveito dos conhecimentos bíblicos e extrabíblicos, ordenando e dosando os
pensamentos com a graça divina, incluindo a observação, a consulta
e a discussão.
Por fim, é
mister que, ao lado de todo o conhecimento da Homilética, haja uma vida
espiritual autêntica, dotada de oração, jejum, humildade, comunhão e intimidade
com Deus, pois do contrário, o ministério será fracassado.
2. O Pregador
O
ministério da Palavra ou da pregação tem o seu lugar de destaque no trabalho do
cristão. Para exercer este ministério, torna-se necessário que tenhamos a
compreensão exata do caráter sublime da vocação ministerial.
A chamada
para o ministério da pregação é uma experiência real e específica e aos que
aspiram este santo ministério, pelo menos dois requisitos são necessários: ter
passado pelo novo nascimento e ter a chamada de Deus.
Para que
uma mensagem obtenha resultados positivos, é preciso que o pregador conheça,
basicamente, três princípios que regem tanto a pregação quanto o pregador,
sendo a objetividade porque toda pregação tem um alvo a atingir; a transmissão
porque o pregador não pode nem deve omitir-se de entrar a mensagem de Deus e; a
experiência porque, antes de pregada, a mensagem deve ser entendida e experimentada
na vida do pregador.
2.1. O cultivo da personalidade do
pregador
Personalidade
é a marca individual de cada pessoa e, como crentes, nossa personalidade é
desenvolvida segundo o modelo da vida cristã, que é Cristo.
Em relação
ao pregador, sua personalidade tem muito a ver com a eficiência de seu
ministério e de sua mensagem. J. W. Shepard diz: “a personalidade do pregador é
como a forma motora que faz o sermão e o Espírito Santo é quem aciona essa
força.”. Há um conhecido provérbio que diz: “O que és fala tão alto que não
ouço o que dizes!”. O pregador deve cultivar e aquilatar sua personalidade na
oração incessante, leitura e estudo piedoso das Escrituras e na adoração
contínua a Deus.
2.2. O cultivo físico e
intelectual do pregador
Deve um pregador
se preocupar com a conservação da sua integridade física e saúde ou dedicar um
tempo para descansar? Sim! O pregador não pode se dar ao desleixo da sua saúde.
Ele tem o direito de zelar por ela como todo homem na terra. O cultivo da saúde
não é só necessário, mas indispensável na vida do servo de Deus.
Jesus
sempre recomendava certo período de descanso para Seus discípulos após um
determinado período de intenso trabalho (Mc 6.31). Paulo recomendou a Timóteo:
“Tem cuidado de ti mesmo...” (ITm 4.16).
O pregador
deve ser um homem de boa saúde, cuidando de si mesmo como cuida da obra de
Deus. Ele deve exercitar-se, alimentando e descansando adequadamente para
desempenhar seu ministério eficazmente.
O cultivo
eficaz dos aspectos físicos acima citados contribui muito para o cultivo do
intelecto. O pregador deve ter o cuidado de buscar conhecimentos através do
estudo, da pesquisa e da leitura de bons livros, almejando condições de
preparar seus sermões com sucesso. Aquele que ensina as verdades do Evangelho
precisa conhecer, estudar e aprimorar-se no conhecimento daquilo que prega e
ensina (2Pe 3.18).
2.3. Requisitos espirituais na
vida do pregador
Além dos
cuidados que o pregador precisa ter como a sua vida como ministro da Palavra de
Deus, há requisitos espirituais que, sem os tais, não haverá sucesso no
ministério. Deve haver um corpo sadio e uma mente sã.
Piedade: Piedade é
o mesmo que devoção a Deus. Ela anula o egocentrismo, porque visa sempre ao
soerguimento espiritual e moral dos fracos e caídos. A eficácia da pregação
cristã tem como primeiro requisito a piedade, pois ela incute o zelo ardente,
aviva a chama do Espírito Santo no coração do crente e quebranta os corações
endurecidos.
Devoção: A devoção
é a prática da piedade, pois ela é a dedicação no serviço do Reino. Devoção e
piedade são inseparáveis. Quem é devoto não brinca com o evangelho, mas cumpre
seu chamado com alegria.
