quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

APOLOGÉTICA - SEITAS E HERESIAS



1.    Introdução
O estudo da Apologética, que diz respeito à defesa da fé, tem por objetivo alertar contra os ensinos daqueles que dedicam suas vidas, através de movimentos e seitas, à propagação de crenças que não compactuam com a sã doutrina cristã, e também por aqueles que não têm conhecimento das Santas Escrituras, visto que são discipulados pelos primeiros. Por consequência, agem cegamente, sob influência maligna.
Esta apostila apresenta seitas e movimentos heréticos que constituem segmentos do Cristianismo, como o Mormonismo, as Testemunhas de Jeová e o Adventismo, assim como religiões mundiais constituídas, como Catolicismo, Hinduísmo, Budismo e Islamismo, não importa o nascedouro.
A palavra heresia, que provém do grego haíresis contempla a ideia, no sentido bíblico, de falsa doutrina ou ensino, que nega, entre outros, uma das crenças fundamentais da Igreja que é a divindade ou senhorio de Jesus Cristo, implicando na disseminação de doutrinas distorcidas. Em resumo, o termo heresia, no sentido atual, é todo desvio da verdade divina conforme revelada pela Bíblia.
O surgimento das heresias se deve a ação diabólica no mundo (2Co 4.4), contra a Igreja (Mt 13.25) e contra a Palavra de Deus (Mt 13.19). Também é por conta do descuido da Igreja em pregar e ensinar o Evangelho completo (Mt 13.25), à falsa hermenêutica (2Pe 3.16), a falta de conhecimento da verdade bíblica (1Co 15.33-34) e maturidade espiritual (Ef 4.14).
Uma seita pode ser identificada através dos elementos que constituem a base sua base de fé, por aquilo que ela crê, sustenta e divulga, principalmente assuntos de doutrina bíblica, como a Bíblia Sagrada, a Trindade, a criação, o pecado, a queda do homem, a pessoa e a obra de Cristo, a salvação e o porvir.
Nossa oração é que Deus nos dispense Seu Espírito de conhecimento e de revelação no decorrer deste estudo e nos torne aptos a pregar aos homens “...todo o conselho de Deus” (At 20.27).

2.    Animismo: um deus para cada situação
O Animismo pode ser descrito como uma crença que atribui vida espiritual à coisa inanimada e isso inclui a crença que atribui vida aos mortos. Os animistas dizem que após a morte a alma humana continua a viver em estado espiritual, permanecendo ao redor do lugar em que a pessoa viveu. Para os animistas existe um poder sobrenatural, mas não um Deus pessoal. Acreditam que a totalidade da natureza está repleta de seres espiritual. A mãe natureza é a força de tudo.
O termo animismo é oriundo da expressão anima, que significa alma ou fôlego. Sinteticamente, podemos apresentar três características do Animismo:

1.               Objetos não são simples matéria inanimada. Todos possuiriam espíritos em si; desta forma o Universo seria uma espécie de grande força viva.
2.               Os espíritos presentes em objetos inanimados sobreviveriam à destruição.
3.               Esses espíritos podem ser não humanos, puros ou de mortos. Bruxos e médiuns teriam a capacidade de dialogar com os espíritos e estes, eventualmente, manifestar-se-iam através dos próprios homens.

Dito isso, observamos que histórias sobre lugares assombrados ou a veneração de determinadas localidades, tidas como sagradas ou místicas, têm a ver com o Animismo. É uma espécie de espiritismo com satanismo e idolatria.
Os animistas acreditam que qualquer elemento cósmico (sol, lua e estrelas), qualquer elemento natural (rios, florestas, animais e pedras) e qualquer fenômeno climático (das chuvas aos terremotos) possuem espíritos. Sendo assim, tudo é vivo, tudo é consciente, tudo possui anima, ou seja, alma.
O Animismo tem alguns pontos coincidentes com o Cristianismo, todavia isso não significa que o Animismo esteja correto em qualquer medida; dá-se que a mentira chamada Animismo foi constituída sobre alguns pontos verdadeiros. Essa tática é conhecida filosoficamente como sofismo, que é a prática do engano apresentado como verdade e com elementos verdadeiros. Até porque, toda “meia verdade” é mentira e sabemos que só existe A Verdade, que é Cristo.
Uma dificuldade ao se tratar de missões em determinados povos é a questão do sincretismo, que é uma mistura de várias crenças. No caso dos animistas, muitos mesmo após a conversão ao Cristianismo, tentam fundir a nova fé ao antigo comportamento, trazendo um ‘cristianismo contrario à Bíblia’. Os trabalhos missionários no continente africano sofrem com isso. Vale ressaltar que, todo depósito de fé em um objeto é Animismo, uma vez que o nome e a pessoa de Jesus são suficientes para salvar, curar, transformar e levar para o céu.
Sobre os pontos conflitantes entre o Animismo e o Cristianismo, destaca-se a questão da ética, pois a ética cristã baseia-se no amor, enquanto a ética animista baseia-se no terror.
A maioria dos sistemas de crença animista sustenta que o espírito sobrevive à morte física. Em alguns casos, crê-se que o espírito passe para um mundo mais fácil e farto; outras vezes, defende-se que o espírito permanece na terra como um fantasma, quase sempre maligno. A partir de tal crença, surgiu a prática de se oferecer alimento ou acender fogueiras no túmulo. Em um primeiro momento, talvez como um ato de amizade ou piedade filial, mais tarde, como um ato de adoração aos ancestrais.
Uma ressalva na prática animista acima citada é que, para eles, nem tudo está acabado com a passagem da alma para a terra dos mortos, pois ela pode retornar para ajudar a solucionar, ou mesmo vingar, a causa de sua morte.
O Panteísmo é apontado como o desdobramento natural do Animismo e a sua proposta é que Deus está em tudo e tudo é Deus.

2.1.       As crenças do Animismo e as refutações bíblicas
Sobre o sobrenatural, o animista crê em uma deidade positiva e bem distante, de modo que ele reverencia (adoração e oração) seus ancestrais. A refutação bíblica baseia-se no fato de que Deus está perto de todos e quer ser Pai dos homens por intermédio de Jesus Cristo (Jo 3.16).
Sobre o medo dos espíritos, o animista tem medo dos demônios, do desconhecido, da bruxaria e da morte. A refutação bíblica é que o medo pode ser um tormento para todas as pessoas não salvas. Cristo Jesus oferece o amor para expulsar o medo (1Jo 4.18). Até porque medo e fé são sinônimos e o que mais alimentarmos vencerá.
Sobre o sistema de valores, o conceito que o animista tem do mundo é o de uma mistura entre o sagrado e o secular, entre o próprio eu e a comunidade, entre o objeto e o símbolo. A refutação bíblica é nítida, pois para o cristão não há separação entre o secular e o sagrado. Os valores ensinados por Cristo devem penetrar em nosso pensamento, existência e ações. Somos um com Cristo e com seu corpo, a Igreja (Jo 7.11; 1Co 12.27).
Sobre o sacrifício para a expiação, os animistas têm um pensamento forte na necessidade de oferecer sacrifício para aplacarem os espíritos. A refutação bíblica mostra que o único sacrifício perfeito é o Senhor Jesus Cristo. Ele se ofereceu como sacrifício de uma vez para sempre.
Sobre a substituição das obras, a crença animista depende dos rituais e das cerimônias para a libertação da culpa e para obter favor dos espíritos. A refutação bíblica diz que aquilo que o homem faz vai contra o caminho divino da salvação. Deus rejeita as obras da justiça e as chama de trapo de imundícia (Is 64.6). Tudo quanto pode ser feito já foi pelo Filho de Deus na cruz. Tudo quanto o Animismo precisa fazer é crer.
 Concluindo, somente o Cristianismo pode demonstrar o amor de Deus. Os animistas precisam ficar sabendo a respeito do Deus que se importa. Ele não é um ser remoto e irado. Ele participa da vida cotidiana e procura pessoas para serem reconciliadas com Ele, para tornarem-se Seus filhos e amigos. Para conhecermos a Deus, devemos conhecer o Filho (Jo 14.6-7). Por meio de Jesus, todos podem se tornar filhos de Deus e ter acesso à vida eterna no céu.

3.    Hinduísmo: a religião dos milhões de deuses
Historicamente, o princípio do Hinduísmo pode ser contado a partir do ano 1500 a.C., todavia o que se pode comprovar desta seita está disponível nos chamados Vedas, que são os escritos do Hinduísmo.
O Hinduísmo é notável pela característica que tem de assimilar novas ideias e preceitos. Prova disso é que a deidade principal do Hinduísmo foi introduzida nesta religião talvez 500 anos depois dos primeiros movimentos e textos hindus. Estamos falando de Brahma, tida como a força espiritual universal, que foi apresentada como tal no escritos conhecidos como Upanishads – os mais famosos do Hinduísmo.
O Hinduísmo tem como crença o sistema de castas, separando os puros dos impuros. Originalmente, previa-se quatro estratos sociais, mas hoje são cerca de 3 mil camadas sociais, todas embasadas em seus conceitos de pureza e impureza: quanto mais puro se é, mais no topo da pirâmide de castas se está.
As castas, na verdade, se trata de um modelo discriminatório e fatalista que impossibilita que as pessoas conquistem desde bens materiais até mesmo mobilidade social, avançando entre as camadas sociais. A Bíblia ensina que todos os homens são iguais perante Deus (Gl 3.28).
Os Vedas apresentam hinos à vaca, dizendo que este animal é o símbolo da fertilidade e da prosperidade. É por isso que na Índia a vaca é reverenciada e adorada. Por ser símbolo da vida, a vaca não pode ser aproveitada para qualquer tipo de atividade agrícola nem morta. A refutação bíblica para isto se baseia no fato de que Deus criou a vaca e tudo que existe e não podemos deixar de adorar o Criador para adorar a criatura (Rm 1.25).
Dentro do Hinduísmo aparece os promotores do amor puro, membros da ISKCON (Associação Internacional para Consciência de Krishna) e sua divindade é descrita como uma menina rodeada de flores, com vestes coloridas, tocando flauta e traduzindo a felicidade.
De acordo com sua crença, a ISKCON vive de divulgar o amor puro de sua deusa Krishna, que teria surgido ainda antes de Cristo. A adoração a esta deidade faria dos adeptos da seita os verdadeiros continuadores das tradições védicas, além de os únicos pertencentes à verdadeira religião dos vedas.
Parece estranho dizer assim, mas a ISKCON é uma espécie de seita dentro da seita terrível e descomunal chamada Hinduísmo. O modo como a ISKCON se sustenta e se organiza é medonho, apesar de apresentar-se como pregadora do amor. Os novos adeptos da seita recebem uma lavagem cerebral, que começa com a repetição obsessiva do mantra Hare Krishna. No primeiro estágio eles pregam a salvação que é obtida pela repetição do nome do seu deus, por pelo menos 1728 vezes, todos os dias.

3.1.       As crenças da ISKCON e as refutações bíblicas
Esta seita medonha não acredita que Deus exista como ensinado pela Bíblia. O Hinduísmo afirma que seu deus é um com o universo. Nós dizemos que nosso Senhor é o Criador do Universo e Dominador sobre tudo: “Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coias. A Ele, pois, a glória eternamente. Amém! (Rm 11.36).
Sobre Jesus, o movimento ISKCON considera que Cristo não é Deus, mas uma espécie de encarnação de grandes mestres, o que costuma ocorrer de tempos em tempos. A refutação bíblica baseia-se no fato de que a deidade de Cristo é afirmada em toda a Palavra de Deus. Ele não é um profeta ou mestre temporal; Ele é o Filho de Deus (Jo 1.1; 10.30,33,38; Hb 1.3).
No que tange a reencarnação, eles creem que somente a pessoa que alcança um estado de consciência pura nesta vida é que pode experimentar a morte. Os que não alcançam tal propósito precisam se reencarnar. Sabemos, no entanto, que a reencarnação é uma ideia completamente insustentável à luz da Bíblia. Ela, inclusive, anula a cruz de Cristo e o sacrifício vicário do Mestre em favor dos homens. A Bíblia ensina que, após a morte, que ao homem é dada uma única e definitiva vez, segue-se o juízo (Hb 9.27).
 Concluindo, Abhay Charan (fundador do ISKCON) ensinava que a caminhada desta vida seria posta a perder pelo mais simples desejo incompatível com Krishna, como desejar comer um doce. Bastaria isso para que a pessoa fosse obrigada a reencarnar e tentar outra vez atingir a perfeição espiritual. Isso, certamente, não se parece com plano de salvação de um Deus misericordioso.

4.    Budismo: a religião que ainda não encontrou a verdade
Por volta do quinto século antes de Cristo viveu um jovem nobre na Índia, por nome Gautama. Um dia, abandonou a riqueza de seu lar, sua esposa e filho, e saiu vagueando como um mendigo, à procura de iluminação espiritual. Após um período de meditação, recebeu a iluminação que tanto esperava. Recebeu o título de “Buda” – O iluminado. Passou o resto de sua vida transmitindo seus ensinamentos. Contra a sua vontade, Gautama foi considerado como uma divindade pelos seus seguidores. Apesar de ter nascido na Índia, e apesar da intensa tradição religiosa da cultura indiana, seu ensino atraiu mais seguidores na China, no Japão, na Coréia, na Tailândia, no Vietnã e regiões vizinhas. O budismo tem estado presente também no Ocidente, de modo que, séculos passados desde seu início, hoje há milhões e milhões de seguidores de seus ensinamentos.
Atualmente observa-se um curioso fato no cenário religioso brasileiro: o aumento de praticantes do budismo. O país já conta com alguns mosteiros budistas. De fato, é grande a propaganda em torno do budismo, não apenas no Brasil, mas na verdade, em todo o mundo ocidental.
Em um nível mais popular, é bastante comum encontrar em casas, escritórios, restaurantes e até estabelecimentos comerciais, uma estátua de Buda, apresentado como um homem com feições orientais, muito gordo, em posição de meditação, acredita-se que isso dá sorte.
O budismo é um desafio ao Cristianismo, quanto à missão da igreja.
Assim como outras grandes religiões, o budismo é bastante dividido, isto é, não existe apenas um único budismo. Há, por exemplo, o budismo zen, japonês, mais filosófico que o budismo tibetano, cujo principal e mais conhecido representante é o Dalai Lama.
O budismo não prega a crença em um ser supremo, uma entidade espiritual superior. Consequentemente, não tem uma prática de oração. Devido a isso, curiosamente o budismo tem sido chamado algumas vezes de “religião de ateísmo prático”.

O budismo pode ser resumido nas chamadas: “4 verdades nobres”, que são:
1.     O sofrimento é universal.
2.     O sofrimento é causado pelo desejo.
3.     Eliminar o sofrimento é eliminar o desejo.
4.     Um caminho deve ser seguido para se alcançar a eliminação do desejo.

Este caminho, conforme o ensino budista, tem “8 passos”:
1.     Crença correta;
2.     Sentimentos corretos;
3.     Fala correta;
4.     Conduta correta;
5.     Maneira de viver correta;
6.     Esforço correto;
7.     Memória correta;
8.     Meditação correta.