Sinceridade:
Sincero provém do latim sinceru e
significa sem mistura, puro e íntegro. A sinceridade deve ser invariável na
vida e nas atitudes do ministro da Palavra de Deus. Hoje, amanhã e depois, na
presença ou na ausência, ele é o mesmo. Em qualquer circunstancia, a
sinceridade deve prevalecer.
Humildade: A
tentação que assalta todo o pregador é a busca de fama e da vanglória, por isso
é indispensável ao pregador o desenvolvimento da humildade em sua
personalidade, principalmente, através da queda do “eu”.
Honestidade: A
honestidade deve ser mais do que uma obrigação, deve ser uma qualidade de alma.
Seu cumprimento deve ser espontâneo, natural e contínuo e deve refletir no
trato, pontualidade, finanças, palavras e atitudes.
Seriedade: O
conceito de seriedade para alguns é não poder sorrir ou possuir senso de humor.
Entretanto, a seriedade é a prática da honestidade, significando uma atitude
reverente para com o exercício do ministério.
Coragem: Deus não
comissiona covardes e medrosos, mas pessoas valentes, cuja ousadia é divina. O
pregador é um homem incomum porque está revestido de uma força e coragem muito
especiais, emanadas do Espírito, cuja fonte está em Deus. Cheio dessa coragem
pela graça de Deus, o pregador enfrenta o mundo e o inferno, agredindo o pecado
e não o pecador.
Otimismo: Pregador
otimista é aquele que vê seu ministério sempre com uma mente positiva,
transmitindo ânimo aos abatidos, confortando os tristes, inspirando confiança
aos fracos e fortalecendo a fé dos desanimados.
Prática de oração:
A oração é o ponto de partida, a chave mestra. O que a igreja precisa hoje é de
homens dispostos a buscar a orientação divina através da prática da oração
constante, pois o caráter da nossa oração determina o caráter da nossa
pregação.
3. A base do sermão
O texto
bíblico do sermão é o tecido que dá roupagem à pregação, isto é, a textura ou a
base do sermão. O texto escolhido pode ser parte de um versículo, ou um
versículo ou ainda um bloco de versículos. A. P. Gibbs, em seu livro “Pregai a
Palavra”, apresenta cinco razões para a necessidade do uso de textos bíblicos
nas pregações, quais sejam:
1.
Dá autoridade à mensagem;
2.
Exerce influência irrestrita
para que o pregador se mantenha dentro do seu tema;
3.
Unifica o sermão;
4.
Prepara o povo para o sermão;
5.
Serve para promover variedade
na pregação.
O uso das
escrituras na pregação é imprescindível porque reforça o conceito de que a
Palavra de Deus é a força motriz da pregação.
A escolha
dos textos bíblicos deve ser feita com cuidado e espírito de constante oração,
observando algumas regras, como: escolher textos que expressem pensamentos
completos; claros na visão do pregador; objetivos e; dentro dos limites da
capacidade de cada um em explaná-lo.
Quanto à
interpretação de textos bíblicos, o pregador deve obedecer as regras que
determinam o sentido do texto escolhido para a pregação, a fim de evitar
desvios doutrinários ou o uso de interpretações supérfluas que podem acarretar
danos espirituais aos seus ouvintes. Visando isso, há quatro regras básicas
para uma boa interpretação bíblica:
1.
Interpretar fiel e corretamente o texto;
2.
Recorrer ao contexto;
3.
Explicar as Escrituras pelas próprias Escrituras e;
4.
Responder as perguntas: Por quem? Pra quem? Por quê? Quando? Onde? e Como? foi
escrito o texto.
4. O tema do sermão
Uma vez
escolhido o texto, definir o tema é o passo seguinte. Em muitas oportunidades
distintas, o Espírito Santo inspira-nos um tema, de acordo com a necessidade
espiritual das pessoas a quem iremos pregar.
O tema é o
assunto-chave do sermão. É a verdade ou ideia central do sermão. Uma pregação
sem tema é como um navio sem leme, flutuando à deriva, ou como a onda do mar
que desaparece na areia da praia.
Há uma
diferença entre Tema e Título. Tema é o ASSUNTO do sermão, visto
que ele envolve o todo. Já o título é o NOME que se dá ao sermão.
Há duas
formas especiais de temas, sendo: a Forma Lógica e a Forma Retórica. A forma
lógica é o tema feito sob a forma de uma afirmação. Já a forma retórica é o
tema objetivo, que desperta mais interesse dos ouvintes e é o mais usado.
Vejamos o exemplo abaixo:
|
REFERÊNCIA
|
FORMA LÓGICA
|
FORMA RETÓRICA
|
|
1 João 2.1
|
Jesus Cristo é o
Advogado dos Pecadores
|
Cristo, nosso Advogado
|
|
Marcos 10.46-52
|
Jesus ouve o clamor do
cego Bartimeu
|
O Clamor Respondido
|
|
João 15.1
|
Jesus é a Videira
Verdadeira
|
A Videira Verdadeira
|
A
elaboração de temas tem, como procedimento ideal, traçar um caminho a ser
seguido. O que mantém a unidade do sermão é o rumo que lhe é estabelecido, por
isso o tema e o sermão deve seguir a linha de pensamento do pregador, através
da qual o ouvinte consiga acompanhar o seu raciocínio.
Complementando,
há 5 tipos de temas mais conhecidos, sendo:
1. Enfático:
É aquele que aparece sob a forma de uma palavra;
2. Interrogativo:
Colocado em forma de pergunta para ser respondida;
3. Declarativo:
Tirado de uma declaração bíblica para desenvolvimento;
4. Imperativo:
Encontrado em forma de mandamento ou ordem divina;
5. Histórico-Biográfico:
É um tema que exige do pregador um conhecimento da história a ser tratada,
pontuando os aspectos mais distintos, que se identificam com as necessidades
espirituais do presente.
Um tema
escolhido deve visar às necessidades mais urgentes da congregação e deve ser
objetivo, vital, pertinente e relacionado com a Bíblia. Ter sempre à mão um caderno
para anotar pensamente ou ideias novas que brotem na mente auxilia na
elaboração de um esboço futuro, além de uma boa leitura e pesquisa.
5. A estrutura do sermão
5.1. Introdução
Introdução
é a parte do sermão que serve de ponto de contato entre o pregador e o
auditório e, através dela, o pregador apresenta a ideia única do seu sermão. A
introdução deve ser breve, apropriada, interessante e simples. As fontes para a
introdução podem ser diversas, como o texto bíblico ou o contexto; uma
ilustração ou evento da atualidade; uma frase ou um provérbio; uma experiência
pessoal ou um momento presente; tudo isso feito com cuidado para que não seja
extenso, desanimando os ouvintes.
5.2. O plano do sermão
Após a
introdução, há o plano do sermão que é o esqueleto ou esboço, sendo a parte que
divide o sermão em pontos principais. É obrigatório que o sermão possua uma
ordem apropriada nas divisões, pois do contrário será como um motim, sem lógica
e sem compreensão pelo público. Além disso, é necessário um cuidado na transição
de um pensamento para outro; uma preocupação em aplicar o texto para as
necessidades presentes e evitar desviar de rumo ou assunto do que se está
falando.
5.3. A conclusão do sermão
O pregador
precisa saber entrar e sair de uma pregação elegantemente. Grande parte do
êxito de uma pregação depende de uma boa conclusão. Para preparar este trecho
do sermão, o pregador pode: recapitular, narrar, persuadir e convidar o público
para uma séria e cuidadosa decisão.
6. Tipos de Sermão
Após
aprendermos a formar as bases do sermão, é necessário compreender como
construir o “edifício” do mesmo. Há, basicamente, três tipos de sermões: temáticos, textuais e expositivos. Vejamos as características
de cada um.
Sermão
temático é aquele que as divisões são tiradas do tema ou assunto, independente
do texto. Ele é chamado de sermão tópico e desenvolve a verdade do que gira em
torno do tema ou assunto.
As
vantagens oferecidas por este tipo de sermão são várias, como: facilita a
divisão do assunto; dá maior unidade ao sermão; oferece maior campo de ação
para desenvolver o tema e; adestra a mente do pregador na análise lógica.