Quem se propõe nestes caminhos tem que obedecer a dez mandamentos. Assim, é proibido Matar, Roubar, Adulterar, Mentir, Ingerir bebida alcoólica, Comer durante o período de jejum, Dançar, cantar ou qualquer forma de diversão, Usar perfumes e ornamentos, Dormir em camas que não estejam armadas no chão, Aceitar ouro ou prata como esmola.
É interessante observar que, destas dez proibições, as quatro primeiras aparecem no Decálogo, isto é, os Dez Mandamentos da tradição judaico-cristã.
O budismo também prega o Nirvana, que é uma renúncia ao apego material que não eleva o espírito e apenas traz sofrimento. Através da meditação se consegue percorrer os passos fundamentais para chegar ao nirvana, considerado como a última etapa a alcançar pelos praticantes da religião.

4.1.       As crenças do budismo e as refutações bíblicas
O budismo não crê em um único Deus pessoal e Todo Poderoso como se crê no Cristianismo. Toda revelação bíblica repousa no fato da existência de Deus (Hb 11.6).
Sobre a salvação, o budismo entende que está na libertação do desejo. Tal salvação seria obtida totalmente sem ajuda externa. Não há no budismo um conceito de perdão de pecados, tal como encontramos no pensamento bíblico. Também não há um conceito de “salvador” no budismo, pois, conforme seu entendimento, cada um tem que resolver seu próprio problema. No Cristianismo, em nítido e evidente contraste, depende-se de Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador, para a redenção humana (Jo 3.16).
Quanto à vida moral, o budismo apregoa uma ética pessoal elevada. Entretanto, há que se considerar que falta ao budismo uma ênfase clara no amor a Deus acima de todas as coisas (Dt 6.5), e ao próximo como a si mesmo (Lv 19.18), o que é absolutamente central no Cristianismo.

5.    Catolicismo: a igreja do trono de Pedro
A Igreja Católica menciona o ano 33 d.C. como a data de sua fundação. Isto vem do fato de que toda ramificação do Cristianismo costuma ligar sua origem à Igreja fundada por Jesus Cristo. Porém, quanto à origem de sua organização eclesiástica e doutrinária, que a torna diferente da igreja cristã primitiva, não é possível fixar com exatidão, isto é, do começo, porque seu afastamento das doutrinas bíblicas se deu aos poucos, e não de uma vez.
Muitos católicos agarram-se na tradição religiosa afirmando que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Igreja mais antiga. Ela nasceu, porém, por questões políticas, a partir de Constantino em 313 d.C., em decorrência à invasão dos Bárbaros no Império Romano do Ocidente. Ela passou a ter este nome somente com o Concílio de Nicéia em 325 d.C., com a universalização do Cristianismo.
Vejamos alguns pontos importantes refutados biblicamente sobre o catolicismo:

O QUE DEUS PENSA DAS IMAGENS:
·         Não servir (Ex 20.5)
·         Não fazer (Dt 27.15; Ex 20.4; Dt 5.8)
·         Não andar em Procissão (Is 45.20)
·         Não venerar (Ex 20.5; Dt 5.8-9)
·         Jogar fora (Is 30.22) e não ter (Ex 20.3; Nm 33.52; Lv 26.1)
·         Não temer (Jr 10.3-5)
·         Destruí-las (Dt 7.5 e 25.7)

VERDADES BÍBLICAS SOBRE AS IMAGENS:
·         São como espantalhos num pepinal (Jr 10.3-5)
·         Quem as venera, cultua a demônios (ICo 10.19-20)
·         Não tem poder e não tem vida (Jr 10.5; Hc 2.18-19)
·         Ensinam a mentira e a confusão (Hc 2.18; Is 30.7; Is 41.29)
·         Tornam–se semelhantes a elas quem as venera (Sl 115.4-8);
·         Embrutece a pessoa e traz vergonha (Jr 10.14-15; Is 42:8)
·         Não é permitido usá-las nem como fotografia (Ex 20.1-5; Is 30.22; 31.7)

De acordo com Deuteronômio 18.10-14, rezar às imagens é abominação a Deus porque induz à consulta aos mortos, uma vez que a imagem representa uma pessoa morta.
Se a pessoa está morta e aguarda a ressurreição, não há como ela interceder a Deus pelos vivos, pois isso implicaria na ideia espírita de que os vivos podem ter contato com os mortos. Jesus é o único intermediário entre Deus e os homens (ITm 2.5; At 4.12, Jo 3.13).
A missa católica possui diversos elementos que contrariam os ensinos bíblicos. Os fiéis participam da liturgia por não conhecerem as implicações para sua vida. A ceia, na liturgia católica, somente o padre toma vinho, sendo que o próprio Senhor Jesus, confirmado por Paulo, deu a ordenança para que todos participassem de ambos os elementos (Mt 26.27 e 1Co 11.26).
Quanto à transubstanciação, os católicos creem que a hóstia se transforma de fato no corpo de Cristo. Deus não pode se tornar uma coisa inanimada que eu possa ingerir. Essa crença tem como base o animismo e foi herdada dos cultos pagãos de relíquias primitivas. A Bíblia diz que a Ceia é feita em memória da morte do Senhor (1Co 11.24-25).
 As práticas de Extrema Unção, Missa de Sétimo Dia e a Invocação e Proteção dos Santos (dia de finados), assim como já foi citado em relação às imagens, têm ligação com a necromancia e com a mediunidade (camuflada), uma vez que a pessoa é colocada em contato com o mundo dos mortos, expressamente condenada nas Escrituras Sagradas (Ec 9.4-5; 2Sm 12.22-23; Lc 16.19-31; 1Co 10.13; 2Co 33.6; Is 2.6 e 8.19-20; Gl 5.19-21; Dt 18.9-12).
A Bíblia ensina que cada crente é um sacerdote (1Pe 2.9; Is 61.6). Com Jesus não precisamos de mediadores para confessarmos os nossos pecados e para interceder por nós. Ele abriu um novo e vivo caminho direto a Deus pela sua morte. Sendo assim, a ideia de que o padre ou qualquer outro "rogará" ao Pai por nós está equivocada (1Jo 1.9; Hb 10.19-20).
Sobre a reza, a Bíblia ensina que não é necessário fazer repetições para ser ouvido por Deus. Jesus e os demais personagens da Bíblia nunca oraram da mesma forma duas vezes (Mt 6.7, Jo 17, Jo 11.41-42). O Pai Nosso foi ensinado por Jesus como um modelo.
Em 1546 a Igreja Católica colocou a tradição eclesiástica em pé de igualdade com a Bíblia. Com isso a interpretação Bíblica ficou sujeita ao parecer da Igreja, impedindo o livre exame das Escrituras Sagradas por parte do povo, deixando-o na ignorância espiritual. Deste modo, milhares de pessoas nasceram, viveram e morreram mergulhadas na superstição, sem conhecerem o plano da salvação.
Todos devem ter uma cópia das Escrituras Sagradas para poderem examiná-la com liberdade (Dt 17.19; Jo 5.39).
A maioria dos católicos usam velas sem saberem para quê. Acender velas é prática pagã ligada ao animismo e ao panteísmo, isto é, culto às coisas e aos elementos da natureza e culto aos ancestrais (mortos) envolvendo a associação com demônios, condenados pela Bíblia (Rm 1.21-23). Jesus é a luz do mundo (Jo 8.12; IJo 1.5-7). Deus abomina a superstição e o horóscopo (Is 47.13-14).
O culto à Maria foi organizado pela Igreja em 381 e a sua assunção declarada artigo de fé somente em 1950. A imaculada conceição, a qual Maria foi concebida sem "qualquer mancha de pecado original" foi criada pelo Papa Pio IX em 1854.
A Bíblia diz que apesar de Maria ter sido a mãe de Jesus, ela também, era pecadora na mesma condição dos demais (Rm 3.23; Lc 1.46-47) e Jesus tratou-a como uma mulher normal e não como a virgem imaculada (Jo 2.4). Em Mateus 1.16 fica claro que Maria foi agraciada principalmente por ser desposada com José, por ser ele da descendência de Davi e não ela.
Jesus é único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5; At 4.12) e advogado dos pecadores e não Maria (1Jo 2.1-2).
Há uma impossibilidade de Maria ou qualquer outro santo ser concebido como mediador, pois, para ser intercessor, é necessário ter os atributos que pertencem somente a Deus, como onipresença e onipotência. Isto nem os anjos, nem satanás possuem, muito menos alguém na condição de pecador.
Maria não permaneceu virgem. Mateus 1.24-25 diz que José a conheceu após o nascimento de Jesus. Ela teve mais filhos e passou a viver uma vida normal (Mc 3.33; Mt 13.54-56; Jo 7.1-10). Neste sentido a Bíblia é bem clara quando se refere a Jesus como primogênito e não como unigênito de Maria, indicando que teve mais irmãos (Lc 1.21-24).
Os líderes católicos afirmam que quando a Bíblia fala dos irmãos e irmãs de Jesus, está na verdade se referindo à graus de parentescos mais próximos (primos e tios). A Bíblia, porém, deixa claro os diferentes graus de parentescos: Em Colossenses 4.10, Marcos é chamado de primo de Barnabé. Em Lucas 1.36, Isabel é referida como a prima de Maria. Levítico 25.49 distingue bem quem é tio de quem é primo. Tiago é colocado como o irmão (carnal) do Senhor (Gl 1.19).
O Papa Pio XII corou Maria como a Rainha dos céus em 1954. A Bíblia, porém refere-se a este culto como um ato de rebelião à Palavra de Deus (Is 44.16-17).
Não há menção de purgatório na Bíblia e quem morreu não tem mais qualquer ligação com esta vida (Ec 9.4-5) e os vivos não podem interferir no destino eterno de quem já morreu (2Sm 12.22-23; Jo 3.18; Lc 16.19-31).
A salvação através das obras, as promessas e a penitência anulam a necessidade da graça de Deus e do perdão. O perdão anula a penalidade imposta pelo pecado; se a pena que estava sobre nós foi retirada em decorrência do arrependimento, já não precisamos fazer penitência para pagar pelos pecados ou realizar boas obras para ser salvo. Não somos salvos porque fazemos boas obras, mas fazemos boas obras porque somos salvos (Ef 2.10).
Sobre a abstinência de alimentos em dias santos, todos os alimentos criados por Deus são bons e não devem ser rejeitados (1Tm 4.4-5; Mc 7.18-23). 
Não há a designação papal na Bíblia (Ef 4.11). Esta posição na verdade foi criada com fins políticos. Jesus é a pedra fundamental e não Pedro. A passagem usada pelos católicos para dizer que Pedro foi o primeiro Papa é Mateus 16.16-19, como a pedra fundamental da Igreja. Realmente a palavra usada por Jesus para Pedro neste texto é pedra. Porém, Jesus referiu-se a ele usando o termo “petros” que é a palavra do grego para pedra, empregada para indicar o sentido de “lasca ou pedrinha”. Já para a Palavra pedra referente à colocação “sobre esta pedra edificarei a minha Igreja”, Jesus utiliza o termo “petras”, isto é, rocha (grande pedra). Neste caso, portanto, Pedro é colocado como parte da edificação e não como a pedra fundamental. Para não deixar dúvidas o próprio Pedro escreve em sua carta, I Pedro 2.4-10, que Jesus é esta Pedra de Esquina e que ele com a Igreja são pedrinhas vivas que formam o grande edifício de Deus que é a Igreja.
Os livros apócrifos foram acrescentados ao Cânon Sagrado das Escrituras pela Igreja Católica, com fins político-religiosos, em 8 de Abril de 1546, no Concílio de Trento (1545-1563). Trata-se de livros não inspirados. Os livros apócrifos que foram acrescentados ao Antigo Testamento são: Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus.

5.1.       A verdadeira história da “senhora” Aparecida
Em 16 de julho de 1930 o Papa Pio XI declarou e constituiu a imagem “aparecida” como padroeira da Nação Brasileira. Conta-se que a imagem foi encontrada no Rio Paraíba, próximo do Porto de Itaguassú, no ano de 1717, por três pescadores que foram pescar para um grande banquete oferecido pela Câmara Municipal ao governador da Província de São Paulo e Minas Gerais. Na primeira vez que lançaram as redes encontraram a imagem sem cabeça e logo após, com peixes, a parte que faltava. Por causa desse fato, os pescadores chamaram o ocorrido de “milagre”.
Com os boatos, deu-se então início às romarias, culminando, enfim, na construção da Basílica de Aparecida do Norte. Esta história foi investigada pelo Dr. Anibal Pereira dos Reis, ordenado Padre em 1949, como ardente devoto da imagem. Conviveu com os bastidores de Aparecida, e por se tornar sacerdote da cidade de Guaratinguetá, pôde tirar, portanto, conclusões exatas sobre a origem da imagem. Após descobrir a verdadeira história da aparição, depois de uma longa e criteriosa investigação, o padre Anibal se converteu ao Evangelho.
A história verdadeira segue da seguinte forma: tendo em vista a febre do ouro e as consequências desordens nas Capitanias de São Paulo e Minas Gerais e o descontrole do governo de Dom Braz Baltazar da Silveira, o Conde de Assur foi enviado para interferir pessoalmente na situação e recobrar a ordem. A chegada em Guaratinguetá despertou o interesse do vigário local, José Alves Viela, em se tornar Bispo. Por isso programou um jantar para Câmara Municipal. Para tal evento precisava de uma grande quantidade de peixes. Então, orientou os três pescadores para lançarem suas redes próximo ao Porto. Na pesca encontraram as duas partes da imagem. Até aí tudo certo! Mas, o que ocorreu de fato?
O padre fora ao Porto de Itaguassú, antes de os pescadores chegarem, e colocou a imagem nas águas do rio, exatamente no local em que o mesmo os indicara para lançarem as redes. Como todo o povo da região estava presente para receber o Governador, baseado na “santidade do padre”, divulgou-se a notícia do “milagre”. O padre entregou a imagem ao pescador Felipe Pedroso, residente no sopé do Morro dos Coqueiros. Frustrando-se na tentativa de conseguir o bispado, passou a utilizar o ocorrido da imagem para alimentar romarias e missas locais. Em 1743, quando os fiéis chegaram à capela, construída para a imagem, não a encontraram no lugar. O padre os orientou que a procurassem nas redondezas. Após a busca acharam-na numa pedra. Esse fato repetiu-se na semana seguinte. Assim, as festividades e as missas tornaram-se ainda mais populares. O padre então aconselhou o povo sobre a necessidade de se construir um templo no alto do Morro dos Coqueiros, o qual veio a se transformar numa das maiores fontes de arrecadação de dinheiro para os cofres do Vaticano. Com tudo isso, porém, ninguém desconfiou que o mesmo padre foi quem retirou a imagem da capela levando-a ao morro para engano de todos. Mesmo assim, morreu como um simples vigário!