Vejamos um exemplo de sermão temático apresentado abaixo:
Tema:
O Evangelho da Salvação
Texto:
Romanos 1.16
Divisão:
I. A Fonte do Evangelho (que é)
II. A Razão do Evangelho (por
que)
III. A Recepção do Evangelho
(como)
IV. As Bênçãos do Evangelho
Neste tipo
de sermão, os pontos principais devem sempre ser colocados em ordem crescente,
além disso, cada ponto deve corresponder ao outro, deixando o sermão com um só
propósito.
O sermão
textual é aquele que se baseia necessariamente no texto bíblico, cuja divisão é
tirada do texto. É muito usado quando há um texto extraído para o tema de uma
festividade. O sermão textual pode ser desenvolvido sob três formas de
divisões, as quais chamamos: natural, analítica e sintética.
A divisão
textual natural é feita conforme a ideia do sermão fornecida pelo texto. A
distinção das ideias está no texto e apenas deve ser posta em destaque. Por
exemplo, 1 Coríntios 13.13 apresenta três divisões naturais, cujo tema pode
ficar a critério do pregador.
Primeira divisão:
FÉ
Segunda
divisão: ESPERANÇA
Terceira
divisão: AMOR
A divisão
textual analítica obriga o pregador a colher a ideia geral que o texto bíblico
fornece e dividi-la analiticamente, isto é, considerando as partes principais
do texto. Neste tipo de divisão, deve-se colocar em ordem as partes principais
do texto, como no exemplo abaixo:
Tema:
Jesus visita um Pecador
Texto:
Lucas 19.1-10
|
Observe que a ordem do texto não
foi alterada.
|
II. Foi uma visita
transformadora (v.8)
III. Foi uma visita salvadora
(v.9-10).
A divisão
textual sintética envolve um resumo. Para elaborar esta divisão, deve-se tomar
o texto escolhido e resumir suas partes principais. Muitas vezes, a ordem dos
versículos é alterada para prover uma ordem lógica ao assunto.
Tema:
Cristo, o Despenseiro de Deus
Texto:
Marcos 6.34-38
Divisão: I. A Visão do Despenseiro (v.34,38)
II. A Compaixão do Despenseiro
(v.35)
III. A Provisão do Despenseiro
(v.37)
Há também
o método de pregação expositiva, que tem sido pouco cultivado na atualidade,
porque é o método que mais exige da parte do pregador. Ele tem por função
tornar claro o texto bíblico, expondo o conteúdo exegético que o texto encerra.
Ele se ocupa da interpretação literal ou figurada da passagem bíblica
selecionada para ser explanada. Este método é usado em sermões infantis com
visuais.
A
preocupação primordial que o pregador deve ter na elaboração de um sermão é
explanar o texto, isto é, dizer exatamente aquilo que o texto quer dizer. Há
algumas recomendações úteis a seguir:
a. Não
fuja do texto. Fique nele e explique-o.
b.
Não seja teórico, mas pratico
na aplicação da passagem escolhida.
c.
Estude bem o texto, cada palavra
e cada frase.
d.
Evite a monotonia e ponha
vida no sermão pregado.
e. Cultive
a leitura sistemática da Bíblia. Ore, pense e pesquise.
Não são os
famosos pensamentos citados, nem a construção de pensamentos atraentes e bem
elaborados que levam a pregação ao sucesso. É necessário que se leve em conta a
unidade do sermão. Para isto, quatro requisitos de qualidade devem nortear a
mente do pregador ao preparar um sermão, seja qual for o seu tipo. Estes
requisitos são: a Uniformidade, a Harmonia, a Transição e a Pertinência.
Não há
regra quanto à limitação de pontos principais e subpontos de um sermão.
Normalmente, a quantidade de pontos e subpontos são determinadas pela natureza
do tema ou pelo conteúdo do texto bíblico. Porem, não é o numero de pontos e
subpontos que faz o sermão, mas sua organização.
Dentre os
muitos métodos que ajudam no entendimento da pregação, os elementos funcionais
do sermão são aqueles que têm a finalidade de ajudar os ouvintes a
compreenderem as verdades bíblicas pregadas. Há cinco elementos que ajudam no
entendimento por parte dos ouvintes: definição, narração, descrição,
exemplificação e comparação.