6.    Islamismo: a religião que identifica um povo
O islamismo é uma das três principais religiões monoteístas do planeta ao lado do cristianismo e do judaísmo. Á semelhança destas, também nasceu no Oriente médio. Suas crenças e práticas, porém são contrárias à Bíblia e ao Cristianismo.
Maomé nasceu na cidade de Meca, na Arábia Saudita, centro de animismo e idolatria. Como qualquer membro da tribo Quirache, Maomé viveu e cresceu entre mercadores. Seu pai, Abdulá, morreu por ocasião do seu nascimento, e sua mãe, Amina, quando ele tinha seis anos. Aos 40 anos, Maomé começou sua pregação, quando, segundo a tradição, teve uma visão do anjo Gabriel, que lhe revelou a existência de um DEUS único.
Khadija, uma viúva rica que se casou com Maomé e investiu toda sua fortuna na propagação da nova doutrina. Maomé passou a pregar publicamente sua mensagem, encontrando uma crescente oposição. Perseguido em Meca, foi obrigado a emigrar para Medina, no dia 20 de Junho de 622. Esse acontecimento, chamado Hégira (emigração), é o marco inicial do calendário muçulmano até hoje. Maomé faleceu no ano 632.
O nome da religião vem da palavra árabe islam, “submissão”, mas os críticos afirmam que significava: “desafio à morte, heroísmo, morrer na batalha” no mundo pré-islâmico. Foi fundado por Maomé na Arábia Saudita, em 610 d.C., e, logo, expandiu-se por todo o oriente médio, sul da Ásia, norte da África e Península Ibérica, pela força da espada.
Segundo os muçulmanos, o Corão contém a mensagem de DEUS a Maomé, as quais lhe foram reveladas entre os anos 610 a 632. Seus ensinamentos são considerados infalíveis. É dividido em 114 suras (capítulos), ordenadas por tamanho, tendo o maior 286 versos. A segunda fonte de doutrina do Islã, a Suna, é um conjunto de preceitos baseados nos ahadith (ditos e feitos do profeta).
O Islamismo é atualmente a segunda maior religião do mundo, dominando acima de 50% das nações em três continentes. O número de adeptos que professam a religião mundialmente já passa dos 935 milhões.
O objetivo final do Islamismo é subjugar o mundo e regê-lo pelas leis islâmicas, mesmo que para isso necessite matar e destruir os “infiéis ou incrédulos” da religião. Segundo eles, Alá deixou dois mandamentos importantes: o de subjugar o mundo militarmente e matar os inimigos do Islamismo (judeus e cristãos).
O islamismo rejeita a Bíblia. A fonte principal de autoridade é o Alcorão, mas há muitas outras fontes, a Sunnah ou Tradição Viva, registro de tudo que Maomé teria feito e dito, classificado em volumes e chamados de Hadith e no Alcorão, elaboraram a Lei Islâmica chamada Shaaria.
A palavra alcorão vem do árabe quran (recitação), e al é o artigo definido. Os muçulmanos acreditam que o anjo Gabriel recitou sua mensagem a Maomé durante 23 anos e cujo conteúdo está numa tábua no céu. Eles acreditam que o Alcorão é a inspirada Palavra de Deus. Mas, estudos críticos nele e na sua história tornam inconsistente esse conceito.
Havia muitos textos discrepantes do Alcorão. Por isso, Otmã, terceiro sucessor de Maomé (644-656) padronizou seu texto conforme as suas conveniências, e mandou destruir as demais cópias sob pena de morte. Um dos discípulos de Maomé, chamado Abdollah Sarh dava sugestões sobre o que deveria ser cortado ou acrescentado no Alcorão. Deixou o islamismo, alegando que se o Alcorão fosse a revelação de Deus, não poderia ser alterado por sugestão de um escriba. Quando Maomé conquistou Meca, matou seu ex-discípulo, visto que sabia demais para continuar vivo.
O problema é que os teólogos islâmicos logo descobriram que o Alá do Alcorão não é o mesmo Jeová do Antigo Testamento, e que o Jesus do Alcorão, não é o mesmo do Novo Testamento. A mensagem da Bíblia é uma, e a do Alcorão é outra. Não podendo aceitar o equivoco do seu profeta, resolveram ensinar que a Bíblia foi falsificada por judeus e cristãos.
Deus prometeu preservar a sua Palavra (Jr 1.12). A integridade do texto bíblico é fato verificado cientificamente, os manuscritos do Mar Morto confirmam a autenticidade do texto bíblico. Outra prova irrefutável, contra o argumento islâmico, é o grande número de manuscritos antigos, tanto do Antigo quanto do Novo Testamento. A autoridade da Bíblia e sua inspiração são suas características únicas (Is 34.16; 2Tm 3.16). Os muçulmanos contradizem-se, pois o próprio Alcorão declara-se como continuação das Escrituras Sagradas.

6.1.       A Teologia Islâmica
O Deus dos muçulmanos: A história registra que existiram na antiguidade muitas religiões monoteístas, mas que eram pagãs. Seus adeptos adoravam a um único ídolo. É um monoteísmo falso. Alá, divindade dos muçulmanos, era uma das divindades da Arábia pré-islâmica, adorada pela tribo dos coraixitas, de onde veio Maomé. Há inúmeras evidências irrefutáveis na história da arqueologia de que Alá não veio nem dos judeus e nem dos cristãos. Alá e Jeová não são nomes distintos de um mesmo Deus. Jeová é o único Deus verdadeiro, ao passo que Alá não passa de uma farsa.
O conceito de Trindade no Alcorão: O islamismo considera a crença na Trindade um pecado imperdoável e define-a como três deuses: Alá, Jesus e Maria.
O Senhor Jesus Cristo no Alcorão: O Jesus do Alcorão é um mero mensageiro. Não é reconhecido como Deus, nem como Filho de Deus e Salvador da humanidade. O Alcorão não reconhece a morte e a ressurreição de Cristo. Assim, consideram Maomé como superior a Jesus e “o selo dos profetas”. O Alcorão afirma que é blasfêmia dizer que Jesus é Filho de Deus, pois implicaria numa relação íntima e conjugal de Maria com Deus. O mais grave é que seus líderes afirmam que os cristãos pregam tal absurdo (Jd 10)
A Cristologia Bíblica: A expressão “Filho de Deus” mostra origem e a identidade de Jesus (Jo 8.32), e não segue o mesmo padrão de reprodução humana. Eternamente gerado por Deus, o Senhor Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1.18-20; Lc 1.35; Hb 1.5). Há inúmeras passagens bíblicas provando que Jesus é Deus igual ao Pai (Jo 1.1). Durante o seu ministério terreno, fez o bem a todos (At 10.38), proporcionando não somente vida física (Jo 11.43-44), mas também espiritual (Jo 10.10).
O Sacrifício de Jesus: A cruz de Cristo sempre foi escândalo para os que perecem (1Co 1.23). A morte e a ressurreição de Jesus estavam previstas no Antigo testamento (Is 53.8-10; Sl 16.10) e cumpriu-se em o Novo (Lc 24.44-46) para a nossa salvação (1Co15.3-4). O sacrifício de Jesus na cruz mostra que o homem é completamente incapaz de salvar-se por sua própria bondade e força. Negar o sacrifício de Jesus na cruz, ou fazê-lo parecer desnecessário, é uma forma de invalidar a única maneira de o homem ser salvo.

6.2.       Os cinco pilares do Islamismo
O credo islâmico, composto de cinco pilares, é o orgulho dos muçulmanos. Entretanto Deus não está preocupado com ritos ou regras (Is 28.10). Ele busca a comunhão com o homem que criou (Mq 6.6-8).

1- Fé em Deus: O primeiro pilar é crer em Alá como único Deus e em Maomé como seu mensageiro. Afirmar com sinceridade essa declaração três vezes, em árabe, diante de duas testemunhas, torna a pessoa muçulmana. Isso é recitado nos ouvidos do recém-nascido e nos do muçulmano, quando está morrendo. Eles buscam assemelhar-se ao Cristianismo. Todavia o seu deus e mensageiro não são os mesmos da Bíblia (Jo 17.3).

2- Oração: São as orações rituais realizadas cinco vezes ao dia: de manhã, ao meio dia, à tarde, ao por do sol e à noite. Os judeus oram três vezes ao dia, desde os tempos bíblicos (Sl 55.17; Dn 6.10). Há uma passagem no Alcorão onde parece afirmar que Maomé copiou essa prática dos judeus e aumentou para cinco vezes. Nós cristãos, oramos continuamente (Cl 4.2; 1Ts 5.17), não como obrigação, mas com o desejo de manter comunhão com Cristo (Mt 6.5; Gl 2.20).

3- Esmolas: O terceiro pilar é dar esmolas aos mais necessitados ou fazer atos de caridade, uma prática copiada dos judeus e dos cristãos. A diferença é que não precisamos tocar trombetas (Mt 6.2). Não o fazemos para sermos salvos, mas porque já o somos e temos o fruto do Espírito (Gl 5.22).

4- Jejum: Jejuar 30 dias no mês do Ramadã é o quarto pilar. Pesquisas comprovam que esse é o mês de maior consumo nos países islâmicos. À luz da Bíblia isso não é jejum. O jejum cristão é como a oração: não é mandamento; é prática natural e voluntária do cristão (Mt 6.16).

5- Peregrinação: O último pilar é a peregrinação à Meca pelo menos uma vez na vida, se as condições financeiras e de saúde o permitirem. É a cópia das peregrinações judaicas e cristãs (Sl 1.22). Maomé substituiu Jerusalém por Meca.

Concluindo, o Islamismo é inimigo da cruz de Cristo. Em muitos países islâmicos é crime um muçulmano se converter à fé cristã. Seus líderes fazem propaganda falsa contra o Cristianismo e escondem as fraquezas da sua religião. Nenhum deles fala ao povo que a Trindade Bíblica não é a mesma descrita no Alcorão e nem explica o conceito de “Filho de Deus” em o Novo Testamento. É o maior desafio da igreja nos dias atuais.

7.    Maçonaria: uma organização mascarada
A Maçonaria é uma sociedade secreta e ritualística, incluindo em sua filosofia a auto-salvação do homem. É pagã quando analisada à luz das Escrituras Sagradas. Ainda que não seja uma igreja como conhecemos, constitui-se num movimento religioso e sincretista.
Alguns historiadores afirmam provir a Maçonaria dos antigos mistérios pagãos religiosos do velho Egito e da antiga Grécia. Outros admitem que ela tenha se originado por ocasião da construção do templo de Jerusalém, no reinado de Salomão e apontam como fundador Hiram Abif, suposto arquiteto do templo.
A maioria dos escritores maçons, porém, é de opinião que a Maçonaria deve sua origem e existência a uma confraria de pedreiros, criada por Numa, em 715 a.C., que viajava pela Europa e mais tarde construiu basílicas. Com o passar dos tempos, porém, essa sociedade perdeu o seu caráter primitivo e muitas pessoas estranhas à arquitetura nela foram admitidas.
Apesar da aceitação de pessoas estranhas à arquitetura na Maçonaria, instrumentos da arte de construir foram conservados como símbolos, dentro da entidade. Entre os instrumentos da simbologia maçônica, destacam-se: o compasso, a régua, o esquadro, o nível, o prumo, o escopo, o malhete, a alavanca e tantos outros usados pelos mestres da arquitetura.
O esquadro significa a necessidade de o maçom afastar-se de tudo aquilo cujo nível esteja em desacordo com a Sabedoria, Força e Beleza, palavras de grande significado dentro do vocabulário maçônico. Ele significa que o maçom deve regular a sua conduta e ações, sobretudo como tributo ao supremo Grande Arquiteto do Universo, que os maçons dizem ser Deus.
O nível ensina que todos os maçons são da mesma origem, ramos de um só tronco e participantes da mesma essência. Já o prumo é o critério da retidão moral e da verdade, que ensina o maçom a marchar, desviando-se da inveja, da perversidade e da injustiça.
Segundo a orientação maçônica, todos os maçons têm o dever de ensinar e praticar essas virtudes, e outras mais, conforme a orientação dos seus mestres.
A Maçonaria alega ter como objetivo a busca da Verdade, o estudo da Moral e da Solidariedade Fraternal. Diz trabalhar para o aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, a fim de que os seus componentes sejam mais felizes ou menos sofredores, graças a uma maior compreensão mútua, pela prática constante da Fraternidade. Tem por princípio a tolerância e o respeito recíprocos, sem impor dogmas ou exigir subserviência espiritual, concedendo aos seus adeptos amplo direito de pensar e discutir livremente.
 Tem por divisa "Liberdade", "Igualdade" e "Fraternidade", e por lema "Justiça", "Verdade" e "Trabalho". Os seus componentes devem esforçar-se para se aprimorarem espiritualmente, devotando-se à prática do bem, sem ostentação; não por vaidade, e sim como imperioso dever de solidariedade humana. Auxiliar o próximo não é um favor e sim o cumprimento de um dever. O maçom trai o seu juramento quando perde uma oportunidade de praticar o bem.
A Maçonaria considera seu principal dever estender a toda a humanidade os laços fraternais que unem os maçons dos diversos ritos dispersos pela superfície do Globo. Recomenda aos seus adeptos a propaganda pela palavra oral, pela escrita e pelo exemplo de seus ensinamentos, sem distinção de raça, nacionalidade ou religião. O essencial é que o homem creia; que acredite em um Ser Supremo.
Se o indivíduo é ateu, cumpre ao maçom mostrar-lhe o caminho da crença, fazer-lhe ver que não podemos viver sem ter confiança, sem acreditar em um Ser Supremo, um Deus bondoso, perfeito, justiceiro, que sabe perdoar.
O maçom é obrigado por seu caráter a obedecer à lei moral e, se devidamente compreende a Arte, não será jamais um estúpido ateu nem um libertino religioso.
O livro “O que é a Maçonaria” diz: "A Maçonaria só deve admitir em seu seio quem é livre e de bons costumes, quem dispõe de recursos financeiros e tem qualidades morais consideráveis e um grau de instrução que lhe permita compreender, interpretar as belezas incomparáveis que a Maçonaria apresenta, os seus elevados fins humanitários e o seu simbolismo".
Fazendo nossas as palavras de Jesus Cristo, o Mestre da Galileia, quando disse: "Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus" (Mt 22.21), queremos dizer que não negamos à Maçonaria os benefícios que tem proporcionado à humanidade. Não podemos negar o que ela tem feito em benefício de nossa Pátria, e a contribuição que deu à nossa independência, à extinção da escravatura, à secularização dos cemitérios, à regulamentação do casamento civil, à proclamação da República, ao ensino leigo e à separação entre igreja e Estado.
Em geral, os maçons são homens dotados das mais destacadas qualidades morais e sociais. São bons cidadãos e exemplares pais de família, porém, as boas qualidades de seus adeptos não fazem a Maçonaria uma instituição sagrada e intocável quando tem de ser analisada à luz da Bíblia Sagrada e da moral pregada e vivida por Jesus Cristo.
A Maçonaria é idólatra, satânica e um servo de Deus não pode se misturar com isso. As coisas boas por ela proporcionada ao Estado não diminuem seu mal ao Reino de Deus.
Se podemos crer na afirmação de Jesus de que ninguém pode servir a dois senhores, sem devotar mais atenção a um do que ao outro, haveremos de concordar com a impossibilidade de o crente ser fiel a Deus e à sua Igreja, e à sua Loja maçônica ao mesmo tempo (Leiamos o Sl 1).

8.    Mormonismo: a deturpação da doutrina bíblica
Esta seita teve sua origem em uma revelação recebida por Joseph Smith no ano de 1823. Este jovem de 18 anos ficou convencido de que todas as (Igrejas) no mundo estavam erradas e ele foi chamado para ser o Profeta do Altíssimo e fundar a igreja verdadeira.
Segundo relatou Smith, o anjo Moroni, que havia vivido 1.400 anos atrás, disse que seu pai Mórmom havia esculpido em placas de ouro a história de seu povo quando estavam próximos ao extermínio por seus inimigos. Moroni enterrou as placas em um morro perto de lugar que hoje se chama PALMYRA, Nova York, a seguir, o anjo o indicou ao lugar e lhe entregou umas pedras milagrosas que chamou de URIM e TUMIM, dizendo que com elas Joseph Smith poderia ler o que estava escrito nas placas que estavam escritas em “Egípcio Reformado”.
Depois dessa conquista, Smith, sentado atrás de uma cortina ditou a um amigo a tradução da escrita, devolvendo a depois a Moroni as placas e as pedras.
Publicou a obra em 1829, com o título “O livro de Mórmons”, este livro é a máxima autoridade em matéria de fé e conduta desta igreja. Eles afirmam que o “Livro de Mórmon” é a Palavra de Deus tanto quanto o é a Bíblia.
O mormonismo é uma religião totalmente falsa, diz ser cristã, mas não tem comunhão com nenhum ramo do Cristianismo. Os seus argumentos de fé constituem uma mistura; um pouco da lei, um pouco do Novo Testamento e extratos de politeísmo, maometismo, espiritismo, comercialismo, etc.
O fundador da seita foi Joseph Smith Júnior, nascido em 1805, em Sharom Vermonth, USA. Era filho de um casal muito supersticioso. O pai era macumbeiro praticante e a mãe tinha inclinação à feitiçaria.