A maioria
das nossas pregações fala mais às emoções dos ouvintes, isto é, preocupa-se em
mover os sentimentos. Entretanto, uma igreja não pode viver somente desse tipo
de pregação. Ela precisa de mensagens que apelem ao raciocínio, isto é, que a
leve a pensar nas verdades apresentadas. Quais são os métodos que apelam à
razão? São aqueles que argumentam, defendem e analisam as verdades do Evangelho.
Os métodos
de ilustração também são muito importantes na pregação. A ilustração na
pregação é como a janela de uma casa. Já imaginou uma casa sem janelas? Este
método é muito antigo e prático. Em toda a Bíblia, descobrimos que Deus usou a
ilustração (parábolas) como meio de revelar Sua vontade aos homens. A
ilustração prende a atenção do ouvinte e desperta o seu interesse, além de
proporcionar um “descanso mental”.
Paulo foi
muito hábil no uso de ilustrações para elucidar as grandes verdades doutrinárias
que ensinou às igrejas gentílicas. E, se Jesus, o nosso Senhor, aproveitou
tanto as ilustrações como recurso para ensinar, convém que nós também as
utilizemos.
É bom
ressaltar que o uso de ilustrações deve ser feito com cuidado. Algumas
advertências ajudam para que sejam evitados erros comuns. Ei-las:
a. Nunca
tente organizar um sermão baseado em uma ilustração, pois ela é apenas um
material de auxilio à pregação.
b.
Nunca se baseie em filmes
sobre a Bíblia, crendo que aquela ilustração é verídica.
c.
Nunca use uma ilustração que
precise ser explicada.
d.
Evite ilustrações cujos fatos
sejam duvidosos.
e.
Não use ilustrações que
roubem a atenção dos ouvintes do assunto principal do sermão.
f.
Não exagere historias.
Exagerar é mentir.
g.
Evite o número excessivo de
ilustrações dentro de um só sermão.
h.
Use ilustrações que deixem
uma boa impressão.
i.
Cuidado com as ilustrações
engraçadas. Nem todos tem o mesmo senso de humor.
7. Qualidades de Estilo do
Pregador
A palavra
estilo tem sua origem no latim stilus
e refere-se a um instrumento em forma de haste pontiaguda que servia para
escrever em tábuas de cera. A palavra estilo tomou um significado figurado que
tem a ver com a forma de escrever e de falar.
Todo
pregador tem atributos próprios que deve preservar, para ser sempre original e
autêntico. Ele também pode aperfeiçoar seu estilo e sua maneira de pregar
através do estudo da Homilética e da experiência ministerial. Alguns iniciantes
querem adotar o estilo dos pregadores que admiram, mas é um erro não desenvolverem
seus próprios estilos.
O pregador
deve cumprir pelo menos 4 princípios básicos para melhorar seu estilo de
pregação e assim valorizar o importante trabalho de um ministro da Palavra de
Deus. São eles: pureza, energia,
autoridade e imaginação.
Há também
três aspectos do corpo que ajudam na comunicação da mensagem: a expressão facial, a postura e a voz do pregador.
Ao
falarmos de Voz do Pregador, há alguns defeitos que precisam ser corrigidos no
decorrer da experiência, pois há aquele que é resmungador (fala com os
lábios quase fechados); o gritador (não sabe usar o volume da voz); o cantarolador
(sua voz sobe e desce todo o tempo, como numa canção); o monótono (é o
tipo de voz que faz dormir) e; o pigarreador (limpa a garganta toda
hora, como se tivesse com irritação ou pigarro).
Para que
possa fazer bom uso da sua própria voz, o pregador deve procurar aperfeiçoá-la
através de meios corretos, com boa fluidez, modulação e expressão, além das
recomendações abaixo:
a. Beber
bastante água em temperatura natural durante o dia.
b.
Próximo do momento de
atividades vocais dê preferência aos alimentos leves e de fácil digestão.
c.
Evitar roupas apertadas,
principalmente nas regiões do abdômen, cintura, peito e pescoço, pois isso
poderá dificultar a respiração.
d. Evitar
cochichar.
Na teoria
da comunicação aprendemos seus três aspectos mais importantes: o emissor, o
receptor e o canal da comunicação que funcionam da seguinte forma:
- O emissor
é o que transmite a mensagem.
- O receptor
é o que recebe a mensagem.
- O canal
é a via pela qual se transmite a mensagem (a voz do emissor).
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