8.1.       O mormonismo e a refutação bíblica
A Igreja dos Mórmons afirma ser o que a Bíblia chama “Reino de Deus”, isto é, não um reino espiritual, invisível, mas um reino literal, aquele que Cristo há de estabelecer. Vamos agora mencionar algumas das principais heresias, extraídas do Livro dos Mórmons, Doutrina dos Pactos e Pérola de Grande Preço e outros, apresentando a refutação que a Bíblia oferece a elas.
Os mórmons afirmam que o seu livro é a Palavra de Deus, tanta como a Bíblia o é. Eles acreditam que a evolução divina continua de duas maneiras:
Deus aparece falando de viva voz e Deus fala sem aparecer. A Bíblia, porém, afirma ser completa a revelação divina. Não se pode acrescentar a ela nem tirar coisa nenhuma (Ap 21.18-19; Dt 4.2; 12.32; Pv 30.6).
Os mórmons afirmam que Deus é homem como nós. Ele foi o que nós somos e nós seremos como Ele é; que nosso Deus e Pai é Adão, que também foi polígamo e que Deus não é espírito, pois tem corpo de carne e osso, como qualquer homem. A refutação se baseia no fato de que toda a doutrina que nega ser Deus, o Espírito infinito, eterno e Todo-poderoso, é infalivelmente do Anticristo (IJo 2.22-24). A bíblia afirma que Deus é Espírito (Jo 4.24) e Jesus disse que um espírito não tem carne nem osso, (Lc 24.39).
Os mórmons afirmam que Jesus não foi concebido pelo Espírito Santo, mas que era filho de Adão-Deus e Maria e que Jesus casou-se nas bodas de Caná com Marta e Maria e depois tomou ainda Maria, de Magdala como esposa. Por isso podia ver a sua posteridade (Is 53.10). É uma blasfêmia afirmar que Jesus tinha esposa ou esposas. A Bíblia mostra que a finalidade de Jesus, com sua vinda a esse mundo, não foi a de estabelecer família, mas dar-se a si mesmo por nós, para nos remir de toda a iniquidade e purificar para Si um povo seu, especial, zeloso de boas obras (Tt 2.14). Afirmar que Jesus, através do fruto dos seus casamentos, viu a sua posteridade, é ultrajante. A posteridade que a Bíblia fala, são aquelas pelas quais Jesus Cristo se pôs por expiação do pecado (Is 52.10).
Os Mórmons afirmam que o Espírito Santo é uma substância etérea espalhada no espaço, em um fluído divino superior à eletricidade e que esse espírito só pode ser conhecido dos homens pela imposição de mãos de um sacerdote Mórmon. A Bíblia diz que qualquer doutrina que nega a DIVINDADE e a personalidade do Espírito Santo, é antibíblica. O Espírito Santo é Deus (At 5.3-5). Ele é a terceira pessoa da Trindade, mencionada na Bíblia junto com o Pai e com o Filho (Mt 28.19; 2Co 13.13). Que o Espírito Santo é também uma pessoa, prova-se por lhe serem atribuídas obras que somente podem se feitas por uma pessoa (Jo 14.26; Ap 2.7; Jo 16.8-9; Rm 8.14; At 15.2; Ap 22.17).
Os Mórmons apresentam “4 passos para alcançar a salvação: “A fé, o arrependimento, o batismo e a imposição de mãos de um sacerdote Mórmon para receber o Espírito Santo”. Afirmam ainda que a redenção efetuada por Cristo só teve efeito nos pecados de Adão, e que todas as outras pessoas alcançam a salvação pela obediência aos preceitos do Livro dos Mórmons.
A mensagem central e irrefutável da Bíblia é que Jesus é o único Caminho para Deus (Jo 14.6) e que o homem é justificado pela fé no Seu sangue, (Rm 3.24-25). Quanto aos “quanto passos para a salvação”, apresentados pela seita, não produzem efeito, por não ter uma base. Paulo disse “que crescem em Jesus” (At 1.4) e “pela fé no seu sangue” (Rm 3.25) e Pedro da fé em seu Nome (At 3.11).
Os Mórmons afirmam que o homem, após a morte, entra no mundo dos espíritos, recebe o mesmo corpo que teve antes de nascer e continua através da eternidade, evoluindo até um dia ser Deus e que o paraíso é somente uma “estação” nesta trajetória evolucionista. O inferno, para eles, não existe e sim a salvação, após a morte, para todos, pois todos passarão pela evolução. Não é isso que a Bíblia diz (Hb 9.27; Ec 12.7; Lc 16.16-23; 23.43; Mt 25.41; Ap 20.15).

9.    Testemunhas de Jeová: a distorção da doutrina das últimas coisas
Fundada por Charles Taze Russel em 1872. Russel marcou a volta de Jesus para o ano de 1914, arrebanhou uma multidão de fiéis e depois, como não se cumpriu sua profecia, continuou criando heresias para justificar suas doutrinas.
Antes de fazer qualquer refutação das heresias, devemos admitir o empenho de seus seguidores. Se no meio evangélico tivéssemos o compromisso missionário semelhante às Testemunhas de Jeová, certamente não haveria nem espaço para doutrinas estranhas, pois o evangelho teria sido pregado nos quatro cantos da terra (Mc 13.10).
As testemunhas de Jeová acreditam não ser suficiente a leitura da Bíblia, sendo necessário para entendê-la, a leitura de suas revistas ‘A SENTINELA’ e ‘DESPERTAI’. Também criaram sua própria tradução chamada ‘TRADUÇÃO DO NOVO MUNDO DAS SAGRADAS ESCRITURAS’ acreditando ser mais fiel, porém foi adaptada para conferir com suas heresias. Sobre a autoridade da Bíblia Sagrada, basta lermos Mateus 22.29; João 5.39; II Timóteo 3.16 e I Pedro 1.20.
Ao se falar de Deus em hebraico se diz Jeová (ou Javé) que significa ‘EU SOU’. O nome é escrito apenas com as letras IHWH, que mesmo na língua dos judeus não é possível ler, considerado impronunciável para o judaísmo.
Baseado nos textos de Gênesis 9.3,4; Levítico 3.17; Deuteronômio 12.23-25 e 1Samuel 14.32,33 que falam contra comer sangue, os TJ, conforme sua tradução bíblica, dizem que o sangue é a alma da pessoa e doar sangue é doar a alma que só podemos dar para Deus.
As Escrituras deixam claro que sangue e alma não é a mesma coisa (Hb 4.12, 1Ts 5.23 e 1Pe 2.11). Em Atos 15.28-29 é confirmada para os cristãos a ordenança de não comer sangue. No ato da transfusão o sangue não é ingerido como comida, mas como alternativa de vida e Jesus é o maior exemplo de doar sangue por ter dado Sua vida na cruz por nós (Jo 15.13).
As Testemunhas de Jeová não se alistam no exército, como um voto contra a guerra. Não reverenciam a bandeira nem qualquer outro símbolo patriótico. As Escrituras deixam claro que devemos obedecer às nossas autoridades, defendendo nossa nação: I Pedro 2.13,14 e 17; I Timóteo 2.1-3.
Uma das piores heresias que os TJ ensinam é ao combater a doutrina da Trindade. Negando a unidade do Pai, Filho e Espírito Santo, acabam deturpando atributos Divinos. A palavra Trindade não está na Bíblia, pois é uma expressão da teologia para explicar a unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Alguns textos bíblicos para a Trindade são: Gênesis 1.26; 3.22; 11.5-7; I João 5.7,8. As três pessoas da Trindade estão presentes no batismo de Jesus e em nosso batismo também (Mateus 3.16,17 e 28.18-20).
A respeito de Jesus, as Testemunhas de Jeová negam Sua Divindade, afirmando que seria como um profeta; a cruz, e em sua tradução bíblica, mudam todas as vezes que diz ‘cruz’, para estaca; Sua ressurreição em carne, acreditando que tenha ressurgido apenas como um espírito e; Sua volta, afirmando que Jesus já veio em 1914.
Todo domingo pela manhã, as Testemunhas de Jeová batem nas portas das residências levando suas revistas. Parece coincidência, mas com certeza seu alvo preferido são os crentes que não vão à Escola Dominical e por isso não têm conhecimento bíblico para resistir seus ensinos. A respeito de dar ouvidos a heresias, leiamos II João 1.7-11.

9.1.  Sobre os 144.000
Uma interpretação errada de Apocalipse 7.4-9 e 14.1-5, sobre os 144 mil selados nos últimos tempos. Dizem que se refere aos salvos, limitando o número de pessoas que irão para o céu. Estes 144 mil escolhidos seriam ‘testemunhas’ escolhidos por Deus. Estes homens são judeus que na grande tribulação serão selados por Deus. O texto mostra dois grupos, os 144.000 judeus e uma grande multidão que ninguém pode contar, provando que não são apenas aqueles que vão para o céu. Deus quer salvar toda a humanidade (Jo 3.16; Tito 2.11).

10. Adventismo: o movimento da guarda do sábado
Tudo começou no século XIX, quando Guilherme Miller, um pastor batista, começou a marcar, baseado em profecias de Daniel, quando Jesus voltaria. Todavia, depois de vários erros, reconheceu publicamente que não tinha esse domínio. Todavia, essa pesquisa acolheu muitos seguidores e eles ficaram decepcionados com seu líder, no que tentaram identificar o erro nestas profecias, mas Miller os repreendeu.
Miller morreu em 1849 e Hiran Edson, um dos seus seguidores, juntou com outros dois grupos, formando a seita. Esta tinha 3 grupos: o primeiro já citado; o segundo era liderado por Joseph Bates e guardava o sábado e; o terceiro, liderado por Ellen Gould White, estava responsável pelos dons. A própria Ellen se dizia profetiza e ditou a doutrina da seita.
Não é difícil encontrar quem pense que o Adventismo, e sua maior representante, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, seja um movimento cristão como os demais outros, com a diferença de que os adventistas guardam o sábado e não o domingo. Mas, na verdade, trata-se de uma seita que propaga falsas interpretações bíblicas, sobretudo quanto aos eventos apocalíticos.
Os dois principais erros adventistas se baseiam no aniquilamento da alma dos ímpios (o que é contrário à Bíblia no que se refere ao juízo eterno reservado aos pecadores) e a guarda do sábado, fruto de uma visão tida por Ellen White, pritonisa do movimento.

10.1.    As crenças do Adventismo e as refutações bíblicas
A guarda do sábado é sem dúvida o ponto mais controverso da doutrina do Adventismo do Sétimo Dia. É ensino pela seita que o crente deve observar o sábado como dia de repouso. Eles creem que os que guardam o domingo aceitarão a “marca da besta” sobre o futuro governo do Anticristo. Há a observância de que o sábado é o selo de Deus e, o domingo, o selo do Anticristo.
Vale ressaltar que as pregações do Adventismo são enfatizadas sobre a segunda vinda de Cristo, contudo, Jesus vira no sábado, entrará na Igreja Adventista para levá-los. Somente subirá quem estiver lá.
Evidentemente não teríamos qualquer dificuldade com o Adventismo pelo simples fato de seus adeptos guardarem o sábado, mas sim, pelo fato de fazerem deste ensino um “cavalo de batalha” contra as igrejas evangélicas que têm o domingo como dia de repouso semanal e adoração ao Senhor.
O Novo Testamento repete, pelo menos, 50 vezes o dever de adorar somente a Deus, 12 vezes a advertência contra a idolatria, 4 vezes a advertência para não se tomar o nome do Senhor em vão, 6 vezes o dever de o filho honrar pai e mãe, 6 vezes a advertência contra o homicídio, 12 vezes a advertência contra o adultério, 6 vezes a advertência contra o furto, 4 vezes a advertência contra o falso testemunho e 9 vezes a advertência contra a cobiça. Em nenhum lugar do Novo Testamento encontra-se o mandamento de se guardar o sábado.
Jesus, que foi o único que cumpriu toda a Lei, foi acusado pelos judeus de violar o sábado e afirmou que “o sábado foi estabelecido por causa do homem e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do Homem é senhor também do sábado” (Mc 2.27-28). Assim, Jesus confirma o princípio moral do quarto mandamento do Decálogo, condenando abertamente o cerimonialismo vazio, sem vida e sem fé, e revela Sua autoridade divina sobre o sábado, seja para cumpri-lo, aboli-lo e ou mudá-lo.
O princípio moral do 4º mandamento é a necessidade de se descansar um dia por semana. Sobre esse assunto, escreveu Paulo, em Romanos 14.5-6.
Dentre as razões da substituição do sábado pelo domingo como dia semanal de repouso e dedicação ao Senhor para a Igreja, destacam-se os seguintes:

a.     Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9). Sendo chamado dia santo (Ap 1.10). Este dia foi escolhido pela Igreja como o dia de repouso.
b.     O primeiro dia da semana foi o dia especial das manifestações de Cristo ressuscitado: cinco vezes no primeiro domingo e outra vez no domingo seguinte (Lc 24.1, 13, 33-36; Jo 20.13-19, 26).
c.     O Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecostes em um dia de domingo (Lv 23.15, 16, 21; At 2.1-4).
d.     Os cristãos dos tempos apostólicos se reuniam aos domingos para celebrar a Ceia do Senhor, pregar e entregar as ofertas (At 20.7; 1Co 16.1-2).

O Adventismo ensina que, após a morte do corpo, a alma é reduzida ao estado de silêncio, de inatividade e de total inconsciência, isto é, entre a morte e a ressurreição, os mortos dormem. Este ensino contradiz vários textos das Escrituras, dentre os quais destacamos Lucas 16.22-30 e Apocalipse 6.9-10. As expressões dormir ou sono usadas na Bíblia para tipificar a morte, referem-se à total indiferença dos mortos para com os acontecimentos normais da terra.
Sobre o destino final dos ímpios e Satanás, o Adventismo ensina que o pecado e os pecadores serão exterminados para não mais existirem. Haverá de novo um universo limpo, quando estiver terminada a grande controvérsia entre Cristo e Satanás. Entretanto, este ensino contradiz com as passagens de Daniel 12.2; Mateus 25.46; João 5.29 e Apocalipse 20.10.
Se fosse certo que o ímpio seria destruído, por que, então, teria ele de ressuscitar e depois ser lançado no lago de fogo e enxofre? (Mt 25.41). Apocalipse 14.10-11 diz que os adoradores do Anticristo serão atormentados pelos séculos dos séculos. Isto não é aniquilamento!
O Adventismo também não acredita que a obra expiatória de Cristo é perfeita (Hb 7.27; Hb 10.12,14). Muito menos que a salvação do crente é perfeita e imediata (Jo 8.36; 5.24; Rm 8.1; 1Jo 1.7; Tt 3.5; 2Co 5.17; 1Co 1.18).

